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Obras de Eduardo Paes farão parte de “Banco Imobiliário” distribuído em escolas do RJ

A estratégia talvez seja uma jogada de mestre no âmbito político, mas é também muito polêmica. A Clínica da Família, Transcarioca, Transoeste e Museu do Amanhã — todas elas, obras do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes — viraram cenário da mais nova versão do Banco Imobiliário, da Brinquedos Estrela.

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Com preço sugerido de R$ 99,90, a edição especial "Cidade Olímpica", chegará às lojas em maio e já está sendo usada em escolas municipais. Segundo a prefeitura carioca, o jogo levará os alunos a conhecerem melhor a cidade. Foram encomendados 20 mil Bancos Imobiliários para os estudantes da rede municipal do RJ.

Para facilitar a produção do jogo, a prefeitura cedeu os direitos de imagem da marca Cidade Olímpica. A prefeitura também pagou para a Estrela cerca de R$ 1.050.748, referentes à compra dos jogos. A iniciativa partiu da empresa e é a primeira vez que um órgão público é tema do Banco Imobiliário, disse a Estrela.

Para Gualberto Tinoco, diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), o uso do jogo nas escolas é um erro. “Você compromete uma geração com uma visão privatizante do que é público. Estranho, porque a gente faz um esforço enorme para que os alunos entendam que deve haver uma diferença entre essas duas esferas”, reclamou. (vi no jornal O Dia)

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Sobre Charles Nisz

Charles Nisz é jornalista desde 2001. Já cobriu Economia, Meio Ambiente e Tecnologia, com passagem pela Agência USP de Notícias, jornal DCI, MSN, e UOL. Já foi correspondente internacional do site Opera Mundi. Mestre em Jornalismo pela USP, dá aula sobre Informação e Novas Mídias na ECA/USP e é fascinado pelas novidades que aparecem na internet.

 

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