Na Mira do Regis
  • Por sugestão de uma assídua leitora de minhas mal traçadas linhas, a cantora Luciana Araújo, assisti a entrevista que o tal MC Guimê deu a Mario Sergio Conti no programa Diálogos – papo este que você pode assistir aqui - e confesso que meu desalento em relação ao futuro aumentou consideravelmente.

    “Você pode comprar tudo o que quiser” é slogan principal que Guimê traz embutido em qualquer coisa que fale e “cante”. Sim, a palavra está entre aspas porque, como cantor, o garoto soa como se suas amígdalas tivessem sido substituídas por duas bolas de Natal quebradas. Em várias respostas, Guimê se mostra como o mais fiel retrato de uma molecada emergente das camadas menos privilegiadas em termos sócio/econômicos que, de repente, adquiriu meios de adquirir bens de consumo, mas que não conseguiu igual facilidade na hora de ter acesso à cultura e educação.

    Quer um exemplo? Apesar do discurso falsamente contrário, Guimê se entrega quando diz “graças a Deus não precisei fazer faculdade”, como se

    Saiba mais »de MC Guimê e o abismo entre o que poderíamos ser e o que seremos realmente


  • HYPOCRISY

    21 - Carioca Club – São Paulo
    O death metal deste grupo sueco é pesado, mas nãoo acelerado; as composições são boas e a performance de palco é correta. Só quem tem algo que incomoda demais e que você certamente vai perceber na plateia: a sensação que grande parte da massa sonora é pré-gravada. Pode até não ser, mas que a sensação é real e palpável, isto é. E isto tira muito o entusiasmo de quem está assistindo. Vá e confira...

    NANÁ VASCONCELOS & VIRGÍNIA RODRIGUES
    21 - SESC Belenzinho – São Paulo
    Um dos mais renomados e brilhantes percussionistas não apenas da História da música brasileira, mas também da mundial, Naná vai mostrar sua interpretação personalíssima para diversas canções de domínio público e também diversas composições próprias junto a esta boa cantora. È um daqueles shows que estimula todos os sentidos...

    SEBADOH (veja minha opinião aqui)
    21 - SESC Pompéia – São Paulo

    ARNALDO ANTUNES
    21 - SESC Pinheiros – São Paulo
    Inquieto como sempre, ele retorna aos palcos agora

    Saiba mais »de É show ou é fria – 4ª semana de abril
  • No resgate de várias matérias que fiz nos primórdios de minha presença no Yahoo – e que estava perdida pelos You Tubes da vida -, trago hoje de volta uma edição do programa Na Galeria do Regis de 2010, no qual abordei alguns grandes e subestimadíssimos nomes do jazz . Músicos sensacionais que jamais alcançaram o devido reconhecimento do grande público, embora fossem sempre elogiados pela crítica.

    São tantos os grandes instrumentistas que podem ser colocados neste ‘barco’ que dá até para fazer uma “parte 2”, algo que prometo fazer muito em breve.

    Ah, e não esqueça: se gostou do que viu e ouviu, vá atrás dos outros trabalhos destes músicos geniais e não deixe que a falta de memória que impera hoje em dia relegue tudo ao esquecimento...

  • É óbvio que você sabe da história do “jornalista dinamarquês” que resolveu ir embora do Brasil e deixar de cobrir a Copa do Mundo por se sentir chocado com a infinidade de problemas e injustiças sociais deste Brasil cada vez mais podre. A história deste sujeito e seu depoimento em texto foram reproduzidos por quase todos os portais de notícias e se disseminou pelas redes sociais com uma velocidade espantosa – aliás, como quase tudo que não presta nestes tempos. Sua foto rodou por todos os cantos da internet, todos os comentários foram todos solidários a ele...

    Só que o tio Regis vai lhe contar uma coisinha: esta história é um farsa!

    Sim. É isto mesmo o que você leu. Uma farsa. Cascata. Mentira. Outra lorota em tempos de internet.

    Como cheguei a esta conclusão? Fácil. Fiz o que todo jornalista sério deveria fazer: fui atrás da história!

    Fiz isto porque, logo de cara, senti um cheiro de trapaça no ar. Não sei explicar – chame isto de “sexto sentido”, se quiser -, mas meu instinto

    Saiba mais »de A farsa do “jornalista dinamarquês” expõe a atual incapacidade de raciocínio do brasileiro e da imprensa em geral
  • Quando o integrante de uma banda resolve gravar um álbum solo, das duas uma: ou a pessoa está insatisfeita com os rumos musicais de seu grupo e usa o trabalho para avisar que está prestes a pular fora do barco, ou quer apresentar algumas facetas musicais que não cabem dentro do projeto titular. É neste segundo caso em que Fernanda Takai se encaixa.

    Ao lançar Na Medida do Impossível, produzido por John Ulhoa, seu marido e guitarrista do Pato Fu, ela exibe diferentes nuances de sua concepção musical ao longo de treze faixas que, positivamente, não se encaixam na concepção sonora do grupo. Só que o resultado final é bem irregular...

    Para começar, uma constatação óbvia: Fernanda mostra como cantar com suavidade sem propiciar o festival de desafinações de Mallu Magalhães e suas imitadoras. A delicada maneira com que Fernanda aborda “Doce Companhia” - versão de sua autoria para uma canção de Julieta Venegas, “Dulce Compañia” – explicita logo de cara o tratamento vocal que ela emprega no

    Saiba mais »de Os erros e acertos de Fernanda Takai em sua empreitada solo


  • ANDRÉ CRHISTOVAM

    16 - Almanaque Café – Campinas (SP)
    Se alguém uma vez disse que "o samba é a tristeza que balança", isto também vale muito para o blues e até mesmo para o rock. E também é evidente que o blues nacional tem uma grande dívida para com este excelente guitarrista e cantor, um dos primeiros, juntamente com outra figura primordial - o falecido Celso Blues Boy — a apostar em uma linguagem nacional para um gênero absurdamente identificado com a cultura americana. Ao lado de seu grupo Quarteto Seminovo, ele vai arrasar. Pode apostar!

