Na Mira do Regis
  • Como já é tradição, aqui estou para mais algumasindicações de vídeos bacanas para dar uma chacoalhada no seu fim de semana.

    Para começar, que tal se apavorar com um vídeo de exatos 60 segundos? Tuck Me In, dirigido pelo espanhol Ignacio F. Rodó, ganhou até prêmio no festival FilMinute 2014. Nem vou comentar nada…

    Já que escrevi a respeito de vídeo, que tal este, que mostra o improvável duelo entre duas figuras icônicas: Batman e Darth Vader? Sim é isto mesmo. Dirigido e absurdamente bem produzido por Aaron Schoenke, ele é mais um capítulo da série Super Power Beat Down, que retrata de modo brilhante lutas entre heróis e vilões que todos nós adoraríamos assistir. Veja que sensacional:

    Na área musica, a próxima dica vai para quem gosta de jazz e, especialmente, para quem é baterista: a participação do lendário Buddy Rich em uma apresentação do não menos mitológico Frank Sinatra, que simples deixa o palco para que o batera possa brilhar ao lado da orquestra do cantor. Repare como mesmo

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  • A acusação de que o rock do passado se tornou coisa de “tiozão velho” cai por terra ao percebermos a quantidade de bandas “dissshcoladas” pelos “mudéeerrrnnuussss barbudos” que faz nos dias atuais sons completamente influenciados – inclusive na timbragem de seus instrumentos – por aquilo que se tocava naqueles tempos. Ondevocê acha que gente tão díspar quanto Lenny Kravitz, Rival Sons, The Black Keys,Beck e Jack White vão buscar inspiração? Na verdade, ainda hoje o gênero é a porta de entrada para um mundo de timbres e composições criminosamente ignoradas em tempos de descartabilidade pop. Só os espertos sabem aproveitar dele.

    Uma prova disto são os ótimos dois volumes de Rock Raro: O Maravilhoso e Desconhecido Mundo do Rock, livros escritos e compilados pelo pesquisador e entusiasta do rock internacional feito antes que os punks invadissem a Terra, WagnerXavier. Sua excelente missão foi trazer de volta quase 700 álbuns – sim, é isto mesmo! – sensacionais e completamente desconhecidos

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  • Já faz muito tempo que venho presenciando um cenário curioso no Brasil, que insiste em não se abater perante as dificuldades de um mercado musical cada vez mais popularesco e cretino. Estou me referindo ao heavy metal nacional.

    A enxurrada de bandas internacionais que vem assolando nosso País há alguns anos provoca reações ambíguas. Por um lado, o público saúda estas atrações como uma oportunidade única de presenciar shows de seus ídolos. Em contrapartida, as bandas nacionais reclamam que a cena brasileira não recebe o mesmo apoio por parte deste mesmo público, que prefere guardar sua grana para ver medalhões estrangeiros do que gastar para assistir atrações daqui mesmo.

    Muitas vezes, o argumento respinga onde menos deveria: na qualidade das bandas de metal nacionais.

    Não vou entrar no mérito a respeito de como cada um gasta a sua grana. De minha parte, tomo aqui a iniciativa de trazer algumas bandas brasileiras que fazem um som pesadíssimo e excelente, que nada devem em relação ao que

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  • MARIA BETHANIA

    23 - HSBC Brasil - São Paulo

    Confesso que nunca fui fã da temperamental cantorabaiana, mas ela agora surge com um novo show e tenho que reconhecer: deve serum dos troços mais chatos de todas as galáxias. Sabe por quê? Ela anunciou que vai passar o tempo todo recitando poemas! Sim, poemas! Obras de autores tão diversos como Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Padre Antonio Vieira, Ferreira Gullar e até mesmo de seu irmão Caetano e, acredite se quiser, Fausto Fawcet!!! E vai entremear tudo isto com trechos de canções como “ABC do Sertão” (de Luiz Gonzaga), “Romaria” (de Renato Teixeira), “Último Pau de Arara” e “Marinheiro Só”. Deus me livre de indicar um troço destes até mesmo ao meu pior inimigo!

    JACK WHITE

    24 - Pepsi on Stage - Porto Alegre

    Hoje ele é o cara mais reverenciado dentro do meio musical por sua iniciativa em resgatar preciosidades do passado e pela incessante campanha pela revalorização do vinil. Além, disto, seus incessantes trabalhos em

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  • Sim, hoje é sexta-feira e, como sempre, o tio aqui traz algumas boas dicas para você enfrentar um fim de semana com um pouco mais de alegria, um pouco mais distante dos problemas que certamente apareceram ao longo dos últimos dias.

    Abaixo, vou mostrar apenas algumas sugestões musicais, escolhidas para mostrar ao querido leitor alguns nomes que nunca aparecem com destaque em lugar algum, mas que fazem um trabalho de altíssima qualidade. Tenho certeza de que você jamais parou para prestar atenção ao trabalho desta turma. Por isto, sei que a surpresa positiva será inevitável…

    Vou começar com uma pequena amostra do excelente trabalho da guitarrista sérvia Ana Popovic´, que faz um blues rock suingado e de alta qualidade, como se a Bonnie Raitt tivesse incorporado o espírito do Stevie Ray Vaughan. Todos os discos que ela lançou são muito bons. Assista aos dois vídeos abaixo – no qual ela se mostra extremamente sensual e de uma maneira espontânea – e trate de ir atrás de tudo o que ela gravou

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    Lembro bem que a imagem da capa já não era novidade para mim e para qualquer um que fosse roqueiro no Brasil na metade dos anos 70. Aqueles quatro sujeitos maquiados já tinham se tornado familiares a partir do momento em que cada cabeludo de minha geração resolveu comprar o primeiro álbum do grupo, que trazia os rostos de seus integrantes estampados de maneira proeminente.

