Bolívia anuncia centro de pesquisa de energia nuclear com tecnologia russa

(Arquivo) O presidente da Bolívia, Evo Morales

A Bolívia instalará um centro de pesquisa nuclear com tecnologia russa e aporte argentino nos próximos quatro anos, a um custo de 300 milhões de dólares, anunciou nesta quinta-feira o presidente Evo Morales em declaração de imprensa.

O mandatário especificou que o complexo nuclear, com uma usina de ciclotron-radiofármacos, uma usina de radiação gama e um reator nuclear de pesquisa, "não representa nenhum risco para o ser humano nem para a mãe Terra".

Sobre as a críticas da oposição e o receio da população por uma eventual contaminação, Morales disse que a usina "não contamina nem o solo, nem o ar".

O governo boliviano e a corporação estatal russa Rosatom assinaram em outubro passado um acordo para desenvolver energia nuclear com fins pacíficos, um projeto que deve ser concluído até 2020.

Desde 2014, quando o plano tomou forma, o governo assinou acordos com essa finalidade com seus pares França e Argentina, enquanto a Organização Internacional de Energia Atômica (OIEA) prometeu assistência para aplicar padrões de segurança mundial exigidos.