Black Friday: anúncios falsos nas redes sociais espalham golpes na internet

Pollyanna Brêtas
O objetivo é induzir o usuário a fornecer informações confidenciais

Criminosos estão de olho no aumento das vendas do comércio eletrônico durante o período da Black Friday e aproveitam o momento de entusiasmo as ofertas para intensificar suas ações e aplicar golpes. Eles usam, especialmente, técnicas que induzem o usuário a fornecer informações confidenciais.

Neste ano, um golpe vem crescendo: a criação de perfis e páginas falsas em redes sociais, como Instagram e Facebook. As quadrilhas copiam a identidade visual de grandes marcas e patrocinam posts com ofertas tentadoras. Até o patrocínio é uma estratégia para potencializar a visualização dos posts.

Até o momento, hackers aplicaram golpes em 45 mil pessoas que receberam, acessaram ou compartilharam páginas fraudulentas.

Em algumas dessas páginas falsas, os consumidores precisam preencher um formulário com dados pessoais para ter acesso às promoções. Em outras, ao clicar no anúncio, o cliente já é direcionado para uma área de compra e convidado a digitar os dados do cartão de crédito.

— É uma prática comum, as marcas fazerem posts patrocinados nas redes sociais para alavancar as vendas; e os bandidos estão se aproveitando, criando postagens falsas, também patrocinadas, que se parecem com o conteúdo da página verdadeira — alerta Adriano Volpini, diretor da Comissão Executiva de Prevenção a Fraudes da Febraban.

Como se proteger

Segundo o Volpini, a forma mais eficaz de não cair nesse tipo de golpe é realizar as compras por meio do site oficial das lojas, em vez de usar páginas promocionais e anúncios publicados no Google ou em redes sociais. “Se você, consumidor, se interessou por uma oferta que apareceu no seu e-mail ou rede social, não clique”, recomenda Volpini. “Digite a URL do site no seu navegador de internet e confira se a mesma promoção está mesmo no site oficial da loja.”

As quadrilhas têm se especializado nesse tipo de ação baseado na captura de dados pessoais, após conquistar a confiança de clientes desavisados .

—  Hoje, 70% dos golpes feitos no mundo digital estão relacionados a engenharia social —  alerta Volpini.

Falsificação de boletos

Outro golpe que se torna cada vez mais comum é a falsificação de boletos digitais. Mais uma vez, as quadrilhas criam páginas que imitam a área de e-commerce de grandes marcas. Quando o cliente vai fazer a compra, esses sites emitem boletos cujos beneficiários não são as lojas, mas os criminosos.

Para evitar ser vítima desse tipo de golpe, é importante conferir quem é a empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento do boleto, no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, a transação não deve ser concluída.

Em alguns casos, o nome fantasia da loja é diferente daquele que consta no contrato social, ou então a empresa faz parte de uma holding. O ideal é entrar em contato com o SAC da marca e conferir se as informações do boleto estão corretas.

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