Blinken reafirma busca por solução de dois Estados entre Israel e palestinos

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, viajará ao Oriente Médio "nos próximos dias" com a ideia de se reunir com seus colegas israelenses e palestinos.

O secretário de Estado, Antony Blinken, disse que os Estados Unidos apoiam que israelenses e palestinos convivam pacificamente em dois Estados, pouco antes de iniciar uma viagem ao Oriente Médio.

"Se não há uma mudança positiva e especialmente se não encontrarmos uma maneira de ajudar os palestinos a viverem com mais dignidade e mais esperança, este ciclo provavelmente se repetirá. E é isso o que não queremos", disse Blinken dias depois do início da trégua entre o Hamas e Israel, depois de 11 dias de hostilidades que deixaram mais de 200 palestinos mortos.

Na quinta-feira, o Departamente de Estado anunciou que Blinken viajará ao Oriente Médio "nos próximos dias" com a ideia de se reunir com seus pares israelenses e palestinos.

O respaldo de Blinken a uma solução de "dois Estados" -pela qual supostamente israelenses e palestinos conviveriam em paz como vizinhos- segue sendo uma meta norte-americana mas "não necessariamente alcançável hoje", disse Blinken na rede de televisão ABC.

Suas declarações sobre "medidas iguais" para israelenses e palestinos pareceram mostrar uma mudança no tom em relação ao governo do ex-presidente Donald Trump, que cortou a ajuda humanitária para a Autoridade Palestina e lançou um plano de paz que teve forte apoio de Israel mas nenhum dos muçulmanos.

Blinken disse que a trégua é positiva, mas lembrou que agora terá que dar início a trabalhar na grave situação humanitária em Gaza e destacou o apoio à reconstrução do perdido e na melhoria da vida das pessoas.

O secretário de Estado foi perguntando sobre como garantirá que a ajuda chegue ao povo palestino e não ao Hamas, que tem lançado foguetes contra Israel.

"No passado trabalhamos e seguiremos trabalhando com partes independentes, confiáveis que possam nos ajudar no desenvolvimento e não com autoridades quase governamentais", respondeu.

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