Na Mira do Regis
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    E como hoje é sexta-feira, as indicações do tiozinho aqui estão bem “supimpas” e muito variadas em termos de astral, como você verá a seguir. Prepare-se para uma verdadeira “montanha russa” de sensações diferentes…

    Vou começar arrasando com esta espetacular apresentação para a TV belga de um de meus grupos favoritos, o Van der Graaf Generator, sempre liderado pelo esquisito e genial vocalista/guitarrista/pianista Peter Hammill, aqui concentrado em nos assombrar com sua voz fantasmagórica e letras assustadoramente brilhantes. A gravação foi feita em 1972 e traz o grupo tocando uma de suas obras primas, “A Plague of Lighthouse Keepers”, com mais de 24 minutos de tensão musical. Simplesmente sublime!

    Depois, uma dica especial para quem, como eu, adora a série The Walking Dead e ficou absolutamente chapado quando ouviu uma das canções incluídas na trilha sonora, a inacreditável “Blackbird Song”, uma das coisas mais lindas que ouvi até os dias de hoje. Trata-se de uma apresentação ao vivo

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  • PITTY

    21 - Opinião - Porto Alegre

    Show da cantora e de sua boa banda só é relevante para quem tem menos de dezessete anos. Daí pra cima é coisa de gente que se recusa a crescer. Sim, eu sei que ela está lançando um novo disco, Setevidas, um álbum bem mais maduro, mas a minha opinião continua valendo em relação aos seus fãs. Deu para entender?

    AMADO BATISTA

    21 - Teatro Positivo – Curitiba

    Primeiro: este cara foi – e provavelmente ainda é – o maior vendedor de discos da história da música brasileira. Roberto Carlos? Nem chegou perto das vendas que o maior representante da música brega/romântica deste país obteve ao longo da carreira, um fato não divulgado por um misto de preconceito contra os nordestinos e estratégias de marketing das gravadoras aqui no Sudeste. Posto isto, os shows de Amado Batista são tão simples quanto as canções que ele apresenta. Agora, é algo que não pode ser levado a sério…

    BLUES ETÍLICOS

    21 - Teatro Rival Petrobrás - Rio de Janeiro

    Uma dos bons nomes da cena blues/rock

    Saiba mais »de “É Show ou é Fria”: quarta semana de maio (21 a 27)
  • Sábado passado completaram-se cinco anos da partida de um dos vocalistas mais carismáticos e espetaculares que o rock and roll já conheceu. E não estranhe porque não escrevi “heavy metal”, porque Ronnie James Dio foi muito mais que uma figura imediatamente identificada a este estilo.

    Confesso que não deixei isto muito bem claro quando escrevi um texto anos atrás a respeito de como o baixinho invocado e gentil ao mesmo tempo foi uma figura importante durante a minha adolescência e juventude - você pode ler a homenagem que fiz a ele aqui. Por isto, resolvi homenagear o cara mais uma vez justamente mostrando algumas facetas da carreira dele que pouca gente conhece…

    Para começar, é preciso que você saiba que Dio começou a carreira muito mais cedo do que você imagina. Que tal descobrir que ele, em 1958, já tinha lançado um compacto com a sua banda Ronnie and the Redcaps, na qual era o… baixista? Ouça estas raríssimas gravações deste registro, a instrumental “Conquest” – nitidamente

    Saiba mais »de Cinco anos depois de sua morte, conheça um Ronnie James Dio que quase ninguém ouviu
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    Lembro bem da ojeriza que Bob Dylan causava nos roqueiros mais radicais na primeira metade dos anos 70. Sei disto porque eu mesmo fui um deles. Moleque que era, não conseguia entender porque gostavam tanto de um cara que, aparentemente, cantava com o se estivesse o tempo todo gripado. Demorei muito para entender que aquilo fazia parte da história de uma longa tradição de trovadores do folk que vinha desde muitos antes do tempo em que meus pais não eram nem namorados.

    Meu preconceito em relação a ele e sua música caíram por terra não com “Like a Rolling Stone”, que vim a conhecer somente em 1977. Lembre-se que eram tempos em que não havia internet e toda informação musical que tínhamos naquela época vinha das rádios e TVs, além dos discos que cavávamos nas prateleiras das lojas. Minha resistência a Dylan desmoronou em 1976 quando ouvi “Hurricane”, a faixa de abertura do ótimo Desire, lançado naquele mesmo ano, tocando em quase todas as rádios AM – não havia FM naqueles tempos remotos.

    Saiba mais »de Os 40 anos de uma obra prima de Bob Dylan: “Blood on the Tracks”
  • E como hoje é sexta, as dicas do Tio Regis para este final de semana é um “biscoito fino” para você, que é um leitor inteligente destas mal traçadas linhas, entender a música brasileira em sua história. Os três vídeos estão em inglês e com depoimentos em português, mas isto não será uma dificuldade para quem tem vontade de aprender e compreender todas as nuances das nossas sonoridades.

    Agora, se você for um daqueles leitores bem burrinhos, que não tem a menor vergonha de exibir a sua estupidez nos comentários de cada texto que escrevo, fique à vontade para continuar a bancar o idiota publicamente ou vá brincar com suas caixas de lápis de cor e um bom livro para colorir…

    Hoje você vai assistir aqui a um ótimo filme da BBC londrina, Brasil Brasil, dividido em três episódios partes – “Do Samba à Bossa”, “Revolução Tropicália” e “Um conto de quatro cidades” -, no qual a história da música brasileira é contada em detalhes interessantíssimos, que eu aposto que você nunca havia pensado neles. O

    Saiba mais »de As dicas do Tio Regis para você entender melhor a música do Brasil
  • RAIMUNDOS

    14 - Opinião - Porto Alegre

    Contra quase todos os prognósticos, o grupo segue firme e fazendo bons shows, em que o clima de animação adolescente e porra-louca continua intacto. É claro que é um show para quem tem idade mental inferior a 15 anos, mas isto está longe de ser defeito para quem faz este tipo de som…

    FALAMANSA

    14 – Canto da Ema – São Paulo

    Um veterano sanfoneiro razoável + garotos bonitinhos que não sabem nada de forró + músicas horríveis = Falamansa. Sempre foi, ainda é e sempre será isto. Nada mais a declarar.

