Ministro paquistanês oferece US$ 100 mil a quem matar diretor de filme satirizando Maomé

Charles Nisz
Charles Nisz

O ministro das Ferrovias do Paquistão ofereceu uma recompensa de US$ 100 mil para quem matar o diretor do filme "Inocência dos muçulmanos", cuja história satiriza a biografia de Maomé, fundador do islamismo. A oferta foi feita neste sábado (22), segundo informações das agências de notícias AFP e EFE.

Ghulam Ahmed Bilour convocou também o apoio dos grupos extremistas Talibã e al-Qaeda na,  considerada por ele, "nobre tarefa" de caçada ao produtor do filme. Nesta semana, protestos contra o filme em capitais de mais de 20 países islâmicos causaram dezenas de feridos e cerca de 20 mortes.

O filme "Inocência dos muçulmanos" mostra o profeta sagrado para o Islã como pervertido, violento e em cenas de sexo. Um suposto trailer de 14 minutos foi postado no YouTube e visto por milhões de fiéis pelo mundo, gerou uma violenta onda de manifestações. Para os muçulmanos, qualquer representação de Maomé é considerada um pecado.

Ainda nesta semana, uma série de charges publicadas na revista francesa CharlieHebdo causou manifestações na França. O prédio onde fica a sede da revista foi atacado e várias representações diplomáticas da França em países islâmicos foi fechada por precaução. (vi no Hindustan Times).