Blinken retomará contato com homólogo russo para negociar libertação de prisioneiros

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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse, nesta quarta-feira (27), que conversará com seu homólogo russo pela primeira desde a invasão da Ucrânia. A conversa, no entanto, abordará outros assuntos, entre eles, a libertação de americanos detidos.

A conversa telefônica com o ministro russo de Relações Exteriores, Sergei Lavrov, será "nos próximos dias" e "não será uma negociação sobre a Ucrânia", explicou Blinken a jornalistas.

Blinken afirmou ainda que a conversa deve focar principalmente na retomada das exportações ucranianas de grãos.

"Espero falar sobre um assunto que é uma prioridade para nós: a libertação de Paul Whelan e Brittney Griner, que foram detidos injustamente e devem poder voltar para casa", adiantou.

"Várias semanas atrás, fizemos uma proposta durante as negociações para facilitar as liberações", disse Blinken sem entrar em detalhes sobre o que foi proposto.

O ex-embaixador dos EUA em Moscou Michael McFaul pediu ao governo do presidente Joe Biden que troque esses detidos por Viktor Bout, um traficante de armas russo preso nos Estados Unidos.

A jogadora de basquete Brittney Griner foi detida em fevereiro no aeroporto de Moscou por carregar "vaporizadores" e um líquido perfumado com óleo de cannabis em sua bagagem de mão, segundo autoridades russas. Griner pode ser condenada a até 10 anos de prisão.

Paul Whelan, ex-soldado americano e ex-chefe de segurança de uma empresa de autopeça, está detido desde 2018 na Rússia e condenado a 16 anos de prisão por espionagem.

- Grãos -

Blinken espera falar com Lavrov sobre o acordo alcançado entre Kiev e Moscou para permitir a liberação de cerca de 25 milhões de toneladas de grãos armazenados em portos ucranianos.

"Esperamos que esse acordo permita liberar rapidamente os cereais ucranianos pelo Mar Negro e que a Rússia respeite sua promessa de permitir a passagem de navios", disse.

Kiev já disse várias vezes que não confia que Moscou permitirá a navegação em segurança e dá como exemplo os mísseis disparados no fim de semana passado contra o porto de Odessa.

O Kremlin, no entanto, disse não ver obstáculos para retomar as exportações que, além de tudo, têm o empecilho das minas submarinas ucranianas utilizadas como defesa no caso de um ataque russo.

O último contato telefônico entre Blinken e Lavrov foi em 15 de fevereiro, quando o funcionário americano expressou sua preocupação pela então possível invasão russa à Ucrânia. Nove dias mais tarde, a agressão se concretizou e, em represália, Washington e seus aliados impuseram sanções à Rússia para isolar o país internacionalmente.

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