Avril Lavigne prova – mais uma vez – que “meet & greet” é coisa para idiotas

“Encontrar e cumprimentar”. Esta é a tradução do termo “Meet & Greet”, que designa o momento em que o fã de um determinado artista tem a oportunidade de ter um encontro mais próximo com seu ídolo, não sem antes desembolsar uma boa grana, é claro. Como todo fã é um perfeito idiota, ele não se abala em pagar quantias absurdas para passar uns poucos segundos ao lado do alvo de sua adoração.

Alguns artistas levam este evento a sério, como o pessoal do Metallica, por exemplo. Veja o tipo de atenção que a banda dispensa nestas ocasiões aos fãs abonados no vídeo abaixo:

Em compensação, existem artistas que enxergam a ocasião apenas como uma oportunidade de faturar uma graninha extra em cima dos otários “babadores de ovos pelos cantos da boca”. Não fiquei surpreso com a notícia de que a “falsa adolescente” Avril Lavigne – ela já tem 30 anos, porra! – fez sua produção organizar um “meet & greet” a R$ 800,00 e, na hora H, exigiu que nenhum fã encostasse nela na hora de tirar a foto tradicional do encontro. Nem mesmo um aperto de mão! Nem mesmo uma pequena conversa! Nada! Apenas a foto e tchau... O mesmo já havia acontecido na última passagem do pirralho Justin Bieber pelo Brasil no ano passado, quando cada fã retardada desembolsou a incrível quantia de R$ 3 mil apenas para conhecer o moleque. Ah, elas também foram terminantemente proibidas de encostar no... ahn... “cantor”.

Para esta turma que não cansa de chorar e se esgoelar por seus ídolos, republico aqui o trecho de um texto que escrevi anos atrás e que, infelizmente, continua muito atual...

TODO FÃ É UM IDIOTA

Antes de tudo, é preciso deixar claro: fã é todo aquele ser que chora por seu ídolo, que coleciona pastas e pastas com fotos de seu objeto de desejo, que tem seu quarto forrado de pôsteres do alvo de seu fanatismo - palavra que, não à toa, originou o termo "fan" ou "fã", dando uma 'abrasileirada' -, que chora na porta de camarim, que passa dias e dias na fila, esperando o momento de entrar no local onde acontecerá o show de seu "amor não correspondido". Ou seja, é o retrato nu e cru, despido de qualquer racionalidade, de um idiota.

Se você é daquelas pessoas que adora o seu ídolo de uma maneira equilibrada, que aprecia o seu trabalho quando o cara manda bem, mas reconhece as pisadas na bola e os vacilos, então você não é um fã, mas sim um admirador. Você simplesmente gosta da banda ou de quem quer que seja. Você não o ama, não chora por ele, não grita, não se desespera quando um pedido de autógrafo é recusado, não pensa em cortar os pulsos quando recebe a notícia que seu "amor" vai se casar com uma outra pessoa que não é você. Você não é um fã. Você não é um imbecil.

E a verdade precisa ser dita, mesmo que ela seja muito dolorida para quem está lendo este artigo neste exato momento: o artista também acha que o seu fã é um idiota.

Ele sabe que esse amor desmedido é uma bobagem, um transtorno hormonal muito comum em adolescentes, embora sejam frequentes os casos de pessoas mais velhas se portando como bobalhões - em caso de dúvida, vá até a porta de um hotel de luxo que esteja hospedando um artista internacional e veja com seus próprios olhos.

O artista quer que você compre o disco dele e vá aos shows, que demonstre explicitamente a sua devoção comprando a camiseta da turnê, a edição especial do CD que está sendo "trabalhado" na turnê, o chaveirinho, o imã de geladeira. Todo artista no fundo, pensa "me ame, me idolatre, compre todas as bugigangas que eu soltar no mercado, mas fique longe de mim". Lamento, mas esta é a pura verdade.

A maioria dos artistas lança discos com canções pensadas em agradar a essa massa bovina de seguidores, que salivam por qualquer coisa que seu ídolo faça.

Pense nisto, fã.

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