    BIG GILSON

    14 - SESC Catanduva - Catanduva (SP)

    16 - SESC Birigui – Birigui (SP)

    Esta é uma boa ocasião para se assistir a um dos mais talentosos guitarristas da música brasileira. Fundador de um dos grupos de blues/rock mais legais do País – o finado Big Allanbik -, este carioca domina completamente a linguagem do estilo e ainda traz de quebra excelentes composições. Estará lançando seu novo álbum solo, Aqui Pra Vocês, em que canta pela primeira vez em português, e

    Saiba mais »de “É Show ou é Fria”: terceira semana de maio (14 a 20)
  • Confesso que ando um pouco apreensivo com o descaso com que as novas gerações tratam a música brasileira do passado.

    Tive esta sensação quando, semanas atrás, fui convidado para gravar um depoimento para um trabalho de “TCC” de alguns alunos de uma faculdade aqui de São Paulo a respeito de “música brasileira”. Quando citei a quase simbiose entre o samba e o jazz na década de 60, a turma ficou desconcertada. Olharam para mim como se eu tivesse dito algo completamente fora desta galáxia.

    Ainda vou escrever mais a respeito deste assunto. Por hora, trago aqui dois discos essenciais para quem tem vontade de entender esta relação existente entre dois gêneros aparentemente tão diferentes. Considere isto como uma “introdução ao assunto”.

    Detalhe: estes álbuns foram relançados em edições remasterizadas pelo incansável pesquisador Charles Gavin – sim, ele mesmo, o ex-baterista dos Titãs -, que teve a iniciativa e o imenso trabalho em “desencavar” estas preciosidades dos ricos e criminosamente

    Saiba mais »de Dois ótimos exemplos da união entre o samba e o jazz
  • Tenho que confessar que, deliberadamente, deixei de escrever a respeito da morte de Ben E. King quando ela ocorreu, semana passada. Fiquei cismado em pensar que estava transformando este espaço em uma sessão de obituários, tamanha é a quantidade de grandes artistas que vem falecendo de um ano para cá. Cheguei mesmo ao ponto de escrever homenagens em vida para aqueles que estão muito, mas muito adoecidos – você pode ler os textos que escrevi a respeito de Lemmy e B.B. King aqui e aqui, respectivamente.

    Não pense que tal atitude tenha sido um desrespeito á memória do homem que se tornou mundialmente conhecido por causa de uma única canção, “Stand by Me”, lançada originalmente em 1961. Nada disto! Eu quis apenas fazer com que este espaço desse uma “respirada” no meio de tantos falecimentos dolorosos para os fãs, mesmo sabendo que, no caso de King, a quantidade de admiradores que sabem que ele foi muito mais que um “cantor de uma música só” daria para lotar apenas uma Kombi.

    Pensando bem,

    Saiba mais »de Ben E. King foi muito além de “Stand by Me”
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    E lá vamos nós com as tracionais dicas para que você tenha um fim de semana mais interessante.

    Para começar tudo da maneira mais animada possível, que tal chacoalhar o esqueleto junto com um dos videoclipes mais “alto astral” dos últimos tempos? Tente ficar parado com o genial Brian Setzer em “Let’s Shake”, que faz parte de seu mais recente álbum, Rockabilly Riot! All Original:

    Na sequência, trago duas bandas famosíssimas em seus primeiros tempos na carreira profissional, ambas com um visual bem diferente daquilo que marca a nossa memória e já com um som sensacional. Primeiro, o Black Sabbath em 1970, tocando “War Pigs” ao vivo, ao ar livre e durante o dia, e “Iron Man” em um ringue de boxe, tudo dentro de um documentário da TV alemã da época recentemente descoberto. Depois, o Judas Priest se apresentando em 1974 no tradicional programa britânico Old Grey Whistle Test, mostrando uma canção até então inédita, “Dream Deceiver”, que seria incluída no maravilhoso álbum Sad Wings of Destiny

    Saiba mais »de Dicas do Tio Regis para um final de semana feliz
  • VERONICA FERRIANI  

    7 - SESC Santos - Santos (SP)

    Ótima cantora da nova safra da MPB, ela vai mostrar porque seu trabalho é um dos mais consistentes da atualidade, seja com as canções extraídas de seu mais recente disco, o bom Porque a Boca fala Aquilo que o Coração Tá Cheio, seja com as belas músicas de seus trabalhos anteriores. Você vai sair deste show com as esperanças renovadas a respeito da qualidade da música brasileira feita nos dias de hoje.

    LUCAS SANTTANA

    7 - SESC Pompéia - São Paulo

    Lançando em vinil seu mais recente álbum, Sobre Noites e Dias, este cantor, compositor e multiinstrumentista precisa mostrar que corrigiu seu mais grave erro: não reproduzir as boas sonoridades de seus discos quando sobe ao palco, principalmente no que se refere aos vocais, quase sempre cobertos de desafinações. Se estiver com uma boa banda de apoio, seu som pode crescer, mas aí quem tem que torcer muito para que isto aconteça é a plateia. Arrisque.

    A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE

    7 - SESC Birigui –

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Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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