Bolívia mantém preparativos para eleição presidencial em maio apesar do coronavírus

(Arquivo) A presidente interina da Bolívia, Jeanine Áñez

O Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) da Bolívia trabalha continuamente para a realização da eleição presidencial do próximo 3 de maio, apesar de alguns setores da sociedade pedirem para adiá-la por causa da pandemia do novo coronavírus que já contagiou 12 pessoas no país.

O TSE divulgou nesta semana a lista de eleitores e o pré-convite aos selecionados para serem mesários.

A pandemia que atinge o mundo inteiro motiva pedidos de adiamento do processo eleitoral, mas o TSE e os principais partidos políticos negaram até o momento.

O presidente do TSE, Salvador Romero, anunciou no último final de semana que "a data está mantida" para as eleições, nas quais participarão 7 milhões de eleitores.

O partido Movimiento Al Socialismo (MAS), do ex-presidente Evo Morales, que tem como candidato o economista Luis Arce, e o Comunidad Ciudadana, do candidato de centro Carlos Mesa, preferiram manter a data.

Mesa foi o segundo candidato mais votado depois de Morales na polêmica eleição presidencial realizada no último 21 de outubro.

O analista político Carlos Cordero considera que o país adotou "medidas extraordinárias para enfrentar a crise na saúde" e portanto deveria adiar a eleição, escreveu no Twitter.

O partido de Morales rejeita a ideia de suspender as votações.

"Para nós parece que as eleições devam seguir adiante. Que o coronavírus não seja o pretexto", disse o dirigente do MAS, Gerardo García.