Blinken viaja ao Oriente Médio com objetivos modestos dos Estados Unidos

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O chefe da diplomacia americana viaja ao Oriente Médio nesta segunda-feira (24) para "consolidar" o cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, objetivo muito distante do verdadeiro esforço diplomático que seria necessário para ressuscitar a "solução de dois Estados" que o presidente democrata Joe Biden afirma defender.

Antony Blinken segue para Jerusalém, onde se encontrará com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e depois para Ramallah para se reunir com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

Em seguida, vai ao Egito, cujo presidente, Abdel Fatah al Sisi, desempenhou um papel fundamental na concretização do cessar-fogo que entrou em vigor na sexta-feira após onze dias de conflito sangrento entre Israel e o movimento islâmico palestino Hamas - governante na Faixa de Gaza.

Antes de retornar aos Estados Unidos, na quinta-feira, ele fará sua última escala na Jordânia, outro país árabe que, junto com o Egito, mantém relações de longa data com o Estado hebreu.

Em uma postagem em sua conta no Twitter, o secretário de Estado disse na segunda-feira que queria "se reunir com as partes para apoiar seus esforços para consolidar o cessar-fogo".

Criticado pelos democratas por ter demorado a se envolver e ter sido muito brando com Israel, mas também acusado pela oposição republicana de ter sido muito discreto em seu apoio ao Estado hebreu, Biden encarregou seu ministro das Relações Exteriores da missão.

"O secretário de Estado Blinken se reunirá com líderes israelenses para discutir nosso apoio inabalável à segurança de Israel. Ele continuará os esforços de nosso governo para reconstruir laços com os palestinos e seus líderes, bem como nosso apoio a eles, após anos sendo negligenciados" durante o mandato de Donald Trump, disse o presidente dos Estados Unidos em um comunicado.

Portanto, os objetivos do governo Biden são fixos e muito limitados.

- "Medidas concretas" -

Após o cessar-fogo, Biden e Blinken reafirmaram seu apoio à "solução de dois Estados", o israelense e o palestino, defendido pela maioria da comunidade internacional.

Mas o roteiro de Blinken e comunicados à imprensa do Departamento de Estado e da Casa Branca sugerem o contrário.

"Nossa prioridade é, acima de tudo, garantir que o cessar-fogo seja mantido", disse um alto funcionário dos EUA a jornalistas antes da saída do secretário de Estado, chamando todos os objetivos mais ambiciosos de "prematuros".

Para "melhorar" a vida dos palestinos e virar a página da era Trump que interrompeu ajuda dos Estados Unidos, Washington está empenhada em contribuir e incentivar a assistência à Faixa de Gaza, o enclave palestino sob bloqueio israelense por quase 15 anos e devastado pelo último conflito.

Mas essa ajuda deve "beneficiar seus habitantes e não o Hamas", advertiu Biden. Este é o grande "desafio", reconhece o alto funcionário americano. Os Estados Unidos consideram o movimento uma organização terrorista e, portanto, Blinken não visitará Gaza para ver os danos dos ataques israelenses.

Desde o início dos combates, em 10 de maio, pelo menos 248 palestinos foram mortos em ataques israelenses, enquanto 12 pessoas perderam suas vidas em Israel, em ações palestinas de Gaza, com mais de 4.000 foguetes disparados.

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