Boeing estima que 737 MAX pode voltar a voar no último trimestre

A Boeing, fabricante norte-americana de aeronaves, estimou nesta quinta-feira (18) que os problemas com sua aeronave 737 MAX, que pode voltar a voar no último trimestre de 2019, terão impacto em suas contas no segundo trimestre

A Boeing, fabricante norte-americana de aeronaves, estimou nesta quinta-feira (18) que os problemas com sua aeronave 737 MAX, que pode voltar a voar no último trimestre de 2019, terão impacto em suas contas no segundo trimestre.

A empresa informou em comunicado que fará uma provisão de 4,9 bilhões de dólares para cobrir custos decorrentes de dois acidentes do 737 MAX em que 346 pessoas morreram e causou a paralisação de todas as aeronaves desse tipo no mundo desde março.

A gigante aeroespacial acredita que este modelo de aeronave pode voar novamente no início do último trimestre deste ano, embora reconheçam na Boeing que essa estimativa é a mais otimista.

"Esta declaração reflete a melhor estimativa da empresa até agora, mas o exato período de retorno ao serviço pode ser diferente", alertou o grupo de Chicago.

A fabricante de aeronaves havia estimado anteriormente o custo da crise do 737 MAX em 1 bilhão de dólares. Contudo, especialistas e observadores esperavam que esse montante aumentasse com a compensação às companhias aéreas pelo cancelamento de dezenas de milhares de voos.

As famílias dos falecidos também processaram a Boeing. A empresa tomou a iniciativa e prometeu um fundo de 100 milhões de dólares para as 157 mortes no acidente da Ethiopian Airlines e 189 da Lion Air.

Para isto, a empresa já criou um fundo com 50 milhões de dólares imediatamente disponíveis e geridos por Kenneth Feinberg, um famoso advogado americano especializado em fundos de compensação para as vítimas.

A provisão de 4,9 bilhões de dólares será usada para compensar os clientes afetados pela crise.

Além dessa despesa, a Boeing também será afetada por um aumento de 1,7 bilhão de dólares nos custos do 737 MAX, principalmente devido a uma redução na produção do modelo, de 52 para 42 aeronaves por mês desde sua paralisação.

A fabricante, no entanto, nega a possibilidade de uma nova queda na produção e diz que, em 2020, será de 57 por mês.