A música brasileira vai mal? Você que pensa... - edição 25

r-tadeu
Na Mira do Regis

Dando continuidade à série que pretende mostrar a você que, ao contrário do que muitos dizem, o Brasil continua sendo um celeiro de ótimos sons, trago aqui mais alguns exemplos que atestam tal afirmação.

Exemplifiquei cada nome com um de seus respectivos álbuns. São cinco discos dos quais você certamente nunca ouviu falar, mas que trazem uma riqueza sonora inquestionável, a ponto de eu sugerir veementemente as suas aquisições. Vamos a eles!

MYRIAM HUNGRIA & DINAN MACHADO

Um extraordinário álbum lançado em 2006, No Espírito do Tempo, trouxe o estupendo trabalho da baixista – que chegou a fazer parte de uma das formações do famoso grupo Tarancón – em parceria com o violonista e arranjador paranaense. Ambos costumavam se apresentar como um grupo chamado Ara. Poucas vezes ouvi um amálgama tão interessante formado pela música brasileira e o jazz. Não consegui descobrir se a dupla ainda está na ativa, mas veja – e ouça - que beleza é o som de ambos:

VELHO HIPPIE

Flor Lilás, segundo álbum deste grupo gaúcho, lançado em 2013, trouxe mais do que uma engenhosa embalagem que “desabrocha” no formato explicitado em seu título. Numa época em que a música parece lotada de débeis mentais, a música destes caras surpreende pela simplicidade e por achados melódicos. O álbum pode ser ouvido na íntegra a partir do instante em que você clicar aí no link abaixo:

RINALDO VITORINNI

Um dos mais incríveis casos de discrepância entre capa e material gravado que já tive a oportunidade de ter em mãos. Não dê a menor importância à tenebrosa e equivocadíssima capa que este talentoso violonista escolheu para ilustrar seu Afinidades, lançado em 2010. Trata-se de um álbum com repertório estonteante em seu virtuosismo e bom gosto musical. Caso esteja duvidando, dê uma ouvida na linda “Sobre as Ondas”:

ANTONIO VALDETARO & GRUPO

Outro exemplo de que a guitarra brasileira pode transitar pelo jazz com uma pegada genuinamente brasileira, este talentoso instrumentista mostrou no álbum Letícia um repertório coeso e muito bem alinhado. Veja abaixo um trecho de uma apresentação ao vivo, em que ele exibe uma das boas composições do disco, “Bossa Louca”:

CAIO BOSCO

O guitarrista apostou em uma sonoridade bastante suingada para seu segundo trabalho, autointitulado e lançado em 2012, com resultados bem interessantes. Há uma forte influência da soul music brasileira que era feita nos anos 70. Dê uma checada na insinuante “Mendigos de Amor”: