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Redes sociais e aplicativos facilitam encontros para sexo, happy-hour e até casamento

"A internet afasta as pessoas do convívio social" é uma frase que já foi repetida muitas vezes, assim como quem dizia que ela iria acabar com a mídia impressa. Nada disso aconteceu, pelo contrário, os jornais e revistas continuam a ter o seu espaço, assim como a internet tem unido cada vez mais as pessoas com interesses em comum.

Os encontros não se restringem apenas aos relacionados ao sexo, a revolução digital e tecnológica apresenta cada vez mais aplicativos e ferramentas para que você entre em contato e marque encontros na "vida real".

Um aplicativo que tem virado moda entre os gays e homens bissexuais é o Grindr, que atualmente funciona nas seguintes máquinas: iPhone, iPod touch, iPad, Blackberry OS e o sistema operacional Android. Ele funciona da seguinte forma, cada usuário cria um perfil com fotos e o seu geolocalizador mostra pessoas ao seu redor que também estão cadastradas. Além disso, é possível saber a qual distância elas estão de você, conversar via bate-papo e até enviar a localização exata de ambos. É como se você entrasse num ambiente (bar, balada, cinema ou restaurante) e pudesse ler os pensamentos e intenções das pessoas com a mesma opção sexual que a sua. Não vamos tratar disso como incentivo a promiscuidade, mas sim como evolução sexual, afinal, ter este aplicativo não significa que você vai sair por aí transando com todo mundo... ou só se você quiser!

Para reunir amigos e desconhecidos, resolvi postar na minha página pessoal do facebook um convite para um happy-hour no Bar da Dida, clique para conhecer mais sobre ele.

A mesa, que começou com 4 cadeiras, logo se tornou uma roda com mais de 20 pessoas que ficaram sabendo do encontro via amigos de amigos e se dispuseram a socializar e compartilhar as suas histórias sobre encontros iniciados ou marcados via aplicativos ou rede sociais. Quem não pode ir, acabou me enviando mensagens via facebook ou e-mail, dá uma olhada nas 4 histórias que melhor representam tudo isso!

"Para marcar encontros em bares ou baladas eu só uso o facebook, se a pessoa não responder eu envio uma mensagem via whatsApp e em último caso faço uma ligação telefônica. Usar as mídias sociais ou aplicativos é bem mais prático, inclusive, se eu vejo amigos em comum marcando algum encontro pelo facebook, eu já curto a publicação e me convido para ir junto".
- Daniel Pina, 27 anos, geólogo.

"Atualmente moro em Londres e a maioria das pessoas da minha lista do twitter são do Brasil, mas quando saia sozinha em São Paulo, chegava uma hora que eu queria uma companhia. Então, dependendo do lugar que eu estava, eu tuitava algo do tipo 'Alguém na região da Paulista afim de tomar uma cerveja comigo?'. Como era uma turma relativamente pequena, a gente sabia que era seguro, pois todo mundo era amigo de amigo de amigo, e algumas dessas pessoas se tornaram grandes amigos hoje, era o que chamávamos de Twittercontro".
- Renata Chelli Arcoverde, 25 anos, blogueira.

"Eu gosto muito do Instagram, um aplicativo só para postar fotos. Já passei a seguir o perfil de pessoas só por achar as suas fotos interessantes. Eu escrevia comentários nas suas fotos, as adicionava no facebook, twitter e posteriormente, dependendo das afinidades, até mesmo na vida. Inclusive, eu já ajudei a organizar encontros entre pessoas que se conheceram através do Instagram, o último foi no Bar Tubaína e reuniu uma galera bem interessante, que converso e marco encontros até hoje em dia".
- Otávio Laranjeira, 29 anos, publicitário.

"Um dia um amigo meu, que tem uma banda, tuitou alguma coisa sobre mim, e o Fábio, que também é amigo dele, passou a me seguir no twitter e as vezes comentava alguma coisa do que eu escrevia, sempre em tom bem humorado e eu respondia também. Depois de uns 2 meses interagindo via twitter, ele me mandou uma DM (mensagem privada) perguntando se eu usava BBM (um aplicativo de celular para bate-papo).  Eu respondi que sim, passamos a nos falar com mais frequência e um dia nos esbarramos em uma festa da banda do nosso amigo em comum. Para resumir a história, esta foi a primeira vez que nos vimos pessoalmente. Depois disso voltamos a nos falar por mensagens, o Fábio me convidou para ir num noivado de um amigo dele, eu achei engraçado e topei acompanhá-lo. A partir daí não nos desgrudamos mais, ficamos noivos, estamos morando juntos e vamos nos casar no ano que vem" .
- Manoela Cherobim, 27 anos, gerente comercial.

Você usa ou usaria alguns dos aplicativos e redes sociais citados para se aproximar das pessoas? Compartilhe aqui a sua opinião!

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