Gato aposta melhor que investidores experientes do mercado financeiro

charles_nisz

O melhor investidor para o jornal britânico "The Observer" atende por Orlando, é ruivo, de olhos verdes e tem bigodes. Seu método de escolha de ações é pouco convencional: atirar seu rato de brinquedo em um número representando uma empresa. Tudo fica mais claro quando sabemos que Orlando é um gato.

Em um teste feito pelo jornal, o gato Orlando competiu contra dois times: um formado pelos profissionais das corretoras Seven Investment Management, Killick & Co e Schroders outro por de alunos da escola John Warner, da cidade inglesa de Hertfordshire. O felino, novo "mago" das finanças, obteve rendimentos melhores do que os concorrentes.

No começo do ano, cada grupo investiu 5 mil libras (R$ 16, 5 mil) em ações da Bolsa de Londres. Após três meses, eles podiam trocar de ações, escolhendo outras que compõem o índice. Em dezembro, Orlando tinha 5.542 libras, enquanto os investidores chegaram a 5.176 e os alunos perderam dinheiro, ficando com 4.840 libras.

A ideia do desafio era investigar a hipótese do “caminhar aleatório”, popularizada pelo livro do economista Burton Malkiel, segundo o qual os preços das ações sobem de modo completamente aleatório, tornando as bolsas de valores totalmente imprevisíveis.

Desse modo, é possível que que novatos no mundo das ações consigam obter desempenhos melhores do que profissionais com décadas de experiência em suas apostas. O prêmio de Orlando foi uma coleira nova, dada por sua dona, a ex-editora de Dinheiro do “Observer”, Jill Insley. (vi no Guardian)