"É Show ou é Fria": 1ª semana de novembro

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Na Mira do Regis

Aviso: por conta de uma reestruturação organizacional no site, as edições deste mês não trarão os tradicionais vídeos. Voltaremos com eles em breve. Por enquanto, fique aqui com as minhas opiniões e recomendações. Obrigado!

MARCELO GROSS

3 - Opinião - Porto Alegre

O guitarrista do Cachorro Grande vai mostrar as canções de seu bom disco solo, Use o Assento Para Flutuar, ao lado de uma banda de apoio bem interessante. É uma boa pedida pelo simples fato de que ele consegue incutir em seu som as influências de Faces, Rolling Stones e de outros nomes do blues rock sem abrir mão de sua própria personalidade como guitarrista.

DUO ALEMÃO & RUDY ARNAULT

3 - SESC Consolação - São Paulo

Para quem não sabe, Olmir Stocker - o “Alemão” – é um dos mais brilhantes violonistas/guitarristas da história da música brasileira. Ao lado de um novo parceiro, o também guitarrista Rudy Arnaut, ele vai mostrar um repertório notadamente calcado em suas próprias composições e em reinterpretações brilhantes de temas compostos por Tom Jobim, Duke Ellington e até Heitor Villa-Lobos. É daqueles shows de alto gabarito incontestável.

HAMMOND GROOVES

4 - Livraria Cultura do Shopping Bourbon – São Paulo

8 - Riviera Bar – São Paulo

Aqui está um exemplo de apresentação que você não pode perder em hipótese alguma. Este trio – capitaneado por Daniel Latorre, um dos maiores experts em órgãos Hammond da América Latina – sempre faz shows espetaculares justamente tendo este lendário instrumento guiando baixo e bateria em levadas instrumentais sensacionais. Para “piorar”, o repertório é lotado de composições de Jimmy Smith, Booker T & The MG’s e mais um monte de coisas bacanas do “jazz boogaloo”. Simplesmente imperdível! Ah, e o show da livraria tem entrada gratuita.

THE DRUMS

5 - Cine Joia - São Paulo

O som desta banda americana pode ser traduzido na seguinte fórmula: INXS fase inicial australiana + Strokes + Orange Juice. Ou seja, um som pseudomoderninho, bem oitentista na abordagem mais “pop new wave” que você puder imaginar. É daqueles shows para quem se julga muito “mudéeeerno” e que tapa os olhos na hora de assistir a um evento de MMA. Sacou?

RENATO BORGHETTI & ORQUESTRA DE CÂMARA DE BLUMENAU

5 - Teatro Bradesco - São Paulo

Se o Brasil fosse um país realmente sério em termos de cultura, este acordeonista seria cultuado como um dos maiores representantes de uma sonoridade nacional muito distante do estereótipo “sambista” de nossa terra. Como não é, as plateias que assistem aos seus shows podem se sentir privilegiadas por tomarem contato com a abordagem “Mercosul” que ele imprime a temas eruditas e populares, acompanhado pelo excelente arranjador e violonista Daniel Sá, e agora junto à uma orquestra. Vá e se surpreenda…

THINK MUSIC FESTIVAL

5 – Clube Atlético Juventus – São Paulo

Na boa: não dá para encarar um show que reúna ótimas cantoras do passado como Gloria Gaynor e Cheryl Lynn sem imaginar que trata-se de um grande “baile da saudade brega”. Menos mal que ambas continuam com a voz em forma e que hits como “I Will Survive”, “Never Can Say Goodbye” e “I Am What I Am” ainda sejam responsáveis por uns minguados trocados caindo no cofrinho de Gaynor. Preste bastante atenção em Lynn, que continua arrasando ao cantar seu único sucesso, a sensacional “Got to Be Real”. Na abertura, vão rolar apresentações com um tal de DJ Cris Efx - do qual eu nunca ouvi falar – e do pioneiro DJ Iraí Campos. ATENÇÃO: O EVENTO FOI CANCELADO!!!!!

FRANK SOLARI

6 - Opinião - Porto Alegre

Quem é guitarrista faz sinal de reverência quando ouve o nome deste extraordinário instrumentista gaúcho. Quem não é deveria fazer o mesmo. Não importa o que ele vai tocar neste show: rock, fusion, covers ou o diabo a quatro. Vá e saia do local com o queixo caído. Simples assim.

