Blinken e Lavrov têm primeira conversa desde a guerra na Ucrânia

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Os chefes da diplomacia dos Estados Unidos e da Rússia dialogaram, nesta sexta-feira (29), pela primeira vez desde o início da guerra na Ucrânia, uma conversa que Antony Blinken classificou como "franca", principalmente no que diz respeito aos cidadãos americanos presos por Moscou.

O secretário de Estado americano anunciou na quarta-feira a intenção de conversar com o colega russo, Serguei Lavrov, para apresentar uma proposta dos Estados Unidos, que busca a libertação da jogadora de basquete Brittney Griner e o ex-soldado Paul Whelan.

A proposta envolveria uma troca dos americanos por Viktor Bout, um traficante de armas russo preso nos Estados Unidos.

"Tivemos uma conversa franca e direta. Pressionei o Kremlin para que aceitasse a proposta substancial que apresentamos", declarou Blinken durante uma coletiva de imprensa, ao referir-se a Griner e Whelan.

O secretário de Estado não deu detalhes sobre a resposta de Lavrov.

"Eu não posso dar uma avaliação se acredito que as coisas são mais ou menos prováveis, mas era importante que ele ouvisse diretamente de mim", explicou Blinken.

Griner, uma estrela internacional de basquete, está presa desde fevereiro na Rússia por posse de cartuchos de vaporizador e óleo de haxixe na bagagem.

Whelan, ex-diretor de segurança de uma empresa de autopeças, preso desde 2018, continua alegando inocência após ser condenado a 16 anos de prisão na Rússia por espionagem.

- "Diplomacia discreta" -

Para Lavrov, as relações bilaterais "precisam ser normalizadas urgentemente".

"Em relação a uma possível troca de prisioneiros russos e americanos, a parte russa insistiu em voltar a um regime de diálogo profissional, livre de especulações midiáticas, no ambiente de uma diplomacia discreta", indicou.

Lavrov também denunciou o exército dos Estados Unidos e a Otan pelo fornecimento de bilhões de dólares em armas à Ucrânia e disse que isso "só prolonga a agonia do regime de Kiev, ampliando o conflito e suas vítimas".

Blinken afirmou ter alertado Lavrov de que o mundo "nunca" reconheceria a anexação dos territórios ucranianos pela Rússia.

"Era muito importante que os russos escutassem diretamente de nós que isso não será aceito, e não só não será aceito como resultará em perdas significativas adicionais que serão impostas à Rússia se seguir em frente", afirmou Blinken.

De acordo com o secretário de Estado, a Rússia prepara "referendos fraudulentos" para tentar "provar falsamente que as pessoas destas regiões da Ucrânia de alguma maneira querem se tornar parte da Rússia".

O chefe da diplomacia americana afirmou que também pediu que a Rússia cumpra com o acordo negociado pela Turquia para permitir a exportação de grãos ucranianos.

A última conversa telefônica entre os dois homens aconteceu em 15 de fevereiro, quando Blinken alertou a Rússia sobre as consequências de uma invasão da Ucrânia. O último encontro em pessoa foi em 21 de janeiro.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, disse que Blinken não tinha previsto encontrar-se com Lavrov na semana que vem, quando ambos estarão no Camboja para participar de uma reunião sobre o Sudeste Asiático.

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