Saiba como evitar o mau cheiro das axilas

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Simples mudanças na rotina podem amenizar este incomodo. Entenda por que isso acontece e como a depilação pode ajudar

Muito mais comum do que se imagina, a transpiração excessiva pode ser desencadeada por fatores de ordem prática, psicológica ou orgânica. A dermatologista Camila Jorge Mackellen esclarece as principais dúvidas sobre o assunto.

Em primeiro lugar, por que transpiramos e o que influencia nisso?
A pele é responsável por estabelecer o limite entre o nosso corpo e o meio externo. Entre as diversas funções vitais que ela exerce está a regulação térmica: a transpiração é um processo natural do organismo que equilibra a temperatura do corpo.

A intensidade varia de pessoa para pessoa e depende de vários fatores; essencialmente podemos citar: sexo, alimentação, hidratação corporal, idade e número de glândulas sudoríparas em atividade. Portanto, é uma característica bem pessoal mesmo. Mas outras questões também podem interferir no volume de sudorese como, por exemplo, a menopausa, distúrbios na tireoide e até mesmo situações factuais marcadas por ansiedade e estresse.

A alimentação influencia no cheiro do suor?
Sim, mas de forma provisória. Essa influência pode ser percebida durante o processo de metabolização do alimento até a eliminação dele pelo organismo. Dietas com grandes quantidades de proteínas tendem a alterar os odores corporais. Mas, sem dúvida, alimentos ricos em enxofre, como o alho e a cebola, são os maiores responsáveis por darem ao suor um cheiro mais intenso.

A depilação pode ajudar a reduzir o suor?
A depilação não influencia na produção do suor. Mas a pele lisa favorece sua evaporação bem como facilita a absorção do desodorante. É nesse sentido que a depilação pode ser uma aliada.

E no caso dos odores? A depilação pode ajudar homens e mulheres?
É importante frisar que o odor não está necessariamente ligado ao excesso de transpiração. E, sim, à presença de bactérias. Nesse cenário a depilação entra como procedimento chave: naturalmente os pelos retêm umidade, criando um cenário propício à proliferação de fungos e de bactérias. Eliminá-los, portanto, diminuem as chances de odor.

As mulheres tendem a notar essa diferença, sobretudo na virilha e nas axilas. Os homens, para amenizar eventuais desconfortos nessas regiões podem aparar os pelos com uma tesoura. Em ambos os casos, é válido associar o uso de um sabonete antifúngico e antibactericida.

Quem está acima do peso transpira mais?
A gordura é um isolante térmico, portanto, o indivíduo com sobrepeso tende a transpirar de modo mais acentuado. Mas a intensidade dependerá de vários fatores, inclusive da saúde hormonal. É muito importante frisar o cuidado com as assaduras nas dobrinhas do corpo e nas zonas de atrito, como entre as coxas. Essas regiões devem ser previamente protegidas nos dias quentes e antes da prática de exercícios físicos.

O talco infantil tem formulação neutra, não agride peles mais sensíveis e ajuda a manter a pele seca - isso é importante, pois a pele úmida se torna foco para proliferação de bactérias e fungos. Ainda assim, em caso de ardência e vermelhidões, pomadas à base de óxido de zinco ajudam a recuperar a saúde da cútis.

As roupas influenciam na transpiração?
Consideravelmente. Tecidos grossos, pesados e sintéticos, como o elastano e a elanca dificultam a transpiração do organismo. Nos dias mais quentes, sugiro o uso de roupas confeccionadas à base de fibras de naturais, como o algodão, por exemplo. Cores claras e modelagens confortáveis, então, melhor ainda. Não absorvem o calor e favorecem a ventilação da pele.

Quais são os sinais que denunciam que transpiramos em excesso?
Nesse caso, estamos falando da hiperidrose localizada – popularmente chamada de “suor-frio”- ou seja, o excesso de suor produzido, sobretudo, nas axilas, palmas das mãos, testa e plantas dos pés. Isso varia conforme a predisposição orgânica. Esse quadro é essencialmente desencadeado pela hiperatividade das glândulas sudoríparas e podem se manifestar já na infância ou na adolescência. Não se trata de uma doença, mas de fato causa desconforto e, muitas vezes, constrangimento aos pacientes e, por isso, pede tratamento médico. Felizmente, há opções para controlar essa intensa produção de suor. Entre os mais efetivos, cito as aplicações regulares de toxina botulínica nas áreas afetadas.