Como limpar fezes e urina do cão em casa

No artigo anterior falamos sobre limpar a titica de nossos cães ao passearmos com eles pela rua; como bons hábitos começam em casa, não me ocorreu nada melhor que falarmos desta vez sobre como limpar os dejetos caninos em nossas próprias casas, especialmente quando eles aparecem justamente onde não deviam.

Aquilo que não presta a gente joga fora no lugar certo, e a gente ajuda o bicho a colaborar. As únicas coisas que tenho contra cocô e xixi de cão no local errado são o odor, o chão escorregadio, manchas e bactérias. Um dos primeiros e mais importantes itens da socialização do cão é ensinar-lhe onde ele pode e não pode fazer seus números um e dois; afinal, ninguém quer que a casa fique parecida com os banheiros do Rock In Rio.

Agora, pode acontecer, por motivos diversos, de o peludo fazer o que deve em local que não deve. Estes motivos podem incluir o fato de ele ser um filhotinho ainda aprendendo a controlar bexiga e intestino, ou um cão difícil de socializar, ou ainda ele estar muito assustado ou traumatizado (com ansiedade da separação ou por mudança de casa ou chegada de outro cão, por exemplo), doente ou senil. Paralelamente ao problema de perceber e resolver o que há de errado com o peludo, temos o de limpar a sujeira que ele fez, especialmente se ele escolheu um belo tapete, o chão de madeira da escada ou outro local difícil de limpar. Vamos, então, tratar deste caso.

Limpando a sujeira

Nada de mandar sujeira para baixo do tapete; pelo contrário, até ele tem de ser limpo, especialmente se tiver sido marcado por cães. Mandar lavar o tapete não é má ideia, mas cuidado com os produtos usados na limpeza, pois certos componentes destes produtos podem causar desde mal-estares até, conforme a freqüência e a quantidade, intoxicações e até câncer, e isto não é frescura de natureba.

Existem removedores naturais e não tóxicos como Enzimac, Premium (da Mundo Animal) e Enzilimp. E evite produtos à base de amoníaco, por um motivo muito simples: a amônia é um dos componentes da urina canina, e tem o mesmo odor desta, de modo que seu uso terá o efeito oposto de convidar o peludo a urinar no local.

O ideal é limpar o xixi enquanto é recente e portanto mais fácil de remover; não deixe para depois, senão as bactérias começarão sua bacanal reprodutiva e o odor e sujeira ficarão mais difíceis de remover — sem falar no risco de o peludo, com seu olfato proverbialmente desenvolvido, "escutar" o aroma de seu próprio xixi nesse local e se sentir convidado a sempre usá-lo como seu banheiro particular e permanente.

Para a primeira limpeza e secada, use toalhas, panos ou jornais velhos. (Papel-toalha serve, porém sai mais caro, já que normalmente se usa muuuuito papel.) Dobre bem o pano, coloque sobre o local urinado e ande por cima dele, para que absorva o máximo de urina possível, e use quantas toalhas ou panos forem necessárias. Não se esqueça de reservar um par de chinelos ou tênis, algo que tenha uma boa sola de borracha, especialmente para absorver o xixi! Quando o pano ou toalha tiver absorvido o máximo, dê no tapete um bom banho com uma solução de metade vinagre de vinho branco ou de maçã e metade água.
Se o cão caprichou no xixi em algum colchão ou almofada, não se esqueça de retirá-la do estrado ou do sofá para remover a urina e/ou as manchas. Se for xixizinho de filhote, uma esponja com água costuma resolver esta primeira etapa.

Lave as toalhas ou panos em separado com vinagre branco ou de maçã misturado ao detergente (na proporção de 1 para 3, ou seja, 25% de vinagre e 75% de detergente). Sim, vinagre é bom como solvente e também bactericida. E cuidado com detergentes cáusticos ou à base e petróleo, que podem deixar manchas e, portanto, para resolver um problema causam outro.

Remover urina e fezes de superfícies de madeira, e sem estragá-las, é mais fácil. Limpe bem o local com toalhas ou panos, cuidando para não estragar a superfície; passe água com sabão em pó ou detergente usando um rodo com um pano; e em seguida seque com mais toalhas ou panos. Daí passe um pano levemente borrifado com um inibidor de enzimas especial para madeira.

Para deixar ainda mais evidente quais os locais da casa que não nasceram para banheiro de cão, é bom borrifá-los com repelente, líquido para assoalhos ou granulado em caso de local externo ou aberto onde a versão líquida tende a evaporar logo.

Tirando as manchas
Uma lâmpada de luz negra, daquelas que no meu tempo a gente usava nos bailinhos, numa sala escura, ajuda a detectar manchas antigas de urina nos tapetes, carpetes, roupas ou outro lugar onde o cão tenha resolvido urinar. Para remover a mancha, espalhe sobre dela uma solução e vinagre de vinho branco com água quente (também na proporção de 1 para 3) Em seguida, cubra com bicarbonato de sódio à vontade, para absorver e desinfetar mais ainda.

Depois, tem mais: uma solução de água oxigenada a 3% com uma colher de chá sabão em pó, na quantidade suficiente para cobrir a mancha, de-va-ga-r-i-nho, sem esparramar, e não exagere na quantidade, pois a água oxigenada pode desbotar o tapete. Daí, coloque luvas de borracha e esfregue mais bicarbonato de sódio na mancha, com uma escovinha ou mesmo as pontas dos dedos. (Não use talco ou farinha, que podem resolver outras manchas, mas não de urina.) Deixe secar (pendurar ao sol é o ideal) e passe o aspirador para terminar a limpeza, inclusive removendo as crostas de bicarbonato que acaso se formaram.

Um trabalhinho, não é? Ninguém disse que era rápido. Mas tarefas bem feitas são assim mesmo, e um bom tapete vale a pena. Sem falar que a limpeza tem de ser caprichada mesmo, pois os peludos têm olfato bem melhor que o nosso e "enxergam" bem qualquer cheirinho de xixi que os humanos nem percebem. Nada de simplesmente "disfarçar" o cheiro de urina, ele tem de sumir mesmo. Além disso, a empreitada serve como boa prova de que socializar o cão é tão importante quanto alfabetizar criança, e diminui bastante a possibilidade de tais manifestações acontecerem de novo. Tudo bem "desejo, necessidade, vontade como a vida quer" — mas no local certo.

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