Blinken se reúne com opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya

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A líder da oposição bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, se reuniu nesta segunda-feira (19) com a líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, que pediu maior pressão sobre o governo de seu país, que, segundo ela, manipulou as eleições do ano passado.

Blinken se juntou a uma reunião entre Tikhanovskaya e Victoria Nulands, número três do Departamento de Estado e crítica ferrenha de Moscou, um dia antes de a opositora bielorrussa ter reuniões na Casa Branca.

"Agradeci a ele por apoiar as aspirações democráticas bielorrussas", disse Tikhanovskaya depois em sua conta do Twitter.

"Convido (os Estados Unidos) a reforçarem a ajuda à nossa sociedade civil, pressionando política e economicamente o governo, e a pedirem à Rússia que desempenhe um papel construtivo na resolução da crise", acrescentou.

O porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, informou que Blinken e Tikhanovskaya "falaram sobre a repressão em andamento e a ofensiva" do presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

Os Estados Unidos "continuarão seus esforços para apoiar o povo bielorrusso e suas aspirações de direitos humanos e democráticos, assim como suas aspirações euro-atlânticas mas amplas", declarou Price aos jornalistas.

O presidente dos EUA, o democrata Joe Biden, prometeu aumentar a pressão sobre o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, um aliado de Moscou que está no poder há quase três décadas e cujas forças de segurança reprimiram protestos em massa após o anúncio de que ele conquistou um sexto mandato nas eleições.

Tikhanovskaya se apresentou às eleições depois que seu marido foi detido. A opositora reivindicou uma vitória esmagadora nas eleições.

"O mundo se inspirou no povo bielorrusso, incluindo na líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, que continua exigindo corajosamente uma voz significativa no futuro de seu país contra a repressão curel", disse um funcionário americano na semana passada ao anunciar sua visita.

Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e Canadá impuseram simultaneamente no mês passado novas sanções a Belarus, depois que um voo de passageiros da companhia aérea de baixa renda Ryanair foi desviado e detido em terra em Minsk, sob o pretexto de uma ameaça à segurança, mas que resultou na prisão de um ativista da oposição e sua namorada a bordo.

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