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Leia histórias sobre “Uma vez eu peguei um táxi e…”

Perguntei para algumas pessoas o que elas acham de usarem o táxi como meio de transporte e a resposta foi unânime: é caro em quase todas as cidades do mundo! A grande maioria só faz uso dele quando está atrasada para algum compromisso ou quando a opção de deixar o próprio carro em casa é compensadora, no caso de se locomover até shows, baladas, aeroportos ou situações em que usar o transporte público, que está cada dia pior, seja inviável.

Mas eu também reparei que todo mundo tem alguma história excêntrica para contar sobre "uma vez eu peguei um táxi e...", senta que lá vem a história. Fui atrás desses relatos e selecionei alguns dignos de novela, mas com personagens da vida real.

"Entrei num táxi na rua Augusta, em São Paulo, e o motorista estava ouvindo uma música árabe. Não lembro direito como começou o assunto, mas ele me contou ser de origem libanesa e quando era mais jovem tinha ido trabalhar na Amazônia para comercializar 'produtos bolivianos ilegais'. Disse ter juntado muita grana e foi para o Líbano abrir um restaurante. Foi lá que conheceu uma mulher muçulmana e se apaixonou por ela, fazendo de tudo (até conseguir um passaporte falso) para trazê-la aqui para o Brasil, onde voltou a ser traficante. Ele disse que só após ver muitos de seus companheiros de trabalho serem mortos, é que ele decidiu se tornar taxista. E adivinhe?! No final da corrida ele insinuou que teria algo a mais para me vender. Eu agradeci e desci do táxi".
- Gilberto Malva Filho, 30 anos, bancário.

"Eu moro em São Paulo e fui passar férias em Recife, onde desembarquei tarde da noite, pois o voo tinha atrasado. Estava sozinha e sempre fico com receio de pegar táxi neste tipo de situação. Tentei escolher um taxista com uma cara amigável e após 10 minutos de corrida ele se perdeu e fomos parar dentro de uma favela. Entrei em desespero e tive a certeza de se tratar de algum tipo de golpe, já pensando em sequestro, assalto ou algo até pior. Foi aí que eu vi um adesivo colado no painel do carro escrito "Jesus é o Senhor". Eu não tenho religião, mas no momento achei que seria oportuno tocar neste assunto com o motorista. Para a minha surpresa, ele estacionou o carro, abriu a bíblia e começou a orar por longos minutos, satisfeito por ter encontrado alguém evangélico como ele. Fiquei aliviada e depois ele ainda me levou para ver alguns pontos turísticos da cidade durante a madrugada".
- Carol MMs, 25 anos, designer gráfica.

"Eu cheguei em Londres num domingo de madrugada e não haviam mais trens para me levarem até o centro da cidade, onde eu ficaria hospedado. Acabei pegando um ônibus e ao descer numa rua quase deserta, percebi que havia esquecido uma mala de mão com todos os meus documentos, dinheiro e carteira dentro do bagageiro, na parte superior do meu assento. Andei pela rua desesperado por alguns minutos, sem saber o que fazer ou para onde ir, até que avistei um táxi. Antes que o motorista pudesse me perguntar alguma coisa, eu abri a porta e comecei a gritar 'Siga aquele ônibus, siga aquele ônibus', mas já não dava nem mesmo pra avistar em qual direção ele havia ido. O taxista percebeu o meu estado, me fez algumas perguntas e tentou adivinhar qual rota o ônibus seguiria, chegando a passar até mesmo por dentro de um parque local. E deu certo, acabamos encontrando o ônibus e depois de muito buzinar, eu resgatei todas as minhas coisas, graças a boa vontade e determinação do motorista".
- Raphael Cardoso
, 27 anos, produtor de conteúdo.

"Há alguns anos eu estava numa festa de reveillon na casa de uns amigos e chamei um rádio-táxi na hora de ir embora. Quando abri a porta do carro vi que o taxista era um verdadeiro deus grego, até fiz questão de sentar no banco da frente. Nós viemos conversando muito e rolou uma intensa atração entre a gente. É claro que o convidei para subir e foi ótimo. Depois de alguns meses acabei pegando o mesmo táxi e nos vimos novamente, mas desta vez foi apenas uma corrida comum. Achei muita coincidência e divertido!".
- Ida Feldman, 45 anos, assessora de comunicação e hostess.

E você, tem alguma história sobre uma aventura que já tenha passado ao pegar um táxi?
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