Bivar avisa União Brasil que deixará corrida presidencial

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Presidente do União Brasil, o deputado federal Luciano Bivar (PE) disse a cúpula do partido que desistiu de sua candidatura à presidência da República e concorrerá a um novo mandato na Câmara dos Deputados. Bivar deve oficializar sua saída da corrida ao Palácio do Planalto na tarde deste domingo na convenção estadual da sigla em Pernambuco.

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Vice-presidente do União Brasil, o ex-deputado Mendonça Filho confirmou ao GLOBO que Bivar abriu mão da disputa presidencial e disse que a sigla avalia se mantém ou não candidatura própria. Bivar mantinha conversas para uma eventual aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas essa possibilidade enfrentou forte resistência da ala ligado ao ex-prefeito de Salvador e candidato ao governo da Bahia, ACM Neto.

— Com a desistência de Bivar e sua candidatura a deputado por Pernambuco caberá a executiva do partido encontrar uma saída. Temos que ver se passará por uma candidatura própria ou uma não candidatura. Vejo esses dois caminhos. E não vejo caminho com o PT — afirma Mendonça Filho, que integra a direção da sigla em Pernambuco, terra natal de Bivar.

De acordo com integrantes da direção do União Brasil, Bivar tem defendido internamente que a sigla lance a senadora Soraya Thronicke (MS) à presidência da República, então vice de Bivar. Há ainda outros nomes que são citados, mas a maioria das lideranças prefere optar pela neutralidade, já que nos estados o partido tem candidatos alinhados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Lula.

No Mato Grosso, por exemplo, o governador Mauro Mendes, que concorre à reeleição, já anunciou que o seu palanque será de Bolsonaro. Em Rondônia, o governador e coronel Marcos Rocha (União Brasil) também é simpático a Bolsonaro. Além disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que é antipetista, temia ser prejudicado.

Nas últimas semanas, o ex-presidente Lula tem trabalhado para ampliar as alianças além da esquerda na tentativa de vencer as eleições no primeiro turno. Um eventual apoio do União Brasil poderia encurtar esse caminho. A sigla, que é resultado da fusão entre DEM e PSL, é a mais rica hoje e tem mais de R$ 1 bilhão em recursos do fundo eleitoral e o maior tempo de propaganda no horário eleitoral.

Sem a aliança com o PT, a tendência é que o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), tenha na sua chapa um vice do União Brasil. Se isso se concretizar, Garcia terá mais de 4 minutos na TV, quase o dobro de seus principais adversários, como o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e o ex-ministro Tarcísio Freitas (Republicanois). Os nomes mais cotados para a vice de Garcia são o deputado federal Geninho Zuliani e o ex-ministro Henrique Meirelles, que é visto com menos chances. Outro cenário possível seria o União Brasil ficar com a vaga do Senado e Garcia indicar a vice o ex-secretário municipal de Saúde Edson Aparecido. Fundador do PSDB, Aparecido deixou a sigla para ser vice do governador num acordo com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e avalizado por caciques tucanos como Tasso Jereissati (CE) e o próprio presidente do PSDB nacional, Bruno Araújo.

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