'Black Friday patriota' de Bolsonaro fracassa e vendas recuam 8,3%

Redação Finanças
·2 minuto de leitura
Foto: Xinhua/Rahel Patrasso via Getty Images
Foto: Xinhua/Rahel Patrasso via Getty Images

Um estudo da empresa de pagamentos Cielo mostrou que o comércio brasileiro não aderiu à Semana do Brasil, iniciativa do varejo inspirada em Jair Bolsonaro que, em 2019, propôs a criação de uma versão nacional e "patriota" da Black Friday.

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A Semana do Brasil, período de promoções realizadas no entorno do feriado de 7 de setembro, Dia da Independência, viu em 2020 uma queda de 8,3% nas vendas no varejo em comparação com o mesmo período de 2019. Os dados são do Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que monitora 1,5 milhão de varejistas.

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No comércio online, porém, houve crescimento. De 4 a 13 de setembro, as vendas pela internet cresceram 10,3% quando comparadas às de 6 a 15 de setembro de 2019. Excluindo turismo e transporte, setores fortemente afetados pela pandemia de covid-19, o crescimento chegou a 91,1%.

Mas o que desequilibrou o balanço geral foi o resultado do comércio offline. Mesmo com a reabertura gradual da economia em praticamente todo o território brasileiro no último mês, as vendas no varejo físico, por sua vez, registraram queda de 10,3%.

O setor de materiais de construção foi o principal destaque da Semana do Brasil em 2020, com alta de 21,3% nas vendas. Já os segmentos de turismo e transporte viram queda de 55,8% ante 2019, de acordo com o ICVA.

A Semana do Brasil foi criada pelo governo Bolsonaro seguindo sugestões e com o apoio de empresários da base de apoio do presidente, como Luciano Hang (dono da Havan) e Flávio Rocha (Riachuelo). A primeira edição, em 2019, viu aumento de vendas – 11,3%, segundo o ICVA –, mas não superou a Black Friday, que registrou alta de 18,1% pelo mesmo índice.

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