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Escola proíbe garota de cabelo azul em MG

Uma estudante do segundo ano do ensino médio de Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi proibida pelo diretor da escola de assistir às aulas por ter pintado o cabelo de azul. O caso ocorreu no Colégio Cenecista Dr. José Ferreira.

O pai da garota já metriculou a filha em outro colégio e pensa em processar a antiga escola. Após conversar com a garota, o pai prometeu procurar outra escola se ela não quisesse continuar mais lá. Mas na quarta-feira (15), a garota foi novamente impedida de assistir às aulas. A direção da escola não se pronunciou sobre o caso.

Mas o caso repercutiu nas redes sociais (sempre elas). Em entrevista ao blog Mineira sem freio a estudante comentou que o direitor descumpriu o trato feito com o pai dela: Ele disse que eu poderia frequentar a escola até encontrar outro lugar para estudar. Diante da repercussão do caso, a estudante foi orientada pelo pai a não dar mais entrevistas.

Na opinião do conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Mário Lúcio Quintão Soares, a decisão de expulsar a garota por causa da cor de seus cabelos fere o direito básico à dignidade e à identidade da pessoa humana. "Isso me deixa perplexo. Em hipótese alguma o educador pode coibir o comportamento dela de pintar o cabelo de azul". (vi no @Estadão)

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Sobre Charles Nisz

Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.

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