ZECA BALEIRO & ZÉLIA DUNCAN

6 - Cine Theatro Central- Juiz de Fora (MG)

Apesar de seus detratores alegarem que ele não faz nada de novo, a verdade é que Zeca Baleiro é daqueles caras que podem ser acusados de qualquer coisa, menos de ser preguiçoso em relação ao seu trabalho musical. Sempre produzindo boas canções, com arranjos que muitas vezes fogem dos padrões tradicionais e com um discurso encorpado em termos poéticos, ele injeta certa dose de inconformismo dentro de uma cena que se mostra excessivamente passiva. Isto tudo sem contar a banda de apoio de primeiríssima qualidade. Ao lado de Zélia, cantora razoável com timbre de voz extremamente característico, ambos certamente irão mostrar boas canções de seus respectivos repertórios. É daquelas apresentações simpáticas, que mostram que ainda é possível fazer música brasileira com um nível de qualidade acima da média.

INFORMATION SOCIETY

6 - Brook’s - São Paulo

Poucas coisas são tão picaretas e tão desprovidas de qualquer traço de sinceridade do que uma apresentação deste grande engodo musical que ainda hoje arrasta correntes por aí, como se fosse um zumbi apodrecido embaixo de um lençol puído e igualmente fedorento. É um festival de playbacks, tendo à frente um grupo de músicos sem o menor carisma e o vocalista Kurt Harland, um dos sujeitos mais intragáveis do show business. Não desperdice a sua grana com patifarias musicais deste naipe, mesmo que eles estejam divulgando um novo álbum até que razoável, Hello World.

BIG GILSON & OTÁVIO ROCHA

6 - Caixa Cultural - Rio de Janeiro

Dois guitarristas de blues de “mãos cheias”, a dupla vai arrasar in dependente do repertório que venham apresentar. Preste atenção ao suingue “sacana” de Gilson e ao hábil manejo do slide por parte de Otávio, que lhe deu boa fama em seu trabalho com o seu grupo, o Blues Etílicos. Programão!

FAGNER

6 - Palácio das Artes - Belo Horizonte

Dono de algumas canções mais bonitas da história da música brasileira, este cearense continua na ativa e bem. Com o suporte de uma excelente banda a seu lado, Fagner desfia canções lindíssimas com sua voz característica e repleta de poesia de primeira grandeza. Showzão!

FÁBIO JR.

6 - Teatro Guaíra – Curitiba

Não adianta anunciar a estreia de um “novo show”. Da mesma forma como acontece com Roberto Carlos, Fábio Jr. também vem há muito tempo apresentando um show bastante burocrático. Mas ao contrário do “Rei”, o pai do tal de Fiuk é um roqueiro enrustido e sacana, que sabe que um pouco de espontaneidade é caminho certo para cativar ainda mais as suas fãs, que nunca cessam de gritar em suas apresentações. De uma coisa você pode ter certeza: a banda de apoio do cantor é sempre um time de primeira grandeza em termos instrumentais. Já as músicas…

LOBÃO

6 - Bolshoi Pub – Goiânia

Lobão promete mostrar várias canções inéditas e tocar aqueles velhos hits de sua carreira. Tomara que ele tenha tido o cuidado de massagear sua garganta com mel, pois ele anda desafinando muito nos shows mais recentes. Já a sua banda – agora resumida a apenas um baixista e um baterista – ajuda Lobão a deixar as canções ainda mais pesadas. Se fosse você, eu iria conferir, mas torcendo para que ele deixe de lado a “discurseira” política…

JARDS MACALÉ

6 e 7 - SESC Pinheiros - São Paulo

Um dos mais irrequietos compositores da História da música brasileira, ele vai apresentar grandes canções de sua carreira que foram incluídas em seu mais recente CD (Jards)/DVD (Macalé), ou seja, vai mostrar várias canções novas. Só que isto não significa que o velho Jards vai deixar de mexer com a cabeça e os sentidos da plateia. E isto é bem legal… Detalhe: no show de quinta, Otto será o convidado especial; na sexta, será a vez de Céu.

ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO

6 a 9 - Citibank Hall - São Paulo

Entra ano, sai ano… E a dupla continua a não mostrar qualquer novidade significativa em suas apresentações? Dá para esperar que os irmãos mostrem canções inusitadas, arranjos novos que fujam da mesmice e interpretações menos cafonas? Claro que não. Resumindo: quem assistir a este show vai ter uma incrível experiência de ver e ouvir o mesmo desfile de tédio sonoro, mesmo que algumas canções novas tenham sido enxertadas no repertório. Deus, que troço chato…

BEHEMOTH

6 – Teatro Feevale - Novo Hamburgo (RS)

7 - Music Hall - Curitiba

8 - Carioca Club - São Paulo

9 - Circo Voador - Rio de Janeiro

Nunca assistiu a um show de black metal e morre de curiosidade em saber como é? Então não perca a apresentação desta sensacional banda polonesa, que faz um dos sons mais brutais e bem executados da atualidade – o mais recente álbum dos caras, The Satanist, já está na minha lista dos “Melhores Discos de 2014” e na de muita gente também. As composições são brilhantemente arranjadas, todo mundo na banda toca muito e o clima é de celebração. Meio demoníaca, claro, mas você esperava o quê? Corais de anjos fazendo backing vocals? Showzaço!

SKANK

7 - Vivo Rio – Rio de Janeiro

Canções bacanas, instrumentistas competentes, astral animado e simpatia espontânea. Pois são exatamente estas características que sempre estão presentes em qualquer show do grupo mineiro. O que mais a gente pode pedir hoje de uma banda nacional em um território tomado por um mainstream formado por artistas medíocres e ridículos? Você até achar que as apresentações são previsíveis e que as canções do mais recente disco deles, Velocia, são muito fracas – e são mesmo! -, mas é inegável que a plateia sempre tem pelo menos um sorriso estampado no rosto durante suas apresentações. Vá e divirta-se!

ALAÍDE COSTA e CLAUDETTE SOARES

7 - SESC Belenzinho - São Paulo

Duas das maiores cantoras que o Brasil já teve a oportunidade de ouvir irão recriar, meio século depois, o antológico show em que ambas participaram no Teatro Paramount, batizado como O Fino da Bossa, que acabou inspirando o programa de TV que tinha Elis Regina e Jair Rodrigues como apresentadores. Para melhorar ainda mais, as duas vão mostrar canções Tom Jobim e Vinícius de Morais. Se quiser assistir ao vivo uma linda página da música brasileira, a oportunidade é esta!

MATUTO MODERNO

7 - SESC Pompéia - São Paulo

Quem acompanha o ótimo trabalho que a dupla Ricardo Vignini e Zé Helder faz no duo Moda de Rock tem que assistir a apresentação da outra banda de ambos, que faz um amálgama bem interessante de rock com as várias vertentes da verdadeira música sertaneja/caipira. E ainda por cima vão rolar participações especiais, das quais se destaca o inacreditável e quase sobrenatural violeiro Índio Cachoeira. Assista e saia absolutamente surpreso com a experiência. É altamente desaconselhável para quem chora ouvindo as porcarias que Jorge & Matheus despejam em ouvidos pouco treinados…

FALAMANSA

7 - Sport Bar - Guarulhos (SP)

Um veterano sanfoneiro razoável + garotos bonitinhos que não sabem nada de forró + músicas horríveis = Falamansa. Sempre foi, ainda é e sempre será isto. Nada mais a declarar.

NAÇÃO ZUMBI

7 - Estúdio Verona - São Paulo

A verdade é uma só: se você assistiu uma única vez ao show deste grupo, pode apostar que viu todos, pois as suas apresentações sempre guardam pouquíssimas surpresas. É bem provável que isto tenha influenciado os caras a gravar seu mais recente álbum, lançado este ano e batizado com o nome da banda, com canções mais ‘palatáveis’ aos ouvidos comuns e medíocres. Certamente tal característica estará presente neste show. Bem, já é uma novidade, né?

BELO

7 - Carioca Club - São Paulo

Sempre achei que o Belo foi preso pelos motivos errados: quem “canta” as “músicas” que ele mostra nos shows não merece outra coisa senão passar um bom tempo tomando água de caneca e tendo duas horas de sol por dia. Uma verdadeira aberração para quem gosta de samba, Belo personifica o que de pior o tal “pagode” propiciou. Se bem que ele, perto de barbaridades como o Grupo Molejo, poderia ser considerado o Seal. Mas isso já é outra história…

VÂNIA BASTOS

7 - Praça Peixoto Gomide - Itapetininga (SP)

Ao lado de uma boa banda – com destaque para o violonista e arranjador Ronaldo Rayol -, a sempre boa cantora vai mostrar um espetáculo totalmente calcado em cima de grandes canções compostas por Vinicius de Moraes. Só por conta disto este show merece ser conferido. Ainda mais sendo gratuito…

ZÉ RAMALHO

7 - Teatro Positivo – Curitiba

Se existe um artista brasileiro com um repertório acima de qualquer suspeita na hora de montar um show, este é Zé Ramalho. Principalmente porque ele não é daqueles que deita nos louros do passado e está sempre compondo novas e instigantes canções. Pode apostar que o show será bem legal, com toneladas de hits e qualidade sonora impecável.

