Boi Tolo faz sua estreia no carnaval 2023

Tem quem diga que o ano só começa depois do carnaval, e, para muitos, 2023 já começou com tudo. Neste domingo (8), mais de 30 blocos tomaram as ruas do Rio na abertura do carnaval não oficial. Um dos mais famosos, o cordão do Boi Tolo estava marcado para começar às 16h na Praça XV, mas antes já havia diversos foliões à sua espera. O cortejo é conhecido por cruzar vários bairros do Rio durante sua passagem.

Festa nas ruas: Mais de 30 blocos tomam as ruas do Rio na abertura do carnaval não oficial

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— Não vou a um bloco desde 2020, quando começou a pandemia. O Boi Tolo vai ser o primeiro. Agora só vou parar na quarta-feira de cinzas — avisa o comerciante Gabriel Sousa, de 29 anos.

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Folião nas horas vagas, o empresário Thiago Costa, de 38 anos, estava ansioso para o bloco começar. Assim como Gabriel, ele também não vai a um cortejo desde quando a pandemia de covid-19 começou. E se uma pergunta frequente nas redes quando o desfile está rolando é “onde está o Boi Tolo?”, Thiago afirma que sempre esbarra com o grupo. Ele frequenta o desfile antes mesmo dele se tornar tão popular entre os cariocas.

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— Eu sempre acho o bloco ou eles me acham (risos). Já até fui uma vez na Presidente Vargas quando era 6 horas da manhã. E fico até escurecer! Frequento há mais de seis anos — afirma ele, ansioso para o início do primeiro bloco que curte depois da pandemia: — O grito está engasgado. Para mim, Carnaval é coisa séria.

As amigas pernaltas Tathiane Onofre e Juliana Barros também já estavam pela Praça XV bem antes do bloco começar. Juliana, inclusive, já tinha desfilado no bloco Barrados no Baile.

— Vim igual a uma cebola, que tem que descascar (risos). Vou tirar o primeiro look e ficar só com o segundo pro Boi Tolo — disse ela.

Já Tathiane ainda não havia subido nas pernas de pau no domingo e aguardava o momento. Ela conta que se encantou ao ver as pernaltas no bloco Terreirada Cearense e quis aprender. Agora, leva as pernas para outros cortejos que vai, como o Boi Tolo.

— Dá medo de cair, de se quebrar, mas a partir do momento que subo na perna, esqueço — confessa ela.

Antes do Boi Tolo, um grupo de amigas de Niterói apaixonadas por Carnaval curtiam o bloco Besame Mucho. Amanda Gonçalves, de 27 anos, toca xequerê e leva o instrumento consigo para aproveitar e fazer um som com os blocos que vão passando, o que ela chama de fazer craque.

— Eu toco no Me Enterra na Quarta, mas vou fazendo o craque em outros blocos — conta ela, animada com a abertura não oficial do carnaval.