Posts do blog de Regis Tadeu

  • Resgatando velhos papos – “Jazzistas esquecidos”

    No resgate de várias matérias que fiz nos primórdios de minha presença no Yahoo – e que estava perdida pelos You Tubes da vida -, trago hoje de volta uma edição do programa Na Galeria do Regis de 2010, no qual abordei alguns grandes e subestimadíssimos nomes do jazz . Músicos sensacionais que jamais alcançaram o devido reconhecimento do grande público, embora fossem sempre elogiados pela crítica.

    São tantos os grandes instrumentistas que podem ser colocados neste ‘barco’ que dá até para fazer uma “parte 2”, algo que prometo fazer muito em breve.

    Ah, e não esqueça: se gostou do que viu e ouviu, vá atrás dos outros trabalhos destes músicos geniais e não deixe que a falta de memória que impera hoje em dia relegue tudo ao esquecimento...

  • É óbvio que você sabe da história do “jornalista dinamarquês” que resolveu ir embora do Brasil e deixar de cobrir a Copa do Mundo por se sentir chocado com a infinidade de problemas e injustiças sociais deste Brasil cada vez mais podre. A história deste sujeito e seu depoimento em texto foram reproduzidos por quase todos os portais de notícias e se disseminou pelas redes sociais com uma velocidade espantosa – aliás, como quase tudo que não presta nestes tempos. Sua foto rodou por todos os cantos da internet, todos os comentários foram todos solidários a ele...

    Só que o tio Regis vai lhe contar uma coisinha: esta história é um farsa!

    Sim. É isto mesmo o que você leu. Uma farsa. Cascata. Mentira. Outra lorota em tempos de internet.

    Como cheguei a esta conclusão? Fácil. Fiz o que todo jornalista sério deveria fazer: fui atrás da história!

    Fiz isto porque, logo de cara, senti um cheiro de trapaça no ar. Não sei explicar – chame isto de “sexto sentido”, se quiser -, mas meu instinto

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  • Os erros e acertos de Fernanda Takai em sua empreitada solo

    Quando o integrante de uma banda resolve gravar um álbum solo, das duas uma: ou a pessoa está insatisfeita com os rumos musicais de seu grupo e usa o trabalho para avisar que está prestes a pular fora do barco, ou quer apresentar algumas facetas musicais que não cabem dentro do projeto titular. É neste segundo caso em que Fernanda Takai se encaixa.

    Ao lançar Na Medida do Impossível, produzido por John Ulhoa, seu marido e guitarrista do Pato Fu, ela exibe diferentes nuances de sua concepção musical ao longo de treze faixas que, positivamente, não se encaixam na concepção sonora do grupo. Só que o resultado final é bem irregular...

    Para começar, uma constatação óbvia: Fernanda mostra como cantar com suavidade sem propiciar o festival de desafinações de Mallu Magalhães e suas imitadoras. A delicada maneira com que Fernanda aborda “Doce Companhia” - versão de sua autoria para uma canção de Julieta Venegas, “Dulce Compañia” – explicita logo de cara o tratamento vocal que ela emprega no

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  • Tio Regis vai ajudar na diversão para o seu final de semana

    Atendendo a pedidos, trago aqui mais algumas sugestões para você melhorar a degustação de seu final de semana e dar boas risadas.

    Para começar, aqui vai a resposta para todo mundo que ‘baba ovo’ para seus ídolos sem a capacidade de aceitar as pisadas na bola dos mesmos. Semana passada, irritei algumas pessoas em uma festa quando disse que o Guns ‘n’ Roses não ficava atrás do Led Zeppelin no quesito “plágios”. Como imagino que o fã da banda do Axl Rose também ficaria bravo comigo caso ouvisse a minha afirmação, aqui vai uma das provas: “Unpublished Critics”, da banda Australian Crawl, foi lançada em 1981, seis anos antes de Slash e Axl chupinharem sua harmonia na cara dura para compor “Sweet Child O’ Mine”. Não acredita? Compare com a canção abaixo. Dá até para cantar a letra por cima...

    Para quem gosta de metal pesadão, aqui está o vídeo de uma novíssima canção do Arch Enemy, agora com uma nova vocalista, Alissa White-Gluz, ex-The Agonist – a demissionária Angela Grapow se transformou

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  • Uma vitória meio amarga…

    Sou aquilo que as pessoas denominam “rato de sebo”. Um dos grandes prazeres de minha miserável existência é percorrer, aos sábados, inúmeras lojas de discos, à procura de vinis raros com preços módicos. E a temporada tem sido extremamente feliz, pois tenho encontrado verdadeiras raridades com custo bastante próximo ao insignificante.

    Algumas semanas atrás, depois de adquirir uma série de saborosas guloseimas musicais – dezenas de LPs importados em estado impecável, como o The Snake, do Harvey Mandel; vários álbuns do ótimo guitarrista Les Dudek; o I Stand Alone, do Al Kooper; o Platinum Jazz, do War; o Got My Own Bag, do Bo Didley, e todos os álbuns do Streetwalkers, a primeira banda do atual baterista do Iron Maiden, Nicko McBrain -, notei que havia algo em comum entre tais aquisições. A justificativa dos vendedores dos diferentes sebos para explicar os motivos de tais preciosidades estarem à venda para o tiozinho aqui foi uma só: “o cara deixou esses discos aí porque a mulher dele

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  • Bem, se você leu a primeira parte desta matéria (caso contrário, leia aqui), aqui eu escrevo as minhas impressões finais das outras apresentações que assiti...

