Lobista Hamylton Pinheiro Padilha: o homem-bomba da conexão África está abrindo a boca

No final de março passado, este blog noticiou que o Fator África (perdão das dívidas africanas pelos governos do PT) iria entrar no foco da Operação Lava Jato. Confira:

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/perdao-da-divida-africana-entra-nas-investigacoes-181719778.html

Em 19 de junho, também noticiamos que, naquele dia, estava sendo preso o executivo que havia levado Lula a África, e lhe patrocinado as passagens:

https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/entre-os-presos-da-odebrecht-esta-executivo-que-124920684.html

Agora o foco é outro: o lobista Hamylton Pinheiro Padilha Junior. É sobre ele que o país deve agora se voltar os olhos.

Vamos lá: nesta sexta-feira o Ministério Público Federal apresentou as alegações finais e reforçou o pedido de condenação contra Jorge Luiz Zelada, ex-diretor, e de Eduardo Musa, ex-gerente da área Internacional da Petrobras.

Zelada e Musa tinham seus garotos prediletos para negócios: o lobista Hamylton Pinheiro Padilha Junior e o operador João Augusto Rezende Henriques. Ambos teriam entesourado US$ 31 milhões, em pixulecos, para operar ilicitudes no frete de navios-sonda. Hamyltom é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Detalhe: Padilha e Musa fecharam acordo de delação premiada. E respondem ao processo em liberdade.

Vejam como o futuro de Lula pode estar no que Hamyltom Padilha vier a contar: em 19 de abril de 2008 Lula desembarcou em Acra, capital de Gana, para uma das 28 visitas diplomáticas à África dos seus oito anos no poder.

Em Gana, o presidente Lula falou grosso: criticou a indústria do petróleo. Defendeu demencialmente investimentos em biocombustíveis no país, com a ajuda do Brasil. Mas os negócios em Gana resultaram inúteis. Nada vingou.

O governo do PT não desistiu. A Petrobras buscava um sócio agressivo para lhe fazer parceria nessas assertivas africanas. O lance era criar uma super-mega-hiper autarquia chamada Petroáfrica.

Sabem quem o PT escolheu para a parada? O grupo BTG Pactual, do banqueiro André Esteves –preso pela Lava Jato esta semana.

Sabem quem o preso André Esteves contratou para levar a frente a parada africana? O lobista Hamylton Padilha, que já havia operado lobby para que a Petrobras contratasse um navio-sonda da Vantage Drilling, por US$ 1,6 bilhão, em 2009. Esse lance rendeu US$ 10 milhões em comissão, boa parte drenada em pixulecos para deputados do PMDB.

A Petroafrica funciona: em junho do ano passado, a Petrobras se uniu ao BTG, para tratar de operações na Nigéria. O BTG desembolsou US$ 1,5 bilhão como sua parte no negócio.

O lobista Hamylton Pinheiro Padilha, que está em regime de delação premiada, vai contar tudo o que sabe desde Lula, no esquema africano.

O lobista Hamylton Pinheiro Padilha vai contar tudo do banqueiro André Esteves.

O lobista Hamylton Pinheiro Padilha vai contar tudo de Dilma na África.

É pelo lobista Hamylton Pinheiro Padilha que o Brasil vai ver quem é quem.

Ele é nosso homem-bomba

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