Blinken e líderes do Oriente Médio negociam para conter violência entre Israel e palestinos

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Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken
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Por Doina Chiacu

WASHINGTON (Reuters) - O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, conversou com líderes israelenses, palestinos e jordanianos para discutir os últimos episódios de violência em Israel e na Cisjordânia, que escalaram as tensões na região, disseram autoridades nesta terça-feira.

O ministro israelense de Relações Exteriores, Yair Lapid, disse que atualizou o principal diplomata norte-americano sobre as iniciativas de Israel para garantir a liberdade de culto em Jerusalém, após a repressão da tropa de choque da polícia israelense no complexo da mesquita de Al Aqsa, que deixou pelo menos 152 palestinos feridos.

Lapid culpou "centenas de extremistas islâmicos" por revoltas e por compartilhamento de desinformação para inflamar as tensões.

"Eu disse ao @SecBlinken que Israel não irá tolerar pedidos em apoio à violência, e enfatizei a necessidade por apoio internacional para que a calma retorne a Jerusalém", disse Lapid no Twitter.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse a Blinken na terça-feira que os "ataques brutais" das forças israelenses e colonos no complexo da mesquita, e as incursões de Israel a cidades e vilas palestinas "levarão a consequências terríveis e insuportáveis", reportou a agência de notícias palestina WAFA.

As forças de segurança de Israel estão em alerta após uma série de ataques mortais de árabes nas ruas do país nas últimas duas semanas. Os confrontos no complexo de Al Aqsa na Cidade Antiga murada de Jerusalém representam um risco de volta a um conflito mais amplo, como a guerra em Gaza no ano passado.

Em uma teleconferência na segunda-feira, Blinken e o ministro jordaniano de Relações Exteriores, Ayman Safadi, discutiram a importância de israelenses e palestinos trabalharem para encerrar a violência e abster de ações intensificadoras, afirmou o porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Ned Price.

(Reportagem de Doina Chiacu, em Washington, e Henriette Chacar, em Jerusalém)

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