Mente Aberta

Não é fla-flu

Polarizar para quê? Tá certo, funciona no futebol. Se sou corintiana, nunca serei palmeirense. Se torço para o Botafogo nunca gritarei Vasco. Se morro pelo Coxa não vou viver pelo Atlético. Se você é Sport não vai rezar pelo Santa Cruz. E segue a rivalidade.

Mas, longe dos gramados, as relações raramente são preto no branco, tiro e queda, ferro e fogo. Será que aquela ideia do colega com quem não simpatizo é tão esdrúxula assim? Será que o senão ouvido precisa ser respondido com a minha cara mais feia?

É claro que posso amar os animais sem odiar a humanidade. Posso encontrar swing no Michel Teló e ser fã do Zeca Baleiro. Posso adorar Machado de Assis e ler livros de autoajuda. Na minha parede, penduro uma reprodução do Picasso ao lado de uma estampa do São João do Carneirinho. Por que não?

Em que árvore está escrito que aqueles que discordam são inimigos? Ninguém concorda 100% com ninguém. Por um segundo, imaginemos um mundo de concordantes. Seria parecido a pôr açúcar no feijão e sal no cafezinho. Uma sem gracisse fatal!

Açúcar e sal são bons exemplos de elementos antagônicos que a gente usa conforme a ocasião. Tá certo, você não precisa gostar de todos, seria muito chato. Mas a gente pode ouvir os que pensam pela rua paralela à avenida da nossa mente.

Podemos ser parceiros em um projeto e concorrentes em um outro. Não preciso aceitar a totalidade das suas opiniões, mas posso fechar com muitas delas. E vice-versa. Voamos na direção deste horizonte: onde a flexibilidade fincará sua verdade, e o fundamentalismo perderá o sentido.

Um mundo mais próximo da teoria da relatividade do Einstein, e mais distante da hegemonia de pensamento que tenta silenciar ou desautorizar os que pensam fora da caixa. Aqueles que ainda põem fé no diálogo e na negociação.

Isso não quer dizer que você não tenha opiniões firmes e princípios inegociáveis. Mas quer dizer que você acredita numa boa conversa. Você procura pontos comuns. Mesmo que no estádio você seja Grêmio e eu, Internacional.

* Foto: cartaz de peça teatral do Festival de Avignon, por Régine Ferrandis.

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Fernanda Pompeu

Cronista nas horas vagas e de trabalho. Melhor dito, uma webcronista. No blog Mente Aberta, do espaço "Inspire-se", ela procura incentivar os leitores a pensarem e agirem fora das caixinhas. Isso porque inspiração, criatividade, insights e respeito às diferenças precisam de oxigênio para prosperarem.

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