JULIO IGLESIAS

7 - Centro de Eventos do Ribeirão Shopping - Ribeirão Preto (SP)

8 - Red Eventos - Jaguariúna (SP)

Graças a Deus que o veterano canastrão avisou que esta será sua última turnê. Desta forma, seremos poupados daqui até a Eternidade de ouvirmos seus lamentos torturantes, que permeiam algumas das mais pavorosas canções da história da Humanidade. Aleluia! Aleluia!

TULIPA RUIZ

7 - Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro

Um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show. O repertório é bacana – centrado em seu mais recente disco, o bom Tudo Tanto, lançado há alguns meses -, Tulipa é carismática e a banda que a acompanha segura muito bem a onda. Você vai sair do showcom vontade de comprar o disco da garota. Pode apostar!

DORI CAYMMI

7 - Teatro Bradesco - Belo Horizonte

Nome importantíssimo na história da música brasileira, Dori vai mostrar nesta apresentação porque é idolatrado nos Estados Unidos por músicos respeitados do jazz. Vê-lo tocar violão daquele modo personalíssimo, cheio de afinações esquisitas e aquelas harmonias que deixaram Tom Jobim e Joe Pass de queixo caído já vale o ingresso. E neste show ele estará acompanhado apenas de seu violão e sua voz, interpreta canções inéditas que fez em parceria com Paulo César Pinheiro.

FAFÁ DE BELÉM

7 – Teatro Castro Alves – Salvador

Para os mais jovens, ela é apenas uma “tia cantora que foi jurada do Ídolos”, mas tenha a certeza de que ela é muito mais do que isto. Dona de uma das vozes mais lindas da história da MPB, ela tem tudo para fazer um bom espetáculo intimista, já que estará acompanhada apenas pelo piano do requisitado maestro Cristovão Bastos. O problema será o repertório, coisa que Fafá nunca soube escolher muito bem ao longo de sua carreira. Torça para que ela esteja inspirada e deixe de lado a cafonice que sempre marcou grande parte de suas interpretações.

SÓ PARA CONTRARIAR

7 - Santa Mix - São José dos Campos (SP)

Voltando às atividades sem ninguém pedir, a banda liderada por Alexandre Pires continua a fazer o mesmo de antes: espalhar alegria artificial por meio de canções ruins e uma vibração tão potente quanto a de uma joaninha morta. É um show ideal para quem não tem discernimento entre o que é samba e pagode xexelento…

TITÃS

7 - Luso Brasileiro - São José dos Campos (SP)

A nova formação, que finalmente está bem azeitada, e o repertório, que intercala as ótimas canções do passado com as novas do bom e mais recente álbum, Nheengatu, são motivos mais que suficientes para que você levante a bunda da cadeira e vá assistir a este show. Simples assim.

THIAGUINHO

7 - Golden Palace - Marília (SP)

8 - Adler - Vinhedo (SP)

Pouco importa que ele esteja lançando um novo disco, Outro Dia, Outra História. Embora seja um cara carismático em cima do palco, Thiaguinho desperdiça isto com um repertório de porcarias vexaminosas, que só entusiasma periguetes e candidatas a tal. Sem contar que, ao vivo, sua voz não é lá essas coisas, o que não ajuda em nada a tornar seu show um evento imperdível. Pelo contrário: é preferível ficar em casa assistindo ao videotape de Sampaio Correa x Remo, disputado em uma terça-feira chuvosa.

A BANDA MAIS BONITA DA CIDADE

7 - Orákulo - Maceió

Nem preciso escrever nada, né? Na boa: se você está pensando em assistir a este show, é porque está com o cérebro entupido de bolo de fubá da vovó com café quentinho. Pelo amor de Deus…

MARCELO NOVA

7 – Capital Disco – Santos (SP)

Dono de um inegável carisma, ele sempre entrega o que promete: um show de rock and roll descompromissado, divertido e engajado na preservação de uma “vitalidade roots” bem vinda. Suas composições são bem acima da média e a banda que o acompanha é sempre competente. Torça para que ele toque vários temas do Camisa de Vênus para a coisa ficar ainda mais energética para quem está na plateia.

