Bloqueio na região etíope do Tigré é um 'insulto à humanidade', denuncia OMS

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(Dez/2021) Tanque suspeito de ter pertencido a rebeldes da TPLF, perto de Debre Tabor, Etiópia (AFP/Solan Kolli)

O bloqueio da ajuda humanitária na região etíope do Tigré, em guerra, mergulha a população no "inferno" e é um "insulto à humanidade", denunciou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, natural da região.

Nos últimos dias, a ONU denunciou uma "intensificação dos ataques aéreos", qualificando a situação como "alarmante".

Em 9 de janeiro, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) denunciou que a falta de suprimentos essenciais, como equipamentos médicos e combustível, "está afetando gravemente o atendimento aos feridos e levou o sistema de saúde à beira do colapso".

A região está em guerra desde novembro de 2020, quando a Frente de Libertação Popular do Tigré (TPLF) se armou depois que o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, enviou o exército para destituir as autoridades regionais (pertencentes ao TPLF), acusadas de atacar bases militares.

Em resposta, a TPLF avançou para as regiões vizinhas de Amhara e Afar, antes de recuar no final de dezembro diante de uma ofensiva das forças federais.

O conflito deixou milhares de mortos.

Os esforços diplomáticos para acabar com esta guerra aumentaram, assim como as atrocidades e a fome que atingem a população.

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