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O futuro pode alterar o passado?

Um experimento de física quântica mostra que a influência de um evento no tempo não acontece apenas em direção ao futuro. Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Cornell (EUA), um evento que acontece hoje pode afetar um evento da sua vida que aconteceu ontem.

A ideia parece implausível, pois viola o princípio científico da causalidade. Mas segundo os pesquisadores americanos, as regras do mundo quântico trabalham para preservar a causalidade "escondendo" a influência de escolhas futuras até que essas escolhas tenham sido feitas. Para isso, é preciso analisar o universo não apenas em 3D, mas em um ambiente 4D, onde as dimensões do espaço são analisadas em conjunto com o tempo, criando a noção de espaço-tempo.

No cerne dessa ideia de inversão da influência do tempo está o fenômeno quântico da "não-localidade", no qual duas ou mais partículas existem em estados inter-relacionadas, entrelaçados, que permanecem indeterminados até que se faça uma medição em um deles.

Quando fazemos uma medição em uma das partículas, o estado da outra partícula é instantaneamente fixado, não importando o quão longe ela esteja da primeira. Einstein, em 1935, chamou esse efeito de ação fantasmagórica à distância. Ele argumentou que isso era a prova de que a teoria quântica estava incompleta.

Experimentos modernos confirmaram que essa ação instantânea é, de fato, real, e hoje ela é explorada pela criptografia e pela computação quântica. Agora, Yakir Aharonov e seus colegas propõem um experimento que deverá ser feito com um grupo grande de partículas entrelaçadas.

De acordo com a hipótese proposta por eles, sob certas condições, a escolha feita pelo experimentador quanto à medição dos estados das partículas pode afetar os estados em que as partículas se encontravam no passado. Meio assustador, né? (via @Physics World)

Foto: Reprodução/Physics Today

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Sobre Charles Nisz

Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.

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