Existe momento certo para unir crianças e pets?

Rafael Pinto

Se nem os adultos resistem à fofura dos filhotes, o que dizer das crianças? Pets costumam fazer sucesso entre os pequenos, e não raras são as vezes em que pais têm que lidar com pedidos chorosos por um animal em casa. A dúvida, porém, costuma ser a mesma na maioria das famílias: qual é o melhor momento para incluir um integrante de quatro patas à rotina da casa?

Ter um animalzinho pode ser uma excelente companhia para os filhos. Porém, antes de decidirem pela aquisição ou pela adoção de um, é preciso que os adultos tenham em mente a lista de obrigações que vêm junto do pet. Quais tarefas serão dos pais e quais caberão às crianças? Essa divisão é o primeiro passo para a convivência sadia.

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“Ter várias conversas com todos os integrantes da família antes de escolher um pet é a melhor atitude. As crianças têm noções diferentes de responsabilidade, e é essencial que elas estejam cientes da mudança de rotina que um animal impõe”, afirma a médica veterinária a médica veterinária Bárbara Nogueira, que atende no bairro da Lapa, em São Paulo.

De acordo com a veterinária, é muito comum que os pais assumam as obrigações inicialmente destinadas às crianças, por falta de disciplina ou desinteresse dos pequenos em relação ao cão. “Se a decisão de ter um cachorro passou pelo pedido dos filhos, para o bem do animal é importante que os pais não desistam do planejamento que antecedeu a chegada do cão na casa”, diz Bárbara.

Ok, mas como manter o interesse e os cuidados dos pequenos? A especialista dá uma série de recomendações. Veja abaixo:

1) Identifique a raça mais adequada ao tipo de vida da sua família. Considere o espaço disponível para o convívio e a personalidade do cão. Para melhor interação com crianças, não esqueça de escolher as raças mais sociáveis.

2) Não crie regras que não serão cumpridas. Pense na idade de seus filhos e em quais responsabilidades eles têm capacidade de assumir.

3) Com a participação de toda a família, faça uma lista de todas as responsabilidades que vêm junto com o animal. Deixe a lista exposta na casa, para que todos possam consultar.

4) Estimule a escolha das tarefas pelas próprias crianças, respeitando suas afinidades e disposição. A chance de os filhos cumprirem seus deveres é maior quando há identificação com a atividade.

5) Tente incluir os pequenos em visitas ao veterinário e à pet shop, para que eles acompanhem o retorno de profissionais sobre a saúde do peludo. Isso ajuda a dar mais seriedade nos cuidados do pet.

Para finalizar, Bábara acrescenta que não há consenso entre especialistas sobre a fase ideal para a criança ter um pet. Com supervisão adequada, segundo ela, qualquer família pode ter um peludo em casa.