Apostando na ciência, chinesa congela seu cérebro para 'ressuscitar'

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Você já pensou em reviver alguns anos depois da sua morte? Pois é, a afirmação parece bem estranha, mas está cada vez mais próxima de se tornar realidade. Isso por conta do processo de criogenia.

O grande problema, é claro, é que a ciência ainda engatinha quando se fala nesse tipo de processo. Mesmo assim, uma escritora chinesa não poupou esforços e muito menos dinheiro para tentar voltar a viver daqui alguns anos.

Du Hong é extremamente famosa na China por seus livros e contos de ficção científica. Seguindo a linha que a fez ter fama, ela decidiu gastar nada menos do que R$ 490 mil para que seu cérebro fosse congelado após sua morte. E seu desejo foi uma ordem.

Hong morreu em maio desse ano e teve o cérebro imediatamente congelado por criogenia. A esperança é que a ciência se desenvolva e ela consiga ser a primeira pessoa a ser ressuscitada na história da humanidade. O processo, porém, não é nada simples.



A criogenia consiste basicamente na utilização de nitrogênio para preservar cadáveres — ou “pedaços” deles, como no caso de Hong — através do congelamento. O grande desafio dos cientistas atuais, no entanto, é fazer o cadáver “criogenizado” voltar a funcionar. E isso tem de ser rápido.

“Nenhuma tecnologia que nós temos até o momento é capaz de preservar um órgão humano em suas condições perfeitas por muito tempo. Se ainda temos dificuldades com transplantes de órgãos em relação à conservação, o que dizer de reviver uma pessoa?”, questiona Zheng Congyi, professor na Wuhan University.

Além das dificuldades técnicas, há nesse processo toda uma discussão sobre ética. Isso porque, no caso de Hong, por exemplo, haveria a necessidade de utilizar um corpo de uma pessoa qualquer. A forma de obtenção deste corpo é bastante controversa, com especialistas afirmando que “mais ricos comprariam a vida dos mais pobres”.

“A única coisa que minha mãe diz é que ela acredita na ciência, que queria que seu corpo fosse utilizado para experimentos. Era o desejo dela, ela queria que encontrassem em 50 anos essa solução, que ela via como um avanço para a humanidade, só isso”, afirma a enteada de Hong, Lu Chen.

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De qualquer modo, especialistas afirmam que a criogenia ainda é um processo bastante embrionário e que pode não dar frutos em breve. Além disso, não se sabe em quais condições uma pessoa com Hong voltaria à vida depois de passar anos e mais anos congelada em nitrogênio.


























Reuters