Blinken afirma que o Catar administrará interesses dos EUA no Afeganistão

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O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken (R) e o ministro das Relações Exteriores do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani (L), participam de uma cerimônia de assinatura do Diálogo Estratégico EUA-Catar no Departamento de Estado em Washington, DC em 12 de novembro de 2021. (AFP/Olivier DOULIERY)
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O Catar administrará os interesses dos Estados Unidos no Afeganistão após o fechamento da embaixada de Washington com a chegada do Talibã ao poder, anunciou o secretário de Estado, Antony Blinken, nesta sexta-feira (12).

Ao dar as boas-vindas ao seu colega do Catar em Washington, Blinken anunciou a assinatura de um acordo que "estabelece o Catar como potência protetora dos Estados Unidos no Afeganistão".

Desta forma, a legação do Catar em Cabul terá um departamento de interesses americanos.

"Deixe-me expressar o quanto somos gratos por sua liderança e apoio no Afeganistão, mas também enfatizar que nosso relacionamento é muito mais amplo do que isso", disse Blinken ao ministro das Relações Exteriores, o xeque Mohamed bin Abdulrahman al-Thani.

O Catar, que tem uma grande base militar dos EUA, desempenhou um papel fundamental na diplomacia e nas evacuações do Afeganistão após a decisão dos EUA de encerrar a guerra de 20 anos no país.

Cerca de metade dos 124.000 ocidentais e aliados afegãos que deixaram o Afeganistão nos dias finais da presença dos EUA o fizeram passando pelo Catar.

E antes disso, os catarianos sediaram negociações entre os Estados Unidos e o Talibã que levaram ao acordo de fevereiro de 2020 para a retirada das tropas americanas.

Desde o retorno ao poder do Talibã, as operações da embaixada dos Estados Unidos em Cabul foram redirecionadas para o Catar.

Os Estados Unidos fecharam sua embaixada em Cabul, uma das maiores sedes diplomáticas do mundo, em agosto, quando ficou claro que o governo apoiado pelo Ocidente estava entrando em colapso. Diplomatas destruíram material sensível e baixaram a bandeira.

Apesar do terrível período do regime talibã de 1996-2001 e dos anos de guerra, as autoridades americanas estão cautelosamente otimistas sobre o relacionamento com os fundamentalistas islâmicos, alegando que em grande parte mantiveram sua promessa de deixar as pessoas saírem do país.

Mas os Estados Unidos descartaram qualquer reconhecimento governamental imediato ou reabertura de sua embaixada em Cabul, dizendo que espera que os talibãs também honrem outros compromissos, como respeitar as mulheres e proibir a Al-Qaeda de operar no Afeganistão.

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