Bogotá impõe certificado de vacinação para eventos com aglomerações

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Uma migrante venezuelana mostra seu cartão de vacinação após ser vacinada contra covid-19 em Bogotá, em 11 de outubro de 2021 (AFP/Raul ARBOLEDA)

Bogotá vai exigir a apresentação de certificado de vacinação contra covid-19 em eventos de massa com lotação completa, anunciou nesta sexta-feira (29) a prefeita Claudia López.

A capital da Colômbia, que tem cerca de oito milhões de habitantes e tem sido o principal foco da pandemia no país, caminha para uma reativação total devido à diminuição do número de mortes e infecções devido a sua massiva campanha de vacinação.

Cerca de 80% dos moradores de Bogotá já têm pelo menos uma dose do imunizante e 62% completaram o esquema de vacinação.

“Vamos fazer nosso processo de reabertura, para voltar à vida plenamente, presencialmente, nos encontrarmos para estudar, para trabalhar”, declarou López em evento público.

A prefeita de centro-esquerda explicou que a reabertura será realizada em várias fases, começando pela retomada do trabalho presencial em empresas públicas e privadas a partir de 1º de novembro.

Então, em meados do mesmo mês, voltam os shows, eventos esportivos, cinemas, teatros e outros eventos de massa com lotação total.

Em qualquer caso, os habitantes de Bogotá devem apresentar o certificado de vacinação com pelo menos uma dose aplicada. Em janeiro de 2022, retornarão as aulas presenciais em escolas e universidades.

“Só vai ter 100% de lotação entre vacinados”, disse López, uma das lideranças que adotou medidas de confinamento mais rígidas quando a covid-19 chegou ao país.

Ela explicou que o uso da máscara será mantido e alertou que quem não quiser se vacinar, principalmente pessoas entre 20 e 40 anos, não poderá retomar sua vida social.

Na quarta-feira, Bogotá não registrou nenhuma morte pela doença pela primeira vez desde março de 2020.

A Colômbia, o quarto país da América Latina e do Caribe mais afetado pela pandemia (com 2.499 mortes por milhão de habitantes), atrás de Peru, Brasil e Argentina, registra desde o final de julho um declínio sustentado de casos e mortes. De seus 50 milhões de habitantes, 93% já foram imunizados com uma dose e 42% estão totalmente vacinados.

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