Na Mira do Regis
  • Como de praxe, o tiozinho aqui traz algumas coisasbacanas para você assistir no final de semana e se divertir um pouco mais, enquantopensa mais profundamente a respeito do que anda acontecendo no Brasil.

    Para começar, veja o que acontece quando se bota crianças para estudar música com seriedade, com apoio da sociedade e do próprio governo. É o caso da The Louisville Leopard Percussionists, uma espécie de ONG Americana localizada na cidade de Louisville, no Estado de Kentucky, que oferece cursos de Música como atividade extracurricular para crianças de sete a doze anos, que aprendem a tocar não apenas um, mas vários instrumentos de percussão. Veja o espetacular resultado disto neste medley de canções do Led Zeppelin tocado pela meninada. Depois, olhe para seu filho que pensa que é ‘funkeiro’ e para a sua filha que já aprendeu a rebolar. Reflita…

    Depois, assista a esta emocionante lição de vida retratada no ótimo documentário The Punk Syndrome, estrelada por uma banda finlandesa de punk,

    Saiba mais »de Tio Regis vai fazer você se divertir - e refletir - neste final de semana
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    “Grafite físico”. O quesignificava o título de um surpreendente álbum duplo de uma de minhas bandas favoritas em 1975? Nunca havia entendido o motivo que levou o Led Zeppelin a batizar seu então novo disco desta forma. Até que, recentemente, quando finalmente tomei contato com todos os detalhes da minuciosa história da banda que sempre foi liderada pelo Jimmy Page, saquei o real sentido do termo.

    O tal “grafite físico” nada mais era do que a própria música que a banda havia feito até então, só que carregada de todo o suor, dor, alegria, tristeza e até mesmo o sangue que cada um dos quatro integrantes teve que derramar e viver àquela altura. Uma situação que iria piorar muito nos anos seguintes com as consequentes tragédias que se abateram sobre o grupo, como o falecimento do filho de Robert Plant e a estúpida morte de John Bonham.

    Foram castigos demasiadamente pesados para quem tratava todos ao seu redor com desdém e até mesmo violência – no caso de Bonham, que costumava espancar roadies

    Saiba mais »de Os 40 anos do sensacional "Physical Graffiti", do Led Zeppelin
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    Jamais tive algum prazer em ouvir um disco de Chitãozinho & Xororó. Mesmo quando comecei a ter um tímido interessante pela música sertaneja, minhas atenções sempre se voltaram para duplas que tinham um apelo instrumental e poético mais rústico e genuíno, como Pena Branca & Xavantinho e Ronaldo Viola & João Carvalho. Ao mesmo tempo, não dá para negar que a trajetória dos dois irmãos seja um capítulo bem interessante da música brasileira desde que a dupla lançou seu primeiro álbum, Galopeira, em 1970. “Interessante” no sentido de entender o que levou a dupla – e quase todos os seus colegascontemporâneos – a abandonar as raízes verdadeiramente sertanejas e adentrar a um universo romântico piegas, primário e sem qualquer traço poético.

    Suas canções deixaram de retratar a nobreza poética da vida no campo e tentaram acompanhar o romantismo débil mental que se instalou no Brasil a partir do momento em que o governo Collor passou a usar os artistas em proveito próprio em termos de marketing

    Saiba mais »de Chitãozinho & Xororó finalmente mandam bem em surpreendente disco com canções de Tom Jobim
  • MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU

    24 – Praia de Ipanema – Rio de Janeiro

    Estabanda de Brasília tem na animação de seu repertório um dos grandes trunfos paratransformar suas apresentações em festas celebratórias de ska e rock com pitadas de MPB. Mesmo que o vocalista André Gonzalez seja meio inconstante no quesito “afinação”, quem sabe você dá sorte e assiste a um bom show que lhe traga um sorriso no rosto? Basta apenas que seu gosto musical seja pouco exigente…

    BANDA MANTIQUEIRA

    24 - Tom Jazz - São Paulo

    Pode ter certeza de que a volta deste grupo, fundado em 1991 pelo clarinetista Nailor Proveta e que passou muito tempo desativado nos últimos anos, vai ser uma agradável surpresa em todos os sentidos. Não apenas pela excelência musical de cada integrante, mas principalmente pela abordagem “big band” que os caras fazem para composições de Tom Jobim, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e Moacir Santos. E ainda contando com a presença da ótima cantora Rosa Passos? Sonzaço!

    ELZA SOARES

    25 - Theatro NET - São

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  • Tio Regis vai curar sua ressaca pós-Carnaval

    E aí? Já passou a ressaca do Carnaval? Ainda está meio desanimado por ter voltado a trabalhar anteontem? Não se preocupe. O tio Regis vai te mostrar, como já é tradição às sextas, alguns lances bem bacanas para deixar o seu final de semana mais interessante e fazer com que você encare a próxima semana com alguns assuntos para debater com seus amigos do trabalho na hora do almoço.

    Vamos começar com uma raríssima aparição do Pink Floyd na TV francesa em 1968, logo depois de Syd Barrett ter pirado de vez. Aqui os caras aparecem tocando ao vivo, para valer, quatro canções: “Astronomy Domine”, “Flaming”, “Set the Controls for the Heart of the Sun” e “Let There Be More Light”. Que viagem no tempo!

