Bolas das Copas do Mundo: veja evolução no design, modernizações e seus nomes até o Catar

Quem não se lembra da Jabulani? Bola oficial da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, ela ficou famosa por trair os goleiros e tinha até vinheta na voz do jornalista Cid Moreira. Só a partir da edição de 1970, no México, o torneio passou a ter uma bola oficial, sempre batizada com um nome. No Catar, os jogadores têm em seus pés a Al Rihla — "a jornada" em árabe —, projetada para dar maior precisão ao chute e ter mais estabilidade de voo.

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"O novo design permite que a bola mantenha uma velocidade significativamente maior enquanto viaja pelo ar", disse Franziska Löffelmann, diretora de design da Adidas, fornecedora da bola oficial da Copa desde 1970: "Para o maior palco global de todo o esporte, decidimos tornar o impossível possível com inovação radical, criando a bola da Copa do Mundo da FIFA mais rápida e precisa até hoje."

A Al Rihla conta com o CRT-Core (coração da bola) e com o Speed Shel (pele texturizada, com painel de 20 peças), tecnologias responsáveis pela maior precisão e velocidade. Um longo caminho percorrido desde que elas eram feitas simplesmente de couro marrom: entre a primeira edição, em 1930, no Uruguai, a de 1962, no Chile. A primeira Copa sediada no Brasil, em 1950, foi a primeira em que a bola não teve cadarços costurados, semelhantes às bolas de rugby.

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Antes de existir uma bola oficial, era o país sede quem fornecia a estrela do jogo. Mas em 1930, uma indefinição fez com que tanto a seleção anfitriã quanto a Argentina, ambas finalistas, levassem cada uma sua bola para a decisão. Em campo, o primeiro tempo foi disputado com a pelota argentina e deu sorte a albiceleste, que abriu 2 a 1. Mas, na segunda etapa, a bola uruguaia entrou no gramado e tudo mudou: os donos da casa viraram o placar e venceram por 4 a 2, conquistando o primeiro título de Copa do Mundo da história.

Bolas desde 1970

Antes da entrada da Adidas no cenário, em 1970, ainda houve um Mundial disputado com bola de couro, mas de outra cor: laranja. Foi a Copa da Inglaterra, em 1966. Quatro anos depois, no México, a gigante de produtos esportivos começa a fornecer a bola oficial. O primeiro modelo, que ganhou o nome de Telstar, em referência ao satélite da Nasa que permitiu a transmissão do jogos em cores, contava com 32 painéis em preto e branco e foi considerado pela Fifa "um dos mais icônicos de todos os tempos".

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Até 1994, as bolas foram toda fabricadas com design parecido: em preto e branco. Em 1986 (México), 1990 (Itália) e 1994 (EUA), elas já tinham traços inspirados na cultura local - a dos Estados Unidos lembrava o pouso do homem na Lua. Entre uma Copa e outra, basicamente, a ideia era fazer ajustes para melhorar a impermeabilidade.

O couro deixou de ser o material usado só em 1982 (Espanha). A partir da Copa de 1986 (México), marcada pelo gol de mão de Maradona, a bola passou a ser produzida com material sintético. As cores preta e branca deixaram de ser adotadas na última Copa do século XX, em 1998, quando a bola do Mundial da França teve o primeiro design colorido da história dos mundiais, em azul, branco e vermelho, referência à bandeira do país.

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Em 2002, a bola usada na Copa da Coreia/Japão era mais leve. Em 2006, na Alemanha, o design era mais arredondado, dando mais precisão aos chutes. Mas foi em 2010, na África do Sul, que a bola ganhou protagonismo na Copa: a Jabulani, quando chutada à distância, tinha trajetória imprevisível, suficiente para trair alguns goleiros.

Veja nomes da bolas desde 1970:

Telstar — México, 1970

Tango — Argentina, 1978

Tango España — Espanha, 1982

Azteca — México, 1986

Etrusco Único — Itália, 1990

Questra — Estados Unidos, 1994

Tricolor — França, 1998

Fernova — Coreia/Japão, 2002

Teamgeist — Alemanha, 2006

Jabulani —África do Sul, 2010

Brazuca — Brasil, 2014

Telstar 18 — Rússia, 2018

Al Rihla — Catar, 2022