Na Mira do Regis
  • A morte de Bob Casale por causa de um ataque cardíaco foi anunciada anteontem por seu irmão, Gerald. A molecada não deu a menor bola, mas quem tem mais de 35 anos e acompanhou a música de maneira séria nas últimas décadas sentiu com pesar aquele sentimento de “outro que se foi”.

    Não tenho mais paciência para explicar aos mais jovens a importância absurda que o Devo teve na vida de todo mundo que já não batia bem da cabeça na segunda metade dos anos 70. O punk já tinha começado a fazer o seu estrago nos conceitos sonoros até então estabelecidos e a grandiloquência dos roqueiros da época era coisa de gente rica e cafona. Só que o Devo transgrediu ainda mais estes padrões ao questionar até mesmo a validade filosófica e estética do então emergente punk rock.

    Os irmãos Casale – Bob na guitarra, Gerald no baixo e nos vocais – encontraram outros dois irmãos igualmente malucaços e inteligentíssimos: o vocalista/tecladista Mark Mothersbaugh e seu irmão guitarrista Bob. Desta parceria surgiu não

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  • Você lembra do grupo Inimigos da HP? Não? Eram uns caras gente fina, mas que faziam uns pagodes românticos mais insossos que gelatina de chuchu, com letras que pareciam as mesmas, independente da canção apresentada, tão ruins que eram. Um verdadeiro horror!

    Nunca mais tinha ouvido falar desta turma. Os caras sumiram completamente da mídia, suas músicas não são tocadas mais em lugar algum, aquela história toda que a gente já conhece..

    Pois não é que fiquei sabendo que a banda não só existe, como tenta desesperadamente sobreviver à uma agenda minguada de shows tentando bombar um novo clipe, mas com resultados até agora desastrosos. É, o mundo do show business é bem cruel, principalmente para com artistas e grupos com conteúdo musical e poético próximo do zero.

    Para ninguém dizer que desejo qualquer coisa ruim para a rapaziada, resgato aqui uma edição do programa Na Mira do Regis aqui do Yahoo. Assista e divirta-se com a patetice das fãs e a total falta de convicção dos integrantes da

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  • Não vejo novelas. Simples assim. Tenho por princípio não acompanhar qualquer uma delas, por mais ‘bombadas’ que sejam nas redes sociais. Sou de uma época em que novela era sinônimo de textos sensacionais e interpretações memoráveis não apenas de um ou outro artista, mas de todo um elenco. Não dá para esquecer preciosidades como Roque Santeiro, Irmãos Coragem, O Salvador da Pátria, Pecado Capital, Saramandaia – a versão original e não a porcaria de remake feito recentemente – e tantas outras. Hoje em dia, novela é algo tão atrativo para mim quanto saborear uma lasanha recheada com tijolos.

    Quando muito, aceito os pedidos do Yahoo para comentar o último capítulo de algumas delas justamente pelo olhar de quem não acompanhou porra nenhuma da história, o que sempre rendeu textos com altíssima audiência aqui no portal e muitas gargalhadas por parte dos leitores e até mesmo do pessoal aqui do Yahoo – escrevi a respeito dos últimos capítulos de Avenida Brasil e Insensato Coração aqui e aqui,

    Saiba mais »de Caio Castro é mais um terrível exemplo do vazio cultural da TV
  • Atendendo a muitos pedidos, volto a publicar neste espaço às sextas-feiras algumas ótimas dicas musicais para dar um “upgrade” em seu final de semana.

    Vamos começar com uma de minhas bandas favoritas: Rammstein. Talvez você não saiba, mas uma das ótimas canções do grupo alemão, “Mein Herz”, tem dois vídeos: um oficial, dirigido por Zoran Bihać, e outro, elaborado por Eugenio Recuenco. Eu explico: Recuenco fez o vídeo original, que não agradou aos integrantes da banda, que resolveram chamar Zoran Bihać para montar um outro.

    Abaixo, você pode assistir às duas versões. A primeira é como o vídeo deveria ter sido, dirigida por Recuenco; a segunda é a versão final, a do Zoran Bihać. Escolha a sua...