    Sim, já sabíamos que o Kiss era uma então nova banda de rock americana que levava a então estética macabra de Alice Cooper a um novo patamar. Só não sabíamos que Dressed to Kill, originalmente lançado em 1975, era na verdade o terceiro álbum da banda, já que ele saiu no Brasil antes do Hotter Than Hell (1974), que só chegou por aqui dois anos depois, sabe-se lá o motivo. É, naqueles tempos, discos eram lançados em nosso País sem obedecer a ordem cronológica lá de fora. Para nós, brazuções, ele era a sequência natural do disco de estreia, Kiss (1974). Por isto, todo mundo estranhou o som.

    Um detalhe que só as pessoas

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  • O título deste texto pretende aguçar a sua percepção a respeito de algo muito ruim que rola nos dias atuais: o famoso “não ouvi e detestei”, um tipo de postura que carrega em si um preconceito latente, uma preguiça imensa em parar por alguns minutos para ouvir um álbum inteiro e, principalmente, o desejo de referendar seu ódio/desprezo/ignorância em relação a um determinado artista.

    Eu mesmo nunca consegui entender este tipo de atitude. Mesmo quando ainda nem sonhava em escrever a respeito de Música e outros assuntos relacionados a Cultura, nunca deixei de conferir os trabalhos de quem quer que seja, mesmo que daqueles artistas que eu tinha certeza que jamais gostaria. Sim, ouvi todos os discos do Kenny G., por exemplo, e posso afirmar que são horríveis.

    Foi por conta disto que resolvi escrever este texto, mostrando a você os mais recentes álbuns de duas Marias de diferentes gerações: Bethânia e Rita. Ambas têm em seus trabalhos mais recentes o tipo de álbum que facilmente poderia ser

    Saiba mais »de Não despreze gratuitamente o bom momento de duas Marias
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    Hoje, terça-feira, seria aniversário dela. Completaria 70 anos de idade e, muito provavelmente, receberia as devidas homenagens com certo desdém. Instada a dar algum tipo de declaração a respeito da data, ela provavelmente resmungaria a respeito da baixíssima qualidade da música verdadeiramente popular do Brasil e diria que o melhor presente seria o surgimento de uma geração de artistas que pudesse honrar o que ela havia feito na história da canção brasileira.

    Bem pelo menos é isto o que imagino que Elis Regina teria feito no dia de hoje. Com a idade, a sua personalidade geniosa e facilmente irritável estaria em um grau “tolerância zero”. E isto seria muito bom. Certamente ela estaria chacoalhando a verdadeira neblina do politicamente correto e do bom mocismo que se instalou no meio artístico de uma década para cá. Estaria bradando aos quatro ventos que a situação brasileira era uma verdadeira palhaçada em todos os campos, algo absolutamente verdadeiro. Assim era Elis. E que falta ela

    Saiba mais »de Que falta faz Elis Regina nos dias de hoje...
  • LUPA SANTIAGO & PAULO BRAGA

    16 - SESC Consolação - São Paulo

    Excelenteguitarrista, Lupa Santiago faz uma interesse ponte unindo o jaz e a MPB instrumental e é exatamente isto que ele costuma apresentar com maestria em seus shows. A “cancha” que adquiriu por ter tocado muito no exterior e ao lado de grandes nomes como Dave Liebman e até mesmo Hermeto Pascoal dão o devido gabarito à sua performance. Neste show. Ele estará ao lado do ótimo pianista Paulo Braga e mostrarão as composições que gravaram juntos no álbum N101. Pode ir sem susto…

    MART’NÁLIA

    16 – Espaço Cultural Furnas – Rio de Janeiro

    A filha de Martinho da Vila canta bem, tem bossa e charme no palco e está sempre acompanhada de bons músicos. O problema agora é que ela resolveu “sofisticar” o seu som, deixando o samba de lado e enveredando por uma seara pseudoelegante, tendo como diretor musical e produtor ninguém menos que Djavan. Então, o que era espontaneidade deu lugar a um estudado redirecionamento artístico que transformou a

    Saiba mais »de “É Show ou é Fria”: terceira semana de março (16 a 22)
  • Tio Regis vai alegrar seu final de semana

    Como você já sabe, hoje é dia das tradicionais dicas do tio aqui para alegrar o seu final de semana.

    Para começar, trago mais uma prova de que nada do que a gente vê e ouve hoje em dia é original. Principalmente para quem é muito fã do Daft Punk, que costuma apregoar por aí a respeito do “pioneirismo” estético da dupla, mando a fonte de inspiração dos franceses. Trata-se do grupo Space, que por “coincidência”, também era francês! Incrível, não? A banda era liderada pelo tecladista Didier Marouani e fez muito sucesso na Europa na segunda metade dos anos 70. Quando a onde de disco music acabou, o grupo foi junto. Dê uma olhada e ouvida no vídeo abaixo, “Magic Fly”, e perceba de quem o Daft Punk tirou o som e a atualização do visual:

    E não pense que estes “empréstimos” só acontecem lá fora. Aqui no Brasil rola direto. Quer um exemplo descarado? Veja como o velho trapaceiro Tim Maia pegou uma ótima canção do Booker T. & The MG’s e transformou no clássico “Sossego”:

    Mudando de assunto,

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Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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