Vi na Internet

O Facebook é uma empresa de vigilância?

Na opinião de Jacob Appelbaum (foto), hacker colaborador do Wikileaks e do projeto Tor (um software que permite aos usuários navegar de forma anônima na Internet), o Facebook é uma empresa de vigilância. Hoje, ele é especialista em informática e segurança de redes na Universidade de Washington.

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Num evento sobre segurança de rede e proteção de dados, o Rio RightsCon, o ativista apelidado pela revista americana Rolling Stone de "o homem mais perigoso do ciberespaço" soltou o verbo contra a empresa criada por Mark Zuckerberg.

"O Facebook é basicamente uma empresa de vigilância. Eu o chamo de 'Stasibook' [em referência à Stasi, a polícia política da extinta Alemanha Oriental] porque você está sempre espionando e delatando seus amigos."

Para Appelbaum, empresas como o Facebook e o Skype limitam propositalmente a segurança e a privacidade de seus usuários, seja porque lucram com seus dados ou porque cumprem exigências governamentais. Segundo ele, as "falhas de segurança" são um risco para os usuários e são feitas com o pretexto de atender a segurança nacional dos EUA.

Appelbaum tem resposta pronta para quem acusa o Tor de ser usado para atividades ilícitas: "Maus elementos podem usar o Tor assim como usam celulares, estradas. Censurar a internet não é a forma de lidar com isso. A causa da pornografia infantil não é a internet, são as pessoas que cometem esse crime. Restringir a privacidade on-line não vai acabar com os estupradores de crianças". (vi na Folha de S. Paulo)

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Sobre Charles Nisz

Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.

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