    E já que citei uma de minhas bandas favoritas, por que não citar mais uma? É o Blackberry Smoke, um grupo de southern country rock da cidade de Atlanta, na Georgia (EUA), um tradicional celeiro de grandes grupos deste estilo, como os Allman Brothers. Os caras resolveram botar seus instrumentos

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  • Como já escrevi algumas vezes aqui, faz certo tempo que venho recebendo um sem número de pedidos para enviar antigos textos e matérias que escrevi para o Yahoo nos primórdios de meu trabalho para este honrado portal. Por conta de algumas mudanças de plataformas, vários destes textos acabaram se perdendo e não são mais encontrados na internet. Quando o são, normalmente estão bastante “mutilados”.

    E a mesma coisa vale para alguns dos antigos programas que gravei aqui para o Yahoo, que estão espalhados pelos “YouTubes da vida”. Muita gente pede para que eu reapresente estas edições aqui neste espaço para facilitar a visualização dos mesmos e outras coisas bacanas que fizemos. Sem contar que, desta forma, todo o material do passado vai ficar concentrado em um único site.

    Hoje vou resgatar uma das edições em que eu trouxe à baila os trabalhos sensacionais de alguns dos mais brilhantes – e criminosamente esquecidos – jazzistas de todos os tempos. Além de você assistir a este vídeo, fique

    Saiba mais »de Resgatando velhos papos: jazzistas brilhantes e pouco conhecidos


  • REVELAÇÃO (assista ao vídeo)
    10 – Barra Music – Rio de Janeiro
    11 – Ritmo da Lapa – Rio de Janeiro
    14 – Vila dos Pinheiros – Rio de Janeiro
    15 – Chevrolet Hall – Belo Horizonte
    16 – Varanda Vivo Rio – Rio de Janeiro

    TRANSATLANTIC
    13 - Carioca Club – São Paulo
    Quem ainda verte lágrimas de esguicho (obrigado, Nelson Rodrigues!) pelo rock progressivo dos anos 70 e 80, quando Genesis e Marillion foram coloca do no mesmo balaio de gatos, este é provavelmente o show do ano. Para quem não conhece, esta é a banda que reúne o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater), o vocalista/guitarrista/tecladista Neal Morse (ex-Spock's Beard), o baixista do Marillion, Pete Trewavas, e o guitarrista do Flower Kings, Roine Stolt. Nem preciso escrever a respeito do tipo de som que estes caras fazem, né? Oscilando entre o chato e o interessante, o som dos caras só pode ser conferido se você estiver armado de muita paciência.

    GUILHERME ARANTES & ANA CAÑAS
    13 – HSBC Brasil – São Paulo
    Depois de lançar um ótimo disco,

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  • A cada dia que passa, chego à conclusão de que os problemas do Brasil são encarados como uma caspa: basta passar um creme, um remédio qualquer, e tudo voltará às mil maravilhas.

    A verdade é que se o mundo fosse uma sala de aula, nosso povo sentaria no fundão, alvo de desdém por parte dos professores e dos colegas e até mesmo dos valentões repetentes. Isto acabou despertando um sentimento de prepotência que independe da classe econômica e social do indivíduo ou da própria comunidade. A farra está institucionalizada. Daí para a barbárie é um passo.

    Veja por exemplo o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Os morros cariocas continuam um verdadeiro inferno incontrolável de violência, banditismo e ausência de qualquer coisa semelhante ao que chamamos de “ordem”. Não adianta governador e prefeito aparecerem na TV dizendo quer tudo está pacificado. Mentira. O Rio hoje é uma terra de ninguém, como uma cidade do velho Oeste apavorada com a guerra entre os bandos dos irmãos Dalton e os irmãos

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  • Bons discos…

    NIRVANA - In Utero (20th Anniversary Reissue)
    A edição comemorativa das duas décadas de lançamento do álbum que pretendia devolver à banda de Kurt Cobain a credibilidade do underground – segundo seus próprios integrantes – saiu no final do ano passado em sua edição “deluxe”, mas ainda é um petisco a ser degustado com atenção, juntamente com o DVD Live and Loud.

    O CD duplo traz o álbum original remasterizado e uma nova versão, com uma mixagem feita no ano passado pelo próprio produtor do disco, Steve Albini, mais um monte de bonus tracks, b-sides - como a perturbadora “Moist Vagina” e a crua “Gallons of Rubing Alcohol Flow Through the Strip” - e as demos de inúmeras canções. Tudo isto faz com que a gente tenha outra impressão de In Utero, muito distanciada do estranhamento causado pelo fato de o álbum passar a anos-luz de distância de um hipotético “Nevermind parte 2”, que é o que a maioria dos fãs do trio esperava.

    METALLICAThrough the Never (Music From the Motion Picture)

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Sobre Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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