Bolívia e Brasil discutirão em novembro novo contrato de gás natural

O ministro das Minas e Energia do Brasil, Eduardo Braga, em Brasília, no dia 11 de agosto de 2015

Bolívia e Brasil discutirão em novembro um novo contrato de abastecimento de gás natural, que substituirá em 2019 o que está atualmente em vigor, informaram nesta quinta-feira as autoridades dos dois países.

O ministro de Hidrocarbonetos e Energia boliviano, Luis Sánchez, confirmou uma reunião com o brasileiro Eduardo Braga, para o dia 24 de novembro, com o objetivo de tratar "um tema muito importante para os dois países".

"Um dos temas principais que discutiremos nesse dia e que avançamos fundamentalmente é em ver a possibilidade de ampliar o contrato de compra e venda de gás a partir de 2019, um tema muito importante para ambos os países", informou Barata, segundo a agência estatal ABI, após se reunir com o ministro Sánchez.

O encontro foi confirmado pelo secretário-executivo do ministério de Minas e Energia do Brasil, Luiz Barata, que participa do congresso da Organização Latino-americana de Energia (Olade), no departamento boliviano de Tarija.

A Bolívia exporta cerca de 31 milhões de metros cúbicos diários (mmcd) de gás natural para o Brasil, previstos em um contrato de 1996 e ajustado periodicamente em seus volumes.

Na reunião ministerial que acontecerá no Brasil, se discutirá ainda uma eventual sociedade para uma usina de fertilizantes no Mato Grosso e o fornecimento de gás natural a uma termoelétrica em Cuiabá.

Também serão debatidos outros projetos, como a interconexão elétrica entre Bolívia e Brasil e a construção de hidrelétricas no Rio Madeira, e nos territórios bolivianos Cachuela Esperanza, El Bala e Rositas.

O Brasil é o principal mercado para o gás boliviano, seguido pela Argentina, que consume aproximadamente 17 mmcd.

O gás natural, nacionalizado pelo presidente Evo Morales em 2006, é o principal produto de exportação da Bolívia.

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