Na Mira do Regis
  • Nas famosas dicas das sextas-feiras desta semana, o tio Regis aqui vai mostrar cinco vídeos de bandas de metal europeias que você provavelmente nunca ouviu na vida, mas que certamente passará a acompanhar as respectivas carreiras e discografias a partir de hoje.


    A primeira delas é o Crossplane, da Alemanha, que inegavelmente bebe na fonte do Motörhead para fazer um som bastante vigoroso e energético. Dê uma sacada no som dos caras com a ótima “Take It or Leave It”, do album Class of Hellbound High, de 2013:

    A seguir trago para você a “disgracêra” heavy mastodôntica do Suicidal Angels, um grupo da Grécia que não alivia na hora de despejar uma avalanche de riffs, solos e levadas rítmicas que parecem monolitos sendo despejados em nossas cabeças. Dê uma conferida na insana “In the Grave”, do álbum Divide and Conquer, lançado ano passado:

    Igualmente sensacional, mas fazendo um som um pouco mais melódico e menos agressivo, é o pessoal do Thalamus, da Suécia, que sofre uma forte influência

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  • JUDAS PRIEST e ACCEPT

    23 - Vivo Rio - Rio de Janeiro

    A entrada do novo guitarrista, Richie Faulkner, não mudou em nada o som da banda inglesa – ele é até parecido fisicamente com o KK Downing – e também não haverá novidades no repertório do grupo, com exceção de uma ou duas canções do mais recente – e fraquíssimo – álbum, Redeemer of Souls. E vão tocar os mesmos clássicos de sempre, com a mesma postura de palco etc. Já o grupo alemão vai estrear por aqui a sua nova formação, com o segundo guitarrista Uwe Lullis (ex-Grave Digger) e o batera Christopher Williams, mas o repertório deve se manter intacto em relação ao que apresentaram na última turnê. Na abertura, os roqueiros das antigas poderão matar a saudade dos tempos em que o guitarrista Robertinho do Recife se meteu a tocar heavy metal e hard rock nos anos 80, já que ele subirá ao palco com uma banda que leva o nome do álbum que lançou na época, Metalmania. Resumindo: é um programa típico para headbangers saudosistas ou para quem

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  • Ontem foi feriado e, por um daqueles acasos que sempre fazem a gente pensar, passei o dia inteiro ouvindo antigos álbuns de música brasileira para um texto que estou escrevendo aqui para este tão nobre espaço dentro do Yahoo. Só que, a medida que ia ouvindo aquelas preciosidades, me dei conta que uma questão começou a martelar a minha velha cabeça com cabelos bem grisalhos: quando foi que a música brasileira começou a ser dominada por letras horríveis?

    É… Você já tinha parado para pensar nisto?

    Pois eu parei a audição de ontem por um momento para refletir a respeito disto.

    Tente identificar uma canção nacional que esteja fazendo sucesso atualmente que tenha uma letra que não seja endereçada a alguém que sofra de um retardamento mental. E quando escrevo “sucesso”, isto significa a imensa variedade de músicas que andam por aí a tocar incessantemente nos programas de TVs e nas rádios do mainstream. Sei muito bem que no underground e nos “circuitos dos SESCs da vida” ainda tem pouca gente

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  • Uma das coisas mais legais da minha profissão é a possibilidade de fazer amigos sinceros e reais mesmo que eu não os veja com frequência. Quando nos encontramos, sempre paira no ar o clima “vamos tomar umas cervejas e dar umas gargalhadas”, um troço muito raro em um mundo em que as pessoas preferem enviar mensagens umas às outras em vez de conversar pessoalmente.

    Abaixo, eu trago dois momentos em que estou ao lado de bons amigos deste tipo. O primeiro é o áudio da minha participação no programa “Pegadas com Andreas Kisser”, na 89 FM, no qual conversei com o chapa Andreas Kisser e seu filho Yoham, botei vários sons bacanas do Judas Priest, Captain Beyond, Testament, Motörhead, Black Sabbath, Emerson, Lake & Palmer e Gentle Giant para tocar, além de soltar a minha já tradicional sinceridade. Ouça o programa aqui.

    Depois, mostro um pequeno vídeo, feito em uma das tradicionais feiras de LPs que rolam frequentemente em São Paulo, com entrevistas comigo e dois ótimos amigos: Fábio Massari e o

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  • Sexta-feira é dia das dicas do Tio Regis

    Para começar, uma pequena preciosidade: uma versão de “Black Sabbath” cantada pela Beth Gibbons, ex-vocalista do Portishead, junto com a banda de stoner rock Gonga, usando as imagens de Black Sabbath, o filme dirigido por Mario Bava em 1963 e que deu origem ao nome da banda do Ozzy e companhia. Grande sacada!

