Bivar, presidente do União Brasil, pode aderir à base de Lula

União Brasil, de Luciano Bivar, elegeu 59 deputados e pode integrar base de Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
União Brasil, de Luciano Bivar, elegeu 59 deputados e pode integrar base de Lula (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente do União Brasil, Luciano Bivar, está disposto a conversar com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar a base aliada do petista no Congresso. A bancada do partido de Bivar tem 59 deputados.

A legenda nasceu da união do DEM com o PSL – partido que elegeu Jair Bolsonaro (PL) em 2018. Agora, a projeção de Bivar é que, sim, ele pode estar ao lado de Lula.

Ao jornal O Globo, o presidente do União Brasil se definiu como um “radical do Estado de Direito”. Ele, que se elegeu deputado federal, ainda revelou que quer ser candidato à presidência da casa para substituir Arthur Lira (PP-AL).

“Nós não seremos oposição ao governo. Mas somos independentes. Podemos integrar a base, sim. Estamos sempre dispostos. Se tivermos uma representação significativa como a que temos na Câmara dos Deputados, queremos conversar com o governo diariamente. É o maior partido independente do Brasil. Fizemos 60 federais sem caneta do governador nem do presidente”, afirmou, em entrevista ao jornal.

Ao dizer que o União Brasil é “independente”, Bivar se refere às duas maiores bancadas da Câmara: PL, partido de Bolsonaro e que deve estar na oposição a partir de 2023, e o PT, legenda de Lula.

“Nós estamos preocupados agora mais com a Câmara dos Deputados. Essa é toda nossa preocupação agora. A bancada quer ter os seus espaços e o União Brasil nasceu para a gente fortalecer a democracia, as instituições. A gente não pode ter um país cheio de turbulência. é hora de voltarmos a ter paz, tranquilidade, não fustigar as instituições, o Estado de direito. Essa é a razão precípua para o surgimento do União Brasil”, declarou.

Ao comentar o fato de ter acolhido Jair Bolsonaro em 2018, Bivar reforçou que desembarcou cedo do governo.

“Até no casamento católico apostólico romano, ninguém mais segue os preceitos. Pode desquitar, divorciar. Você se divorcia e passa a ver que a pessoa tem outras evoluções, ou involuções. Não desembarcamos de última hora, desembarcamos no primeiro ano do governo dele. Eu fui quem mais briguei pelas instituições desse país. Tudo eu fiz pela nossa democracia e vou continuar fazendo. Sou um radical do Estado de direito.”