BRUNO & MARRONE

7 – Victoria Villa – Curitiba

Sem sombra de dúvidas, esta dupla - bem, “dupla” é modo de escrever, já que apenas um canta, ou melhor, grita, enquanto o outro apenas mexe os lábios - é um dos troços mais asquerosos que a música mundial já presenciou. É impressionante como Bruno & Marrone são artistas de uma regularidade impressionante: nada do que eles cantam e tocam é digno de um único elogio. No palco, então… As canções são arremedos do que de pior pode ser chamado de “romantismo”, com arranjos absurdamente manjados e interpretações canhestras. Quando a dupla cisma de colocar bailarinos fazendo coreografias de 18ª categoria, aí é o Apocalipse. Parece incrível, mas, perto eles, Vitor & Leo soam como Simon & Garfunkel.

NO FUN AT ALL

7 e 8 - Hangar 110 - São Paulo

Das bandas surgidas nos anos 90 professando a sua fé no punk e no hardcore, este quinteto sueco e dos mais energéticos e vibrantes. As canções são meio parecidas entre si, mas… Quem se importa? Vá e esteja preparado para testemunhar um verdadeiro pandemônio no palco e na plateia.

JAIR OLIVEIRA

7 e 8 - Tom Jazz - São Paulo

Talentoso cantor/compositor/arranjador/multiinstrumentista/produtor, o filho de Jair Rodrigues sempre carrega em suas apresentações uma bagagem sonora que evidencia suas influências advindas do soul, samba, jazz e funk old school, tudo tocado com grande habilidade e delicadeza. Boa pedida!

DEEP PURPLE

7 - Net Live – Brasília

9 - Master Hall – Curitiba

Sinto-me um pouco deprimido ao escrever isto, mas vá lá: só assista a estes shows se você nunca viu qualquer apresentação desta lendária banda. Caso contrário, fique em casa e não testemunhe a inacreditável decadência vocal de Ian Gillan, não veja o quanto o falecido Jon Lord faz falta nos teclados – apesar d Don Airey ser um substituto à altura em termos técnicos -, e não presencie o incrível esforço do guitarrista Steve Morse, do baixista Roger Glover e, principalmente, do extraordinário baterista Ian Paice em manter tudo funcionando com um mínimo de honestidade e dignidade. Pena…

DOUGLAS LAS CASAS & GRUPO TRÊS DE PAUS

8 - SESC Ipiranga - São Paulo

Las Casas é um dos mais extraordinários e requisitados bateristas brasileiros, dono de um estilo personalíssimo. Ao lado de excelentes músicos, ele vai mostrar o quão rica continua a música instrumental brasileira e ainda vai mandar umas versões estonteantes para temas de Miles Davis e John Coltrane. Assista!

ROSA DE SARON

8 - Opinião - Porto Alegre

Os integrantes são bons músicos, aquela coisa toda, mas canções deste grupo gospel são muito, mas muito chatas. É um chororô que beira o insuportável, ainda mais porque o grupo anda agora sendo muito influenciado em termos sonoros pelo pavoroso Creed. Jesus Cristo, que troço chato…

PÉRICLES

8 - Chevrolet Hall - Belo Horizonte

Ele é um cara carismático e dono de uma bela voz. Com o fim do Exaltasamba, Péricles iniciou sua carreira solo e eu torço sinceramente para que ele se afaste completamente do som que fazia com seu finado grupo, voltando a fazer um samba de raiz com letras que tenham uma maior profundidade poética. A julgar pelas poucas canções que ouvi desta nova fase, infelizmente parece que isto não vai acontecer. Pena…

SIMONINHA

8 - SESC Osasco - Osasco (SP)

Ainda se apresentando com o show de lançamento de seu mais recente CD, Alta Fidelidade, o filho do grande Wilson Simonal tem que corrigir a sua crônica falta de afinação na hora de cantar suas canções ou os clássicos do pai. Sim, porque você pode apostar que ele vai continuar a revisitar a obra do genial artista enquanto for vivo, até para dar um upgradeno repertório de suas apresentações, já que suas próprias composições nunca foram lá grande coisa. É claro que ele terá uma ótima banda de apoio a lhe oferecer o suporte instrumental necessário, mas será isto suficiente para fazer Simoninha cantar bem e afinado? Esta é a questão…

LULU SANTOS

8 - Arena Vitoria Alvares Cabral - Vitória

Show de Lulu Santo sempre é garantia de caminhão de hits bem tocados, performances energéticas e precisas, gente incapaz de ficar sentada na plateia e muita cantoria. Os novos arranjos – principalmente aqueles em que usou as canções de Roberto e Erasmo Carlos – certamente vão trazer uma nova ‘vibe’ ao show. Quem é fã, deve conferir; quem nunca viu show dele e tem curiosidade pode se surpreender.

