Na Mira do Regis
  • Os vídeos que você vai assistir abaixo são dedicados a todas as pessoas que:

    a) não acreditam quando digo e escrevo que vivemos em um processo de emburrecimento coletivo;

    b) pensam “posso escrever errado na internet, pois escrevo certo na hora em que eu quiser”;

    c) acham que o que se escreve nas redes sociais e na seção de comentários dos grandes portais – como o Yahoo aqui - é apenas “diversão”.

    É este o Brasil que você quer para os seus filhos?



  • REVELAÇÃO (assista ao vídeo)
    10 – Barra Music – Rio de Janeiro
    11 – Ritmo da Lapa – Rio de Janeiro
    14 – Vila dos Pinheiros – Rio de Janeiro
    15 – Chevrolet Hall – Belo Horizonte
    16 – Varanda Vivo Rio – Rio de Janeiro

    TRANSATLANTIC
    13 - Carioca Club – São Paulo
    Quem ainda verte lágrimas de esguicho (obrigado, Nelson Rodrigues!) pelo rock progressivo dos anos 70 e 80, quando Genesis e Marillion foram coloca do no mesmo balaio de gatos, este é provavelmente o show do ano. Para quem não conhece, esta é a banda que reúne o baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater), o vocalista/guitarrista/tecladista Neal Morse (ex-Spock's Beard), o baixista do Marillion, Pete Trewavas, e o guitarrista do Flower Kings, Roine Stolt. Nem preciso escrever a respeito do tipo de som que estes caras fazem, né? Oscilando entre o chato e o interessante, o som dos caras só pode ser conferido se você estiver armado de muita paciência.

    GUILHERME ARANTES & ANA CAÑAS
    13 – HSBC Brasil – São Paulo
    Depois de lançar um ótimo disco,

    Saiba mais »de É show ou é fria? - 2ª semana de fevereiro
  • A cada dia que passa, chego à conclusão de que os problemas do Brasil são encarados como uma caspa: basta passar um creme, um remédio qualquer, e tudo voltará às mil maravilhas.

    A verdade é que se o mundo fosse uma sala de aula, nosso povo sentaria no fundão, alvo de desdém por parte dos professores e dos colegas e até mesmo dos valentões repetentes. Isto acabou despertando um sentimento de prepotência que independe da classe econômica e social do indivíduo ou da própria comunidade. A farra está institucionalizada. Daí para a barbárie é um passo.

    Veja por exemplo o que está acontecendo no Rio de Janeiro. Os morros cariocas continuam um verdadeiro inferno incontrolável de violência, banditismo e ausência de qualquer coisa semelhante ao que chamamos de “ordem”. Não adianta governador e prefeito aparecerem na TV dizendo quer tudo está pacificado. Mentira. O Rio hoje é uma terra de ninguém, como uma cidade do velho Oeste apavorada com a guerra entre os bandos dos irmãos Dalton e os irmãos

    Saiba mais »de Perdemos o controle sobre nós mesmos
  • Bons discos…

    NIRVANA - In Utero (20th Anniversary Reissue)
    A edição comemorativa das duas décadas de lançamento do álbum que pretendia devolver à banda de Kurt Cobain a credibilidade do underground – segundo seus próprios integrantes – saiu no final do ano passado em sua edição “deluxe”, mas ainda é um petisco a ser degustado com atenção, juntamente com o DVD Live and Loud.

    O CD duplo traz o álbum original remasterizado e uma nova versão, com uma mixagem feita no ano passado pelo próprio produtor do disco, Steve Albini, mais um monte de bonus tracks, b-sides - como a perturbadora “Moist Vagina” e a crua “Gallons of Rubing Alcohol Flow Through the Strip” - e as demos de inúmeras canções. Tudo isto faz com que a gente tenha outra impressão de In Utero, muito distanciada do estranhamento causado pelo fato de o álbum passar a anos-luz de distância de um hipotético “Nevermind parte 2”, que é o que a maioria dos fãs do trio esperava.

    METALLICAThrough the Never (Music From the Motion Picture)

    Saiba mais »de Bons discos…
  • DUO DE DOIS
    Formada pelo flautista e saxofonista Alexandre Guerra e pelo pianista Toni Cunha, a dupla conseguiu uma simbiose perfeita na elaboração de composições próprias cativantes. O disco Desoriente é tão brilhante em termos de arranjos e execução que uma versão da manjada”Stairway to Heaven” (sim, aquela mesma do Led Zeppelin) soa como se fosse uma composição de ambos. Você pode ouvi-la e ver o grupo em ação nos links abaixo:

    ARTUR MENEZES
    E a cena brasileira do blues não cansa de revelar novos talentos. É o caso deste excelente guitarrista, que foi muito elogiado por Buddy Guy quando abriu um dos shows do mestre aqui no Brasil. Seu disco #2 é a prova inequívoca de que o gênero pode perfeitamente dialogar com o soul, country, reggae e até mesmo com a música nordestina. Assista abaixo seu excelente desempenho em um dos bons momentos do CD, “Dangerous Mood”:

    TRIO CORRENTE
    Quando lançaram em 2004 o álbum Corrente, o pianista Fabio Torres, o baixista Paulo Paulelli e o baterista

    Saiba mais »de A música brasileira vai mal? Você que pensa… parte 20


  • DUDA NEVES
    3 - SESC Consolação – São Paulo
    Um dos melhores bateristas brasileiros de todos os tempos vai mostrar um pouco de sua arte em um show imperdível. Reunindo composições de seus bons discos em carreira solo e tendo o baixista Silvinho Mazzuca e o pianista Michel Freidenson como “comparsas”, não tem como dar errado. Não perca!

