Estudante de 17 anos cria “cérebro artificial” para detectar câncer de mama

Charles Nisz
Charles Nisz
3 de agosto de 2012

Brittany Wenger, estudante americana de 17 anos, ganhou o primeiro lugar na Feira de Ciência do Google 2012. Sua invenção foi um "cérebro artificial" para detectar câncer de mama. O câncer de mama atinge uma a cada oito mulheres e é o mais letal no Brasil. Batizada de aspiração com agulha fina", a técnica criada por Brittany tem 99,1% de sensibilidade a um câncer.

Outra vantagem da técnica criada pela estudante é que ela é menos invasiva do que outros métodos de detecção da doença. Brittany ressalta a importância da detecção precoce do câncer de mama e diz que sua "rede neural" - programas de computador codificados para pensarem como um cérebro - pode ajudar nessa tarefa.

Esses programas observam padrões complexos e conseguem "aprender" conforme observam mais dados. Brittany acredita que eles logo serão usados em hospitais para reconhecer doenças.  Ela começou a projetar o sistema aos 13 anos, para um projeto da escola e se encantou com a área de inteligência artificial.

Para desenvolver o trabalho permiado pela Google, ela usou a plataforma Java e depois armazenou os dados na "nuvem" - ou seja, armazenou na Internet de forma que eles possam ser acaessados de qualquer lugar do mundo. Ela foi premiada com mais de R$ 100 mil, um estágio em uma das empresas patrocinadoras e uma viagem de dez dias às Ilhas Galápagos, no Equador. (vi no Huffington Post)