“Vida de Cão” – Os cães e a terceira idade

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Não tem jeito nem escapatória, porque isso acontece com tudo e todos no mundo inteiro, um hora os nossos amigos peludos vão ficar velhinhos. E, assim como com os humanos, as mudanças de temperamento e comportamento também são visíveis nos cães que chegam à terceira idade.

Segundo o doutor Marcelo Quinzani, diretor clínico do Pet Care Morumbi, um cachorro idoso apresenta diminuição acentuada da atividade física e do interesse em disputar território, por conta da diminuição de hormônios reprodutivos.

Mas essa perda do vigor físico pode ter seu lado bom. "Um filhote requer muita paciência e treinamento para se adequar à rotina da casa e aprender os comandos. O adulto já esta adaptado à casa e já esta mais tranquilo e tende e requerer menos cuidados. Já o idoso, é como se voltasse a ser criança, pois requer mais atenção e cuidados médicos, com a vantagem de serem mais tranquilos", diz.

À medida que os cães ficam mais velhos, eles podem continuar fazendo todas as atividades normalmente, como passear e brincar, mas é importante que os donos estejam atentos para respeitar o novo ritmo do animal. Em média, os cães entram na terceira idade aos sete anos, mas isso é relativo, pois as raças e o porte dos animais influenciam muito.

Com o tempo, a queda da atividade física vai se acentuando, tanto que alguns bichos deixam até de gostar de passear, e portanto não fazem tanta bagunça em casa. Segundo Quinzani, o tempo de convivência do cão com "seus humanos" traz uma tranquilidade e uma dedicação maior ao dono e à casa.

Mas, como lembra o médico veterinário, "um cão idoso merece respeito e cuidados mais intensivos, pois fica mais frágil". Neste episódio do "Vida de Cão", aprenda como lidar com seu amigo, agora velhinho.

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