    CAGE THE ELEPHANT
    O show deste grupo americano que faz um som fingindo que é inglês comprovou uma velha tese: tem gente que até soa bem em disco, mas em cima de um palco... O que nos álbuns funciona razoavelmente, ao vivo é de uma chatice atroz. Um sonzinho bem meia-boca, com o vocalista Matt Shultz entoando qualquer letra como se fosse a mesma e fazendo micagens – se jogando na plateia, escalando estruturas metálicas fora do palco – para desviar a atenção do som muito fraco de sua banda, que por sua vez tocou com um suingue idêntico ao de camelo preso em um bloco de cimento. Precisa ser muito lesado para se divertir com um troço destes...

    DISCLOSURE
    Mais um exemplo de picaretagem explícita. Este duo inglês subiu ao palco com showzinho bem mequetrefe, totalmente feito com playbacks e com canções eletrônicas tão empolgantes

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  • Como vocês já devem saber, o tio Regis aqui não tem mais o menor saco de encarar longas maratonas em festivais. Sempre que possível, procuro acompanhar estes eventos do melhor lugar do mundo – o amplo e confortável sofá de meu apartamento, com boa companhia, petiscos e bebidas diversas. Dá para assistir numa boa, sem empurrões, sem gente suada e fedorenta esbarrando em você e sem ter que brigar feio com a pessoa postada à sua frente, que teima em assistir ao show inteiro pelo visor de seu celular. Quando soube então que a edição brasileira do Lollapalooza 2014 iria rolar no autódromo de Interlagos, em São Paulo, com palcos separados por quilômetros entre si, nem pensei duas vezes.

    Atendendo aos sempre gentis pedidos de meus parcos leitores, trago aqui as impressões que tive ao assistir no conforto do meu lar a algumas apresentações. Aqui estão apenas algumas delas. Amanhã publicarei o restante. Ah, e não obedeci a qualquer ordem cronológica, já que isto não tem importância a esta

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  • Edison Machado foi um batera que botava pra quebrar!

    De tempos em tempos, tenho o salutar hábito de reunir alguns amigos em uma mesa de bar para discutir um único assunto: música. É uma daquelas reuniões quase exclusivamente masculinas, já que são poucas as mulheres que conheço que se armam de uma dose extra de paciência para discutir vários assuntos a respeito de um único tema. Quem convive com mulheres em mesa de bares sabe que elas são capazes de conversar 348 assuntos ao mesmo tempo, mudando de papo com uma rapidez absurdamente estonteante para quem tem muita testosterona na alma. Como elas conseguem isto? Para mim, ainda é um mistério...

    Voltando ao assunto deste espaço, tive anteontem uma divertida discussão com alguns amigos a respeito de música brasileira do passado. Instado a soltar ‘na lata’ um álbum brasileiro que tenha feito a minha cabeça, respondi de bate-pronto: Edison Machado é Samba Novo. A resposta causou surpresa na mesa inteira...

    Para quem não sabe, Edison Machado foi um dos maiores bateristas do mundo. Nem mesmo

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  • Atendendo a muito pedidos, trago aqui mais algumas cantoras que pouquíssima gente conhece, mas que fazem trabalhos consistentes e de ótima qualidade dentro da música pop. Não deixe que seu preconceito venha a inibir uma importante avaliação crítica mais sólida sobre a influência e o legado destas artistas.

    Vamos às meninas...

    LISA LOEB
    Já é hora de mais pessoas conhecerem as boas canções desta talentosa americana. Você só tem a ganhar ao tomar contato com a atitude totalmente despretensiosa de sua abordagem pop, sem a marra e a pose de mil rostinhos bonitos um milhão de vezes menos competentes. Veja como ela faz bonito ao vivo com a ótima “No Fairy Tale”:

    KATHLEEN EDWARDS
    É quase impossível não sentir certo entusiasmo com as canções desta canadense. A impressão que tenho é que ela compõe dentro de um trailer estacionado em um universo cheio de cigarros, uísque e estradas sem fim. Ouça uma pequena maravilha como “Back to Me” e renove suas esperanças de que há vida inteligente no pop:

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  • Lenny Kravitz tem uma importância que poucos reconhecem

    Tem alguns artistas que lamentavelmente sofrem do pior tipo de preconceito que o público pode ter em relação ao show business: a execrável “Síndrome do Não Ouvi e Detestei”. Prince e Justin Timberlake, entre tantos outros, fazem trabalhos dignos dentro do cenário pop, mas são frequentemente massacrados por hordas de surdos ineptos, que julgam seus discos sem sequer ter a decência de ouvi-los.

    Um dos caras que mais sofre este tipo de descaso preconceituoso é Lenny Kravitz. Ele surgiu no final dos anos 80 levando como bandeira algo até então impensado naqueles tempos: voltar a fazer a velha mistura de rock, funk e soul, mas com a valorização dos timbres dos anos 60 e 70.

    Foi a época de Let Love Rule (1989) e Mama Said (1991), os dois primeiros álbuns em que Kravitz encarnou uma espécie de “rebelde sônico”, nos quais pregou a volta a uma sonoridade completamente analógica, antagônica à precisão ordeira e obediente da tecnologia digital. Não dá para esquecer belas canções como “It Ain’t

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