    Pouca gente aqui no Brasil teve a oportunidade de ver a versão completamente sem censura do espetacular vídeo da canção “Blow Your Trumpets Gabriel”, do Behemoth, o grande hit do extraordinário álbum que a banda polonesa lançou no ano passado, The Satanist. Bem, o tio Regis aqui achou e mostra para

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  • Os 40 anos de "Fly by Night", do Rush

    Não era fácil ser roqueiro na primeira metade dos anos 70. Na verdade, creio que nunca foi. Antes, ficando à margem da sociedade careta, tratado muitas vezes como um pária, a quem só se dirigiam palavras discriminatórias e olhares de reprovação; hoje, sendo alvo de chacota por parte de gente mais “mudéeerrnna”, antenada com as últimas novidades, que acha lamentável que ainda existam pessoas que gostem de Slade e Status Quo com tanta “coisa bacana” rolando nos programas da Regina Casé e do Luciano Hulk. Entendo perfeitamente o que sente um moleque roqueiro de 15 anos de idade no meio de uma escola repleta de gente “nada a ver”. Afinal de contas, eu também já fui um deles.

    Um pouco deste sentimento me veio à cabeça quando me toquei que fevereiro marca o 40º aniversário de um dos álbuns mais incríveis e surpreendentes que tive o prazer de ouvir e carregar comigo a vida inteira.

    Em 1975, meus quinze anos de idade já tinham sido literalmente abalroados por uma série de álbuns antológicos –

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    Domingo passado, ele morreu aos 87 anos. Lamentei a sua morte, assim como fiz ao ler as notícias a respeito disto. Compositor dos melhores dentro do “universo caipira”, Zé do Rancho – cujo nome de batismo era João Izidoro Pereira - não merecia ser lembrado apenas como o “avô da Sandy e do Júnior”. Um artista de sua importância foi muito mais do que isto.

    Infelizmente, os detalhes de sua brilhante trajetória ficaram esquecidos em um País que costuma ignorar os artistas do passado. Seu legado é solenemente ignorado por quem vive às custas deste pavoroso “sertanejo universitário” que empesteia o espaço vazio existente dentro da calota craniana das plateias que só prestam atenção em Camaros amarelos e em “tetereretetês”.

    Zé do Rancho,ao lado de seus dois grande parceiro, ambos conhecidos artisticamente como “Zé do Pinho”, com quem formou uma das mais antigas e longevas duplas sertanejas do Brasil, foi um exemplo de como era possível trazer o sentimento do campo para as grandes cidades por

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  • Bem, o carnaval começa oficialmente hoje à noite e sei que você está desesperado para fugir disto nos próximos dias.

    Como o Tio Regis aqui é muito gente fina, vou providenciar para que você conseguia atravessar este período ridículo assistindo a documentários sensacionais. Além de passar longe das transmissões de desfiles, bailes, blocos e outros momentos de “verginha alheia” em grau máximo, você terá muito assunto para discutir com sua família e amigos pelas próximas semanas.

    Os documentários estão em inglês, o que é um estímulo a mais para quem não domina a língua começar a aprender. Para quem já conhece, é um prato cheio, já que as histórias e personagens são sensacionais. Nem irei comentar nada a respeito deles. Confie no gosto do tio aqui e deleite-se!

    Voltarei a escrever aqui na próxima quarta-feira. Até lá e divirta-se!

    Saiba mais »de Tio Regis traz documentários para você esquecer o Carnaval nos próximos dias
  • (Foto: AFP)(Foto: AFP)

    Muita gente andou pedindo para que eu tecesse algumas considerações a respeito desta festa que, hoje, se transformou em: 1) desfiles de escolas de samba que mais parecem espetáculos breguíssimos de uma Broadway falsificada; 2) micaretas patéticas formada por gente que paga R$ 1 mil por um abada, mas que está com a prestação do carro atrasada; 3) pseudoartistas posando com falsa felicidade para revistas que vendem um mundo que não existe; 4) blocos de rua com gente mijando nas ruas e nos jardins das casas, enquanto bebem e brigam como se não houvesse um amanhã; 5) um tsunami interminável de músicas horríveis.

    Por isto, resolvi republicar um dos primeiros textos que escrevi aqui no Yahoo, uns seis anos atrás. Minha opinião não mudou uma vírgula sequer:

    Para esta semana, o pessoal do Yahoo! pediu para que eu escrevesse sobre o Carnaval. Não tenho a menor ideia de como você se refere a este evento, mas posso adiantar uma coisa: de minha parte, sinto um amargo gosto de derrota em minha

    Saiba mais »de Mais uma vez, temos um inferno chamado "carnaval"
  • Tinha prometido a mim mesmo que jamais voltaria a comentar qualquer premiação do Grammy. Com o passar dos anos, cheguei àconclusão que não valia mais a pena escrever as mesmas coisas de sempre: queeste tipo de espetáculo pouco engraçado e deprimente, um retrato fiel de uma indústriamusical ainda insiste em arrastar correntes por aí, tal qual uma alma penada em busca de algum tipo de redenção.


    “Tinha prometido”, porque hoje volto a abordar este assunto por conta da quantidade de gente que entrou em contato comigo por e-mail e, principalmente, pelas redes sociais, pedindo para que eu escrevesse algo a respeito do que aconteceu no último domingo.


    Não vou aqui detalhar tudo o que vi porque simplesmente não tive saco para aguentar uma transmissão de três horas e meia de um desfile de momentos constrangedores e de baixíssimo nível musical/artístico como um todo. Para piorar, o clima de “marmelada” reinante afasta qualquer possibilidade de se assistir a este troço com algum tipo de prazer ou

    Saiba mais »de "Grammy" continua não servindo para p... nenhuma

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Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

 

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