    CESAR CAMARGO MARIANO
    16 e 17 - SESC Vila Mariana – São Paulo
    Neste espetáculo, o grande pianista e compositor vai estrear uma nova formação de banda – um septeto -, com a qual vai mostrar composições próprias e recriações para clássicos como “Odeon” (de Ernesto Nazareth), “Blues Walk” (do saxofonista Sonny Stitt) e “Avião”, de Djavan. Tomara que o som resultante seja tão instigante quanto o octeto que ele montou décadas atrás.

    14 BIS
    16 e 17 - SESC

    Saiba mais »de É show ou é fria – 3ª semana de abril
  • Atendendo a pedidos, trago aqui mais algumas sugestões para você melhorar a degustação de seu final de semana e dar boas risadas.

    Para começar, aqui vai a resposta para todo mundo que ‘baba ovo’ para seus ídolos sem a capacidade de aceitar as pisadas na bola dos mesmos. Semana passada, irritei algumas pessoas em uma festa quando disse que o Guns ‘n’ Roses não ficava atrás do Led Zeppelin no quesito “plágios”. Como imagino que o fã da banda do Axl Rose também ficaria bravo comigo caso ouvisse a minha afirmação, aqui vai uma das provas: “Unpublished Critics”, da banda Australian Crawl, foi lançada em 1981, seis anos antes de Slash e Axl chupinharem sua harmonia na cara dura para compor “Sweet Child O’ Mine”. Não acredita? Compare com a canção abaixo. Dá até para cantar a letra por cima...

    Para quem gosta de metal pesadão, aqui está o vídeo de uma novíssima canção do Arch Enemy, agora com uma nova vocalista, Alissa White-Gluz, ex-The Agonist – a demissionária Angela Grapow se transformou

    Saiba mais »de Tio Regis vai ajudar na diversão para o seu final de semana
  • Sou aquilo que as pessoas denominam “rato de sebo”. Um dos grandes prazeres de minha miserável existência é percorrer, aos sábados, inúmeras lojas de discos, à procura de vinis raros com preços módicos. E a temporada tem sido extremamente feliz, pois tenho encontrado verdadeiras raridades com custo bastante próximo ao insignificante.

    Algumas semanas atrás, depois de adquirir uma série de saborosas guloseimas musicais – dezenas de LPs importados em estado impecável, como o The Snake, do Harvey Mandel; vários álbuns do ótimo guitarrista Les Dudek; o I Stand Alone, do Al Kooper; o Platinum Jazz, do War; o Got My Own Bag, do Bo Didley, e todos os álbuns do Streetwalkers, a primeira banda do atual baterista do Iron Maiden, Nicko McBrain -, notei que havia algo em comum entre tais aquisições. A justificativa dos vendedores dos diferentes sebos para explicar os motivos de tais preciosidades estarem à venda para o tiozinho aqui foi uma só: “o cara deixou esses discos aí porque a mulher dele

    Saiba mais »de Uma vitória meio amarga…
  • Bem, se você leu a primeira parte desta matéria (caso contrário, leia aqui), aqui eu escrevo as minhas impressões finais das outras apresentações que assiti...

    CAGE THE ELEPHANT
    O show deste grupo americano que faz um som fingindo que é inglês comprovou uma velha tese: tem gente que até soa bem em disco, mas em cima de um palco... O que nos álbuns funciona razoavelmente, ao vivo é de uma chatice atroz. Um sonzinho bem meia-boca, com o vocalista Matt Shultz entoando qualquer letra como se fosse a mesma e fazendo micagens – se jogando na plateia, escalando estruturas metálicas fora do palco – para desviar a atenção do som muito fraco de sua banda, que por sua vez tocou com um suingue idêntico ao de camelo preso em um bloco de cimento. Precisa ser muito lesado para se divertir com um troço destes...

    DISCLOSURE
    Mais um exemplo de picaretagem explícita. Este duo inglês subiu ao palco com showzinho bem mequetrefe, totalmente feito com playbacks e com canções eletrônicas tão empolgantes

    Saiba mais »de Minhas impressões do “Lollapalooza 2014″ – do sofá de casa, claro (parte final)
  • Como vocês já devem saber, o tio Regis aqui não tem mais o menor saco de encarar longas maratonas em festivais. Sempre que possível, procuro acompanhar estes eventos do melhor lugar do mundo – o amplo e confortável sofá de meu apartamento, com boa companhia, petiscos e bebidas diversas. Dá para assistir numa boa, sem empurrões, sem gente suada e fedorenta esbarrando em você e sem ter que brigar feio com a pessoa postada à sua frente, que teima em assistir ao show inteiro pelo visor de seu celular. Quando soube então que a edição brasileira do Lollapalooza 2014 iria rolar no autódromo de Interlagos, em São Paulo, com palcos separados por quilômetros entre si, nem pensei duas vezes.

    Atendendo aos sempre gentis pedidos de meus parcos leitores, trago aqui as impressões que tive ao assistir no conforto do meu lar a algumas apresentações. Aqui estão apenas algumas delas. Amanhã publicarei o restante. Ah, e não obedeci a qualquer ordem cronológica, já que isto não tem importância a esta

    Saiba mais »de Minhas impressões do “Lollapalooza 2014″ – do sofá de casa, claro (parte 1)

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Sobre Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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