Procuradoria Eleitoral de SP barrou 90% de pedidos de respostas de políticos: quem mais pediu foi Alckmin

Segue a nota divulgada pela Procuradoria Regional Eleitoral de SP:

PRE-SP manifesta-se a favor da liberdade de expressão e contra 90% dos pedidos de direito de resposta dos candidatos

O maior número de pedidos foi de Alckmin, 38, seguido de Skaf, 30, e de Padilha, 4; o governador eleito foi acionado 34 vezes, Skaf, 16 e Padilha, 18

Durante a campanha eleitoral deste ano em São Paulo, a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE-SP) manifestou-se favorável ao direito de resposta em apenas dez casos, num total de 91 representações ajuizadas por candidatos contra eventuais ofensores. O governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) e sua coligação “Aqui é São Paulo” lideraram o número de pedidos de resposta, 38. Em seguida, vêm os candidatos derrotados Paulo Antônio Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (4) e suas coligações.

O procurador regional eleitoral em São Paulo, André de Carvalho Ramos, defende uma postura menos controladora por parte dos candidatos. “O eleitor e a democracia ganham com o choque de ideias e confronto político, não podendo ser permitido que os candidatos utilizem o direito de resposta para obter uma intervenção maximalista da Justiça Eleitoral na campanha”, afirma.

O TRE-SP seguiu o mesmo entendimento e, de todos os 79 casos em que a PRE-SP manifestou-se pela não concessão do direito de resposta, em apenas oito, o Tribunal decidiu em sentido contrário, entendendo pela sua concessão.

De acordo com levantamento feito pela PRE-SP, Alckmin também aparece em primeiro lugar como suposto “ofensor”. A Procuradoria manifestou-se em 34 pedidos de direito de resposta à propaganda eleitoral do governador eleito. Padilha vem em seguida, 18, seguido de Skaf, 16.

Grande parte das representações teve origem na propaganda eleitoral veiculada na televisão (62%). Em seguida vem o rádio, com 24. A internet, embora tenha sido o grande palco das discussões nesta campanha eleitoral, foi responsável por apenas 6 representações, sendo que o principal pedido quanto às redes sociais foi apenas para retirada do conteúdo supostamente agressivo.

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