KINGS OF LEON, PARAMORE, MGMT, SKANK e PITTY

8 - Praça da Apoteose – Rio de Janeiro

Mais um daqueles minifestivais com escalação do tipo “samba do crioulo doido”. As atrações nacionais têm todas as condições de se saírem bem na comparação, porque pegar na sequência as apresentações de três das bandas mais chatas das galáxias é dose para mamute com necrose generalizada. MGMT é um dos troços mais insuportáveis desde os tempos em que homens de Neanderthal batucavam com pedaços de ossos dentro das cavernas, Paramore é ótimo para meninas que pintam o cabelo com guache com fungos e Kings of Leon é para gente “sempffffffível”, que chora quando vê filmes com filhotes de gatos. Na boa? Vá fazer outra coisa amanhã à noite…

MARCELO D2, GABI AMARANTOS e MARCELO JENECI

8 - Parque da Independência - São Paulo

O sujeito que montou esta escalação é esquizofrênico ou teve a intenção de mostrar três vertentes completamente distintas do que anda rolando por aí. Quero dizer, duas vertentes, né? Porque Gabi Amarantos, por mais que “in$i$tam” seus produtores, empresários e a tradicional “equipe de baba-ovos”, não consegue emplacar o seu som de maneira alguma. Também, com aquelas músicas e uma falta de talento gritante, não poderia ser diferente…

O RAPPA e RAIMUNDOS

8 – Jaó Music Hall – Goiânia

Em cima do palco, a banda do vocalista Falcão deixou de exibir alguma excelência, passando a fazer nos últimos tempos um dos shows mais chatos da atualidade. Para piorar, os caras continuam a privilegiar um tom meio “messiânico” dentro do show, escolhendo canções meio letárgicas, que fazem com que a adrenalina da plateia dê uma abaixada violenta. Já os Raimundos seguem firmes e fazendo bons shows, em que o clima de animação adolescente e porra-louca continua intacto. É claro que é um show para quem tem idade mental inferior a 15 anos, mas isto está longe de ser defeito para quem faz este tipo de som…

RAÇA NEGRA

8 – Luso Brasileiro – São José dos Campos (SP)

É uma pena ver que o grupo, outrora um digno representante da então “nova geração do samba”, não só acabou se transformando em um dos artífices desse pagode “mela-cueca”, chegando aos dias de hoje soando exatamente como seus imitadores. E não adianta colocar instrumentos diferentes e outras papagaiadas, porque as canções que o Raça Negra faz hoje são rasas e sem um pingo de originalidade. Ainda mais agora que ainda continuam a fazer shows baseados no pavoroso CD/DVD Raça Negra & Amigos, de janeiro do ano passado. Passe reto.

SAMBÔ

8 – Maikai – Maceió

Os caras começaram a fazer certo buxixo quando mostraram suas versões “pagodísticas” para grandes clássicos do Led Zeppelin e Dio U2, entre outros. Só que aquilo que poderia se tornar algo divertido e sui generis logo caiu na vala comum da mediocridade, pois as canções do grupo nada mais são que derivações da velha “poesia de ginásio para meninas debilóides”. Para piorar, a repetição de batidos clichês musicais e a total falta de carisma dos integrantes do grupo fazem ainda este show se tornar algo a se evitar…

NANDO REIS

8 – Campinas Hall – Campinas (SP)

O ex-Titãs continua a mostrar que deu uma boa melhorada em suas apresentações quando começou a divulgar seu mais recentre disco, Sei. Mais conciso, sem as loucuras do passado, Nando dá provas que finalmente aprendeu a valorizar o bom trabalho de sua banda de apoio, Os Infernais, e a dar um novo tratamento a algumas de suas boas canções. Vale a pena dar uma espiada na nova fazer do cara…

IRA!

