Delegados da PF vão à Brasília pedir favores a Eduardo Cunha. Significa?

Claudio Tognolli

Veja a foto:  delegados-gerais de polícia de todo o Brasil, superintendentes da Polícia Federal, de todo o Brasil, e até o diretor da PF,  Leandro Daiello Coimbra 

Está ali até o delegado Edson Moreira, notabilizado no caso Eliza Samudio ( a do goleiro Bruno), e que virou deputado deputado federal em 2014.

Foram fazer lobby, grupo de pressão. 

Foram pedir um favor a Eduardo Cunha, na tarde desta quarta-feira.

Querem barrar o Ciclo Completo, querem barrar uma PEC, Proposta de Emenda Constitucional. Querem impedir, agora, que agentes de polícia civil e policiais rodoviários federais toquem inquéritos sem a presença de um delegado de polícia.

O Congresso Nacional Brasileiro, representado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, está pretendendo por meio de uma Emenda a Constituição Federal de 1988 unificar nos Estados e no Distrito Federal os órgãos policiais para criar a Polícia do Estado, que será responsável pela segurança pública nestas Unidades Federativas. Essa é a explicação burocrática do que é o Ciclo Completo.

Bem: note que os delegados da PF, em plena eleição presidencial, foram à Dilma, (conforme este blog antecipou), obter vantagens.

O veneno das eleições está oficialmente retomado.

Dilma estava fragilizada e delegados foram a ela, nas eleições.

Cunha está fragilizado: delegados foram a ele, em plena Lava Jato

Como pode: autoridades como o diretor da PF, Leandro Daiello, vão pedir favor ao deputado Cunha, o parlamentar hoje mais investigado pela mesma Polícia Federal? 

Pode isso, Arnaldo? 

Só no Brasil.

Diz algo, não?