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Malásia faz campanha nas escolas para “identificar” crianças gays

Mais um capítulo de preconceito. O governo da Malásia iniciou uma campanha com professores e pais para identificar sinais de homossexualidade em crianças. É um reforço no viés conservador do país asiático, de maioria muçulmana.

Até agora, foram realizados 10 seminários. Um desses eventos contou com a presença de 1500 pessoas, segundo informações da agência de notícias Reuters. O governo trabalha para conter o "problema" da homossexualidade, principalmente entre os muçulmanos - cerca de 60% dos 29 milhões de habitantes.

De acordo com folheto distribuído em um seminário recente, sinais de homossexualidade em meninos podem incluir a preferência por roupas apertadas e de cores claras e bolsas grandes, noticiou a mídia local. Para meninas, os detalhes são menos claros. Meninas com tendências lésbicas não têm afeição por homens e gostam de andar e dormir na companhia de mulheres, segundo a imprensa local.

A Malásia reprova o sexo oral e gay, descrevendo-os como sendo contra a ordem da natureza. Segundo as leis do país, os transgressores podem ser presos por até 20 anos, espancados ou multados. A intolerância contra os gays cresce no país.  No ano passado, apesar das críticas generalizadas, o estado de Terengganu criou um campo para meninos "afeminados" para mostrar e eles como se tornar homem. (vi no Guardian)

Foto: Lai Seng Sin/AP

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Sobre Charles Nisz

Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.

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