    BRUNO SOUTO
    5 – SESC Vila Mariana – São Paulo
    Para quem não sabe de quem se trata, ele é o vocalista e principal compositor da banda Volver e lançou recentemente seu primeiro disco solo, o interessante Estado de Nuvem, no qual exibe a influência que recebeu da Jovem Guarda e da dita “música brega” dos anos 70. Tirando as desafinações de sua voz ao vivo, dá até para curtir algumas canções de seu show. Não é lá uma apresentação indicada para quem é muito exigente, mas dá uma boa ideia de como anda a “cabeça indie” brasileira.

    OFFSPRING (assista ao vídeo)
    5 - Chevrolet Hall – Belo Horizonte
    7 - Devassa on Stage – Florianópolis
    8 - festival Planeta Atlântida -

    Saiba mais »de É show ou é fria? - 1ª semana de fevereiro
  • Conforme prometi, trago aqui a parte final do roteiro que tracei para fazer você começar a gostar do trabalho de Neil Young – quem não viu a primeira parte pode assistir aqui.

    Nesta matéria escolhi um disco de cada fase dele – e não necessariamente aqueles que são considerados os melhores pela crítica - para terminar este painel sonoro inicial. Depois destas indicações, você estará pronto para mergulhar definitivamente dentro da extensa discografia deste lendário canadense. Ou se afastar completamente, o que certamente lhe dará um atestado de burrice do tamanho de um outdoor. Bom, aí com você...

    RUST NEVER SLEEPS (1979)
    Discaço que Young gravou ao vivo com o Crazy Horse e colocou alguns overdubs posteriormente em estúdio. É um disco denso, pesado e lírico ao mesmo tempo, com melodias belíssimas e letras espetaculares. Divido em duas partes – um lado acústico e outro elétrico – é daqueles álbuns para se levar para uma ilha deserta. Canções como a dobradinha “My My, Hey Hey (Out of

    Saiba mais »de Para começar a gostar de Neil Young – parte final
  • Em mais uma etapa do resgate de uma série de matérias que fiz aqui para o Yahoo em priscas eras e que acabaram se perdendo com algumas mudanças na plataforma de vídeos do portal, trago agora mais uma edição de 2011 do programa Na Galeria do Regis, desta vez dando algumas dicas a respeito dos álbuns que você deveria ouvir para começar a gostar do som do grande Neil Young.

    De lá para cá, ele lançou mais alguns discos bacanas, que serão incluídos na segunda parte deste especial, que devo publicar aqui ainda esta semana. Portanto, divirtam-se e aguardem pelas novas dicas:

  • Roy Cicala no estúdio

    Semana passada foi um tremendo baixo astral para mim, pois perdi um grande amigo, o Hélcio Aguirra – leia o texto que escrevi a respeito dele aqui -, e não estava a fim de escrever a respeito de outras mortes que aconteceram nos últimos dias. Sabe como é, se você falando/escrevendo/remoendo estas coisas, acaba atraindo ainda mais este tipo de “bad vibe”.

    É por isto que só hoje é que vou comentar a respeito de um cara que trabalhou como produtor e engenheiro de som em praticamente dezenas de álbuns que eu adoro – do Frampton Comes Alive, do Peter Frampton, ao Watertown, do Frank Sinatra; do Electric Ladyland, do Jimi Hendrix, ao Lodger, do David Bowie; do Born to Run, do Bruce Springsteen, ao Toys in the Attic, do Aerosmith – e que serviu de referência para todas as gerações de pessoas que passaram a trabalhar com gravação, seja em estúdio ou em shows.

    Roy Cicala não era brincadeira. O que ele manjava da arte de gravar sons em qualquer circunstância – ele foi o principal responsável

    Saiba mais »de Roy Cicala foi o produtor e engenheiro de som que todo mundo gostaria de ser
  • Ella Maria Lani Yelich-O'Connor é uma menina neozelandesa de 18 anos. Isto não significaria nada para você se não fosse o fato de que ela atende pelo nome artístico de “Lorde” e é uma das inúmeras 'sensações instantâneas' que o show business inventa de tempos em tempos para ganhar uns trocados em cima de gente incauta. “Artistas” que jamais fizeram o tradicional rito de passagem pelos palcos, entrando diretamente dentro de um estúdio para gravar canções compostas por outras pessoas, tudo embaladinho e pronto para ser desovado no mercado.

    Depois do tremendo fracasso que foi a tentativa de emplacar um embuste como Lana Del Rey, derrubada depois de uma desastrada apresentação no programa Saturday Night Live em 2012, que apenas evidenciou que ela era apenas um fantoche pseudoclassudo cantando como se estivesse dopada por anestésicos para búfalos. Era uma questão de tempo surgir alguém com as mesmas características. A diferença é que o disco de estreia da Lorde é apenas um pouquinho melhor

    Saiba mais »de Lorde é mais um embuste para tapar buraco no pop

Sobre Regis Tadeu

Regis Tadeu é crítico musical, jurado do Programa Raul Gil, colunista/produtor/apresentador do portal do Yahoo, produtor/apresentador dos programas Rock Brazuca e Agente 93 na Rádio USP FM e foi Diretor de Redação/Editor das revistas Cover Guitarra, Cover Baixo e Batera.

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