    Depois tem esta bela homenagem ao falecido tecladista do Deep Purple, Jon Lord, que reuniu uma série de astros em um concerto beneficente. Aqui temos Bruce Dickinson, Glenn Hughes, Ian Paice, Rick Wakeman e Don Airey ao lado do guitarrista Murray Gold e da Orion Orchestra, todos se divertindo e prestando tributo ao genial músico e arranjador:

    É possível pegar uma canção bonitinha, fazer um videoclipe bobo e o resultado ser divertido? A cantora Jenny Lewis mostrou que sim em “Just One of the Guys”, em colocou algumas amigas para contracenar com ela. O detalhe é que as “parceiras” são Anne Hathaway, Kristen Stewart e Brie Larson. É tão ridículo, mas tão ridículo, que ficou legal:

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  • MARCELO GROSS

    16 - Beco 203 - São Paulo

    O guitarrista do Cachorro Grande vai mostrar as canções de seu bom disco solo, Use o Assento Para Flutuar, ao lado de uma banda de apoio bem interessante. É uma boa pedida pelo simples fato de que ele consegue incutir em seu som as influências de Faces, Rolling Stones e de outros nomes do blues rock sem abrir mão de sua própria personalidade como guitarrista. Vão rolar também shows de abertura com as bandas Deb & The Mentals, Hellbenders e Vivendo do Ócio.

    TRIBO DE JAH

    16 - Opinião - Porto Alegre

    É inacreditável como um grupo com mais de duas décadas de carreira e onze discos nunca tenha feito uma única canção que preste dentro da seara reggae que se propôs a abraçar. E não adianta vir com aquele papo de “pô, os caras são cegos, dá um desconto”, pois Stevie Wonder e Ray Charles mostraram que a ausência de um sentido não atrapalha a musicalidade. Até mesmo para os padrões sonoros dos discípulos de Jah o som destes caras é bem ‘perninha’. É uma

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    Ontem, em questão de horas, dois “Percys” que alegraram muito a minha vida e a de todo mundo que foi jovem nos anos 70 se foram.

    Percy Weiss foi o vocalista que todos que adoravam o rock brasileiro nos anos 70 gostariam de ser. Carismático, afinado e com uma voz bela e potente, ele foi importantíssimo ao colocar seus vocais magistrais em dois álbuns fundamentais para a história do gênero no Brasil: Jack, o Estripador, do Made in Brazil, lançado em 1975, e no homônimo disco de estreia da Patrulha do Espaço, de 1980, já desvinculada da tarefa de ser o grupo de apoio do Arnaldo Baptista em sua carreira pós-Mutantes.

    Sei que pode soar como um clichê bem batido, mas ele foi realmente um ícone do rock brasileiro e vivia atualmente um momento de renascimento em sua carreira, já que iria fazer parte dos shows que o Made estava negociando para marcar o relançamento em vinil do álbum Massacre, lançado em 1977 e que foi totalmente vetado pela Censura Federal da época. Percy faleceu em decorrência

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  • Como já escrevi algumas vezes aqui, faz certo tempo que venho recebendo um sem número de pedidos para enviar antigos textos e matérias que escrevi para o Yahoo nos primórdios de meu trabalho para este honrado portal. Por conta de algumas mudanças de plataformas, vários materiais acabaram se perdendo e não são mais encontrados na internet. Quando o são, normalmente estão bastante “mutilados”. E a mesma coisa vale para alguns dos antigos programas que gravei aqui para o Yahoo, que estão espalhados pelos “YouTubes da vida”.

    Muita gente pede para que eu reapresente estas edições aqui neste espaço para facilitar a visualização dos mesmos e outras coisas bacanas que fizemos. Sem contar que, desta forma, todo o material do passado vai ficar concentrado em um único site.

    Hoje vou reapresentar duas edições do programa “Na Galeria do Regis”, que foram ao ar em 2010, se não me falha a memória, em que abordei algumas das então boas bandas da nova safra do rock nacional, edições especialmente

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  • Sim, é isto mesmo o que você acabou de ler aí no título. Esta situação é real e você é sim um dos culpados. Calma, vou explicar…

    Para que você mesmo chegue a esta conclusão, faça a seguinte pergunta para a sua consciência: “quando foi a última vez que saí de casa para assistir a um show de uma banda ou artista que eu não conheço?” Se você acha que a pergunta é absurda, saiba que anos atrás era perfeitamente compreensível que uma pessoa saísse de casa para dançar e, de quebra, assistir a um show de uma banda da qual ela nunca havia ouvido falar.

    Como bem lembrou o colega Ricardo Alexandre em um ótimo artigo – que você pode ler aqui-, um dos grandes responsáveis por recolocar o rock nacional parcialmente como fenômeno no mainstream foi o circuito das danceterias, muito forte na década de 80. No início, você saía para dançar e recebia como “bônus” o show de uma banda ou artista que estava galgando os primeiros passos de um a carreira sólida, como Titãs, Ultraje a Rigor, Paralamas do

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  • Como hoje é sexta-feira, você já sabe bem que é o dia do tio aqui trazer vídeos e assuntos bacanas para um fim de semana divertido e alegre.

    Para começar, você assiste ao que dois esplendorosos instrumentistas - o guitarrista Paul Gilbert e o baixista Nathan East – são capazes de fazer em cima de um único acorde, tocando completamente de maneira improvisada e espontânea:

    E já escrevi a respeito de uma dupla, que tal assistir a arrasadora performance de Samuel L. Jackson e do falecido comediante Bernie Mac no filme Soul Men, cantando para valer, sem playback, a ótima “A Walk in the Park”? Uma autêntica aula de carisma e competência:

    E já que citei um guitarrista, outra boa dica é sacar como se pode construir um álbum antológico, lotado de canções sensacionais, usando-se apenas alguns poucos acordes e uma quantidade mínima de bom senso e conhecimento musical. Um dos melhores exemplos disto é o próprio Steve Jones mostrando e explicando como ele criou as canções presentes no Never Mind

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Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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