Bloqueio político é confirmado após a contagem dos votos em Israel

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Mansur Abas, líder do partido conservador Raam

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seus aliados de direita não têm apoio suficiente para formar o próximo governo, de acordo com os resultados quase finais das eleições parlamentares israelenses divulgados na noite de quinta-feira (25).

Com 99,5% das cédulas apuradas, o partido direitista Likud, de Netanyahu, obteve 24% dos votos, seguido por seu rival centrista Yesh Atid ("Há um futuro") com quase 14%, segundo dados oficiais da comissão eleitoral.

Segundo o sistema proporcional de Israel, os partidos devem ganhar pelo menos 3,25% dos votos para entrar no Knesset (parlamento) de 120 assentos. Este limite garante um mínimo de quatro deputados.

Ao converter as porcentagens de votos em número de cadeiras, o Likud obtém 30 deputados e Yesh Atid 17, seguidos de 11 partidos que dividem o resto da Câmara.

Nessas eleições legislativas, as quartas em menos de dois anos em Israel, o movimento pró-Netanyahu conquistou 52 cadeiras e o anti-Netanyahu, 51.

Nenhum dos lados conseguiu ainda a maioria de 61 assentos. Consequentemente, todos os olhos estão voltados para três partidos que podem decidir aderir ou não a um dos dois lados: a formação radical de direita Yamina, liderada por Naftali Bennett (7 cadeiras), a lista árabe de Ayman Odeh (6 cadeiras) e o partido islâmico Raam de Mansour Abbas (4 assentos).

Como o partido de Odeh tende a ser anti-Netanyahu, o foco está em Bennett e Abbas.

Netanyahu precisaria conquistar tanto o tenor da direita radical quanto o líder de um partido islâmico - enquanto retém seus aliados muito conservadores - para esperar uma maioria.

Os resultados das eleições serão transmitidos em 31 de março ao presidente Reuven Rivlin, que então, após consulta aos recém-eleitos, dará a uma figura política o mandato para tentar formar um governo.

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