Dog walker: quando ele é necessário?

Rafael Pinto

Por mais breve que seja, o passeio diário é indispensável para o bem estar e a saúde do seu cãozinho. Para os donos que realmente não têm tempo para se dedicar ao cão, a opção é o serviço de dog walker (ou passeador), cada vez mais popular nas grandes cidades.

O dog walker é contratado para levar o cachorro para dar uma volta ao ar livre, geralmente na companhia de outros peludos. Quem nunca viu, nos parques, praças e ruas, aquelas verdadeiras matilhas, presas por inúmeras coleiras manejadas por uma só pessoa?

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Para quem trabalha ou estuda o dia inteiro e quase não para em casa, investir em um dog walker pode ser fundamental para manter a rotina dos passeios com seu pet. Eles contribuem, entre outras coisas, para fortalecer a socialização do animal. Por maior que seja um apartamento ou casa, cachorros que não saem à rua não têm contato com outras pessoas e animais, podendo se tornar agressivos com estranhos.

Os passeios ao ar livre também reduzem o medo de situações que envolvam trânsito e trovões, por exemplo. “Quanto mais o animal tem contato com o mundo, menos chances há de ele se tornar ansioso ou agressivo. Cães que são mantidos confinados têm mais propensão a destruir objetos em casa ou a fazer xixi ou cocô no meio da sala”, diz o médico veterinário Paulo Alves, que atende no bairro de Perdizes, em São Paulo.

Segundo o médico, o ideal é que os tutores reservem, em média, 30 minutos por dia para as voltinhas ao ar livre. O tempo pode até ser dividido em mais de um passeio, mas o importante é não abrir mão dessa rotina.

Como escolher o dog walker?
Há dog walkers que fecham contratos individuais e outros atrelados a pet shops. O custo da hora do passeio costuma ficar entre R$ 40 e R$ 60, mas esse valor pode ser diferente se os donos optarem por pacotes de passeios fixos no mês.

Paulo Alves alerta para as dificuldades de encontrar o melhor passeador para o seu peludo. “A pessoa contratada desenvolverá uma relação com o cão, portanto é importante que a seleção seja criteriosa. A escolha não é só dos tutores, é do cachorro também. Ele precisa se sentir confortável e seguro com o dog walker”, afirma.

Dicas para encontrar o passeador ideal
- Leve seu cãozinho para conhecer o dog walker em um ambiente diferente, e não na própria casa. Cuide sinais de ansiedade e agressividade que possam surgir no cachorro.
- Repare na disposição física do passeador contratado. Ele precisa ter fôlego e força para acompanhar seu peludo!
- Exija que o prestador tenha sensibilidade para se relacionar e adestrar seu pet. A mascote precisará atender a comandos de ordem do dog walker.
- Evite dog walkers que levem muitos animais para passear ao mesmo tempo. O recomendado por especialistas é de até quatro cãezinhos, dependendo do porto dos bichos.
- Conhecimentos de primeiros socorros são essenciais ao passeador.