Marketing Multinível ou golpe multimilionário?

A nova onda do momento é o marketing multinível piramidal. Um conceito nascido no Egito Antigo, época em que o faraó e seus asseclas descansavam na cobertura da pirâmide, enquanto o povão da base os sustentava com muita devoção.

O esquema é muito simples: você fica rico sem sair de casa, vendendo produtos que nunca viu, através de alguns cliques no mouse. Sim, poucos sabem, mas é possível ganhar dinheiro sem trabalhar nesse novo setor que vem revolucionando a economia brasileira.

Você só precisa escolher uma das inúmeras pirâmides do mercado e oferecer uma pequena entrada financeira para o faraó local. A partir daí, a única coisa que o "associado/divulgador" precisa fazer é atrair mais vítimas, ou melhor, mais "empreendedores" para a base da pirâmide e assim alimentar o topo.

Os mais cricris têm espalhado que tudo não passa da famosa Pirâmide de Ponzi, um golpe bastante antigo e conhecido dos brasileiros.

Contaminado pela boataria, o Ministério Público desconfiou e mandou bloquear os bens da Telexfree e BBOM, as líderes do mercado, levando milhares de pessoas a perderem seus investimentos.

Mesmo depois de tudo isso, prefiro não acreditar nessas acusações. Porque não é possível que pessoas tão gabaritadas arriscariam suas carreiras divulgando empresas corruptas. A lista de personalidades que deram espaço para as pirâmides é extensa. Alguns até se tornaram garotos-propaganda:

- Celsos de Freitas (jornalista)
- Raul Gil, Amaury Jr, Ratinho (apresentadores)
- Sandro Rocha (ator)
- Belo e Margareth Menezes (cantores)

Sem falar na Rede Globo, que aceitou propaganda da BBOM no intervalo do Fantástico e Jornal Nacional, legitimando ainda mais o negócio. A emissora jamais usaria a concessão pública pra vender espaço do horário nobre para quem pratica esse tipo de crime contra a economia popular.

Ou será que estou sendo muito ingênuo, gente?

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