8 - Teatro Positivo – Curitiba

Não tive ainda a oportunidade de ver Nasi e Edgard Scandurra novamente em ação, mas a julgar pela comoção causada pelo reatamento da amizade e da parceria musical entre ambos, não tenho dúvida que a curiosidade fala mais alto em uma hora destas. Vá com tudo!

CHITÃOZINHO & XORORÓ

8 - Teatro Guaíra – Curitiba

Se você estiver esperando por novidades, nem passe perto da porta deste show. Agora, se você nunca foi a uma apresentação deles e tem certa curiosidade, esta é uma boa oportunidade. Acontece que a dupla está mais do que nunca se afastando daquelas baladas “dor de corno” horrorosas do passado e investindo em uma sonoridade bastante próxima do country rock, o que não deixa de ser uma boa notícia. Isso sem contar que a banda de apoio é uma das melhores da praça. Se você não for um cara preconceituoso, a hora é agora…

GAL COSTA

8 – Teatro Castro Alves – Salvador

Ainda promovendo o seu CD/DVD Recanto: Ao Vivo, a cantora baiana mostra os rearranjos eletrônicos que ela e Caetano Veloso propuseram para algumas de suas canções mais emblemáticas. Causa um estranhamento inicial, mas depois a coisa fica intrigante e até divertida. Torça para que a garganta de Gal esteja em uma boa noite…

LEILA PINHEIRO & ROBERTO MENESCAL

8 e 9 - SESC Pinheiros - São Paulo

Em celebração aos 25 anos de lançamento do álbum Benção Bossa Nova, a cantora e o violonista Roberto Menescal trazem de volta o show daquela turnê, com o mesmo repertório. Para os saudosistas, é uma boa pedida…

VINÍCIUS CANTUÁRIA

8 e 9 - SESC Belenzinho - São Paulo

Há muito tempo longe dos palcos brasileiros, o ex-baterista do grupo O Terço traz um show no qual apresenta na íntegra o seu álbum solo de estreia, batizado com o seu nome e lançado originalmente em 1983, totalmente pop e sem qualquer resquício com o som que fazia em seu “passado roqueiro”. Vale a pena assistir a esta apresentação para presenciar em cena a atuação de uma das melhores “cozinhas rítmicas” da história da música brasileira, formada pelo baterista Paulo Braga (ex-Elis Regina) e pelo baixista Jamil Joanes, ex-integrante da formação original na celebrada Banda Black Rio.

ANDRE MATOS

9 - Opinião - Porto Alegre

Apoiado por uma excelente banda, o vocalista vai entregar aos fãs aquilo que eles mais gostam: “metal melódico” pomposo e grandiloquente. Fique atento, pois ele e seu grupo andam fazendo shows em que tocam o álbum Angels Cry, do Angra, na íntegra, que é justamente o caso desta apresentação. Se esta for a sua ‘praia’, vá com Deus…

SANDRA DE SÁ

9 - SESC Itaquera - São Paulo

Se tivesse tomado as decisões corretas em termos de repertório, ela poderia ter se tornado uma das melhores cantoras do Brasil naquilo que o pop nacional tinha de mais referente ao verdadeiro funk e à soul music, como uma verdadeira “rainha do soul brazuca”. Só que isto não aconteceu e Sandra se tornou apenas a “cantora dos ‘Olhos Coloridos (Sarará Criolo)’ e ‘Sozinha’”. Neste show ela vai mostrar também várias canções quase desconhecidas de sua discografia, o que não é um atrativo que se preste. Pena…

EDUARDO COSTA

9 - Parque da Festa da Uva - Caxias do Sul (RS)

Este cantor é mais um destes “sertanejos” a infestar o show business com músicas dor-de-corno e aquele romantismo piegas que só impressiona quem tem miolo mole. Para piorar, o cara tenta imitar o Leonardo na cara dura. Deus do céu, quando este tipo de praga vai acabar?

HAMILTON DE HOLANDA

9 – Cidade das Artes – Rio de Janeiro

Um dos mais extraordinários instrumentistas da nova geração, ele deu ao bandolim uma linguagem absolutamente nova, quase revolucionária, a ponto de estabelecer uma até então inesperada ponte entre o chorinho e o jazz. Ainda acompanhado por dois excepcionais músicos – o baixista André Vasconcellos e o percussionista Thiago da Serrinha -, ele certamente vai deixar a plateia de queixo caído. É um show indispensável para quem quer fugir do comodismo musical que impera nos dias de hoje.