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Gêmeos idênticos revelam particularidades, semelhanças e histórias

Se você não conhece irmãos gêmeos idênticos, fique tranquilo! Eles são raros e apenas 1/3 das gravidezes de gêmeos ocasionam neste tipo de gestação. Vamos recorrer ao doutor Drauzio Varella para nos explicar melhor: "Os gêmeos univitelinos ou idênticos formam-se quando um único óvulo, fecundado por um só espermatozóide, sofre posteriormente uma divisão. Logo, gêmeos idênticos têm necessariamente a mesma carga genética e o mesmo sexo, diferente dos gêmeos bivitelinos, que são parecidos, mas não totalmente iguais".

Eu decidi escrever sobre gêmeos idênticos quando percebi que a vizinha que eu considerava bipolar, pois hora me cumprimentava sorridente no elevador e depois fingia que nem mesmo me conhecia, na verdade, tinha uma irmã gêmea. Só quando encontrei ambas na garagem do prédio é que eu fiz a pergunta idiota: "Aaaah, vocês são gêmeas?!". Nem preciso dizer que as duas me olharam com uma expressão de tédio. Eu também perguntei se elas topariam participar desta matéria e uma concordou e a outra não, ou seja, a personalidade dos univitelinos condizem com as suas impressões digitais, pois cada um possui a sua.

Abaixo, você vai poder ler as histórias em que as duas partes toparam compartilhar como é a vida de gêmeos univitelinos.

A Aline (publicitária) e a Milena Rossin (advogada), ambas de 30 anos (claro que as duas possuem a mesma idade), são tão unidas quanto a foto pode transparecer. Elas dizem que não há pontos negativos em se ter uma irmã gêmea e que as vezes chegam a sentir que são a mesma pessoa, porém, separadas em corpos diferentes. Ambas contaram que na adolescência costumavam enganar os meninos, trocando de lugar uma com a outra sem que eles percebessem. Tudo isso ajudou no jogo de cintura para lidar atualmente com possíveis confusões. "Uma vez eu estava no aeroporto com o meu marido e chegou um rapaz todo carinhoso me dando um abraço e dizendo o quanto estava com saudade de mim (ou seja, da minha irmã). Ele ficou tão feliz que fiquei sem graça de dizer que eu era a Milena. Só depois de um tempo de conversa é que ele desconfiou e eu acabei confessando. Ele ficou super sem graça, mas eu falei 'ah, me dá um abraço aqui e tá tudo certo'. Foi muito engraçado, pois eu nunca o havia visto em toda a minha vida".

Não se engane pelo diferente corte de cabelo, os irmãos de 27 anos Fernando (engenheiro químico) e Thiago Mattio (engenheiro ambiental) são univitelinos e no período em que ambos moravam em países diferentes no exterior, durante intercâmbios universitários, pagavam por uma única vaga no alojamento estudantil quando um fazia uma visita para o outro. "As vezes o segurança estranhava ao achar que o mesmo garoto já havia entrado no prédio, mas nunca chegava a comprovar as suas possíveis dúvidas".

Eles também revelaram que sempre houve auxílio mútuo durante os estudos "Geralmente estudávamos juntos e sempre um tirava as dúvidas do outro quando necessário. Além de sermos muito bons amigos, o fato de se ter um gêmeo univitelino é muito favorável cientificamente falando, afinal, temos o exatamente a mesma genética e isso facilitaria no caso de possíveis doenças ou transplantes", avalia Thiago.

Se eu fosse autor de novela, provavelmente escreveria sobre a vida das irmãs Cissa e Mali Lancellotti, de 21 anos. Eu confesso que fiquei na dúvida se publicava esta história, mas fui incentivado por ambas a compartilhar as suas experiências, mostrando que a relação entre gêmeos univitelinos é ainda mais forte do que podemos imaginar.

A Mali, ainda muito jovem, engravidou e acabou perdendo o seu filho. Ela disse que preferiu assim, pois na época não teria condições de criar e educar uma criança. Após alguns anos, ela começou a sentir os mesmos sintomas de quando estava grávida e fez vários testes, mesmo sabendo que não tinha relações sexuais há muito tempo. Porém, todos os exames deram negativo. Para a sua surpresa, quando ela comentou com a Cissa que estava com sintomas de gravidez, a sua irmã confessou que quem estava realmente grávida agora era ela. Infelizmente, no dia do casamento, a Cissa acabou sofrendo um aborto expontâneo e isso ocorreu exatamente 3 anos após o aborto da Mali, no dia 1 de outubro. Esta data marcou a ambas, mas elas dizem que a vida não pode ser lembrada pelo passado ou fatos tristes.

Atualmente, a Cissa mora fora do país e a Mali disse que dorme na cama da irmã todos os dias. Elas se falam por msn, skype ou e-mails sempre que possível e a relação das duas fica cada vez mais forte.

E você, tem ou gostaria de ter um irmão gêmeo? Compatilhe a sua opinião aqui nos comentários.

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