Bituca de cigarro confirma DNA de capitão da Marinha acusado de estupro

Reprodução/Facebook

O capitão da Marinha André Charmarelli Teixeira, 36, segue detido no presídio do órgão, na Ilha das Cobras, na Baía de Guanarabara, no Rio de Janeiro, desde o dia 19 de julho, por ser acusado de estuprar uma vizinha em abril, em Jacarepaguá. Sempre negando o crime em depoimentos e se recusando a fornecer material genético, André deixou uma prova para trás sem nem imaginar: uma bituca de cigarro no jardim da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), na Zona Oeste.

De acordo com o jornal carioca Extra, indícios levaram agentes a recolherem o objeto, que foi encaminhado ao Instituto de Pesquisa em Genética da Polícia Civil. “Ele já vinha sendo considerado suspeito de ser o autor do estupro e chegou a ser ouvido. Mas, na presença do advogado, negava qualquer envolvimento. Só que ele é fumante e deixou guimbas que foram usadas no exame, confrontando com o sangue encontrado no apartamento”, explicou a delegada titular da Deam, Rita Salim.

De acordo com a vítima, no dia do crime, ela estava dormindo em seu quarto quando acordou com o agressor em sua cama, encapuzado, portando uma arma de fogo e tentando drogá-la com um pano embebido em alguma substância entorpecente. Eles começaram a brigar, ela mordeu a mão do homem e conseguiu se desvencilhar. Ele a ameaçou com a arma e a derrubou novamente, largando a arma, uma pistola calibre 40 ao lado da cama.

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Ela conseguiu pegar a arma, deu uma coronhada nele e voltaram a lutar. A briga de corpo chegou ao banheiro onde caiu o carregador da arma dentro do vaso sanitário. Ele pegou a pistola novamente, sem resgatar o carregador, e foi embora.

A mulher se trancou no quarto, pediu ajuda em um grupo de whatsapp da vizinhança, e o militar foi o primeiro a oferecer ajuda. Ele perguntou se poderia entrar pela varanda do imóvel já que a porta estava fechada. Ao chegar no apartamento, a mulher reconheceu a voz do agressor, que foi até o banheiro pegar o carregador do vaso. Quando a PM chegou, a mulher afirmou da desconfiança e ele negou que teria resgatado o objeto no apartamento da vizinha.

Os policiais pediram para revistar a casa do suspeito e encontraram o cartucho molhado dentro do cofre do capitão. Só com o resultado do exame de DNA feito a partir da comparação entre a saliva e o sangue deixado no local é que foi possível pedir a prisão preventiva, após a denúncia do Ministério Público estadual (MPRJ).