Blocos tradicionais marcam presença com desfiles alternativos no carnaval

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Três blocos tradicionais da cidade do Rio de Janeiro vieram diferentes nesta edição do "CarnAbril". O Cordão do Prata Preta saiu da estação do Teleférico do alto do Morro da Providência e finalizou o desfile no coreto da Praça da Harmonia, onde costuma se concentrar, quando se encontrou com o cortejo da Cia de Mysterios e Novidades, por volta do meio-dia deste sábado, que comemorou o aniversário de 40 anos do grupo e de 30 anos do do bloco Escravos da Mauá.

Músicos do tradicional Céu na Terra criaram uma versão reduzida do bloco, que foi batizado de Celeste e saiu da Praça Tiradentes e seguiu em cortejo até a Cinelândia.

— Nosso bloco sempre foi em Santa Teresa, mas escolhemos trazer para o Centro justamente por não termos apoio da prefeitura. Este é o Celeste, mas nós somos do Céu da Terra e é incrível acolher a multidão ensandecida, mesmo com os transtornos — afirma Péricles Monteiro, um dos organizadores do Caleste.

Para quem estava curtindo o cortejo, a falta de infraestrutura também foi ressaltada, mas superada pela vontade de estar na rua.

— Há uma demanda reprimida, uma ânsia de estar aqui, socializando. Falta infraestrutura, mas estou feliz de estar aqui mesmo sem organização — disse a pesquisadora Janara Morenna na concentração do bloco.

A Cia de Mysterios e Novidades — grupo de arte popular da região portuária responsável pela primeira oficina de pernas de pau do carnaval do Rio — foi às ruas comemorar o aniversário de 40 anos do grupo e de 30 anos do bloco Escravos da Mauá, onde sempre se apresenta.

A companhia saiu às 11h do Museu de Arte do Rio na Praça Mauá e foi até a Praça da Harmonia onde apresentou o espetáculo "A Saga de São Jorge". Em seguida, alguns integrantes do Escravos da Mauá apresentaram o samba de 2022, composto mesmo com o desfile proibido esse ano por conta da pandemia.

— O Prata Preta e o Escravos são os melhores. É ótimo curtir os dois ao mesmo tempo. Esta é a minha terceira vez aqui na folia do Rio de Janeiro. Estou desde quarta curtindo na rua — disse o paulistano Rodrigo Leal.

No Celeste, o empresário Pietro Menezes ressaltou que os blocos do “Carnabril” não estão tão cheios.

— O carnaval cheio ideal — comemora.

Para as mamães de primeira viagem, foi prato feito. A bebê Olivia, de apenas quatro meses, curtiu o carnaval de rua com tranquilidade. Com pais que começaram a namorar durante a folia há sete anos, os moradores da Tijuca aproveitaram o sossego do carnaval fora de época para apresentar a paixão para a filha.

— Somos um casal do carnaval, não tinha jeito. Ela adora, ontem fomos em outro e não tivemos problema algum — afirma a mãe Priscila Borges, de 30 anos.

Diretamente da Holanda, a brasileira Eveny Giovana, 22, trouxe a filha, Sophia, de apenas oito meses para curtir o carnaval fora de época.

— Nunca consegui passar carnaval no rio, é a nossa